Ex-governador de MT é investigado pelo STJ

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou uma investigação criminal contra o ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil). A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a apuração para verificar se o político acelerou de forma irregular a liberação do Credcesta, sistema de empréstimo condomínio administrado pelo Banco Master. O processo está sob sigilo no tribunal. A informação foi revelada pelo jornal O Globo.

Os investigadores analisam um decreto assinado por Mendes em 5 de maio de 2023, que reservou uma margem salarial exclusiva de 10% para cartões de benefícios de servidores públicos. O trâmite para a entrada do Banco Master no Estado durou apenas sete dias.

Aprovação rápida do banco gerou suspeitas

Os documentos oficiais mostram que o Banco Master solicitou o credenciamento em 8 de maio de 2023. A máquina pública estadual abriu o processo interno no mesmo dia. Segundo o jornal, em 12 de maio daquele ano, a equipe de Mendes emitiu um parecer favorável definitivo trinta minutos após a instituição financeira enviar dados complementares, garantindo a vigência da operação até 2028.

A Polícia Federal (PF) descobriu que a rápida liberação coincide com uma viagem de Mendes a Nova York para um fórum empresarial. O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também esteve na cidade norte-americana no mesmo período. A quebra de sigilo bancário revelou uma despesa de US$ 13,3 mil no restaurante Nusr-Et, onde o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, jantava no mesmo horário.

Mendes nega irregularidades e acusa adversários

Em nota enviada a Oeste, Mendes negou qualquer ilegalidade e afirmou que pagou todas as despesas pessoais nos Estados Unidos. Ele classificou os boatos sobre encontros com Vorcaro como “grande mentira” produzida por adversários. O ex-governador anunciou que responsabilizará juridicamente todos os veículos de comunicação que divulgarem a suposta presença no jantar em Nova York.

O pré-candidato ao Senado explicou que o decreto da margem consignável surgiu de uma indicação legislativa apresentada por um deputado estadual do PT, embora não tenha revelado o nome do autor. Mendes destacou que sua gestão credenciou 24 instituições financeiras e que o Banco Master não foi a primeira aprovada. Ele ressaltou ainda que 16 estados já mantinham convênios com o banco privado na mesma época.

1- O decreto que aumentou a margem consignável para cartões de benefício foi criado com base em uma indicação aprovada na Assembleia Legislativa, proposta por um deputado do PT.

2- A norma seguiu todos os princípios da administração pública e a legalidade.

3- Foram credenciadas 24 instituições financeiras, sendo o Banco Master apenas uma delas.

4- Antes de Mato Grosso, pelo menos 16 estados já possuíam convênios com o banco Master.

5- Causa estranheza que apenas Mato Grosso esteja sendo investigado por uma prática lícita.

6- O vazamento seletivo da investigação, divulgado no dia seguinte à minha pré-candidatura ao Senado, sugere conspiração política.

7- A afirmação de que eu estaria em um jantar com Vorcaro é uma mentira. Todos que espalharem isso serão responsabilizados.

Com informações da Revista Oeste