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Alex Santos, ex-jogador do Japão, vê evolução da equipe asiática
Com 48 anos e origem em Maringá (PR), Alex Santos é um dos poucos brasileiros que jogou a Copa do Mundo pelo Japão. Naturalizado no país asiático na adolescência, o ex-jogador disputou os Mundiais de 2002 e 2006. Hoje, ele analisa a seleção japonesa diante da campanha da Seleção Brasileira.
“Vou torcer pelo Japão. Milhões de brasileiros estão com o Brasil. Deixo minha escolha por um país que tem futebol organizado e evoluído, mesmo sem os mesmos talentos do Brasil.” — Alex Santos
Na avaliação do ex-jogador, a equipe japonesa se preparou melhor do que em anos anteriores. “23 convocados jogam fora do país. Tem atletas de clubes como Liverpool e Bayern. Se o Brasil relaxar, pode perder. Como vimos no amistoso de outubro passado.”
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Enfrentar o Brasil na Copa de 2006
O amistoso que Alex menciona foi a vitória japonesa por 3 a 2 contra o Brasil em outubro de 2025. O confronto da fase de grupos será o segundo entre os países na história dos Mundiais.
“Em 2006, enfrentar Kaká, Ronaldinho e Ronaldo era uma tarefa difícil, mas emocionante. A pressão estava toda do lado brasileiro. Nós tínhamos tudo para perder.”
Zico e a transformação em lateral
No Japão, Alex trabalhou com Zico entre 2002 e 2006. O treinador foi responsável por mudar a posição do jogador de ponta para lateral-esquerdo.
“Foi um prazer ter Zico como técnico. Sendo flamenguista, viver isso com um ídolo foi inacreditável.”
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Da Base do Grêmio ao Mundial: A Trajetória de Alex Santos
Na juventude, antes de se tornar um dos nomes mais emblemáticos do futebol asiático, Alex Santos vivia uma rotina diferente. Com 15 anos, ele deixou o Grêmio de Maringá para seguir uma oportunidade única: estudar no Japão e, posteriormente, ingressar no futebol profissional. Durante três anos, dedicou-se à adaptação cultural e acadêmica antes de ser convocado pelo Shimizu S-Pulse.
— Ao concluir o ensino médio em 1997, assinei com o clube japonês, iniciando minha carreira no futebol profissional. Na época, o Japão já contava com uma estrutura de cinco anos na modalidade, desde 1992. No segundo ano, consegui me firmar como titular, superando atletas convocados pela seleção brasileira, mesmo recebendo remuneração bem inferior. No terceiro ano, fui eleito o melhor jogador daquele país, em uma geração que incluía nomes como Dunga, Leonardo e Mazinho. Em 2000, a conquista se estendeu à Ásia.
Com a naturalização obtida em dezembro de 2021, Alex finalmente pôde representar o Japão no cenário internacional. Seu debut na seleção japonesa ocorreu em fevereiro de 2022, culminando na participação na Copa do Mundo de 2022, realizada no Japão e na Coreia do Sul. No entanto, a experiência não atendeu às expectativas do jogador.
— Na verdade, nunca tive a chance de viver plenamente a Copa do Mundo de 2002. Para quem joga, o evento é diferente: o foco está na parte física e mental, e a torcida fica em segundo plano. Nossa equipe estava isolada em um hotel distante, sem acesso à mídia ou ao contato com fãs. Tudo era controlado para garantir a concentração.
Aos 48 anos, Alex Santos vive em Maringá, onde atua como CEO do Galo Maringá, clube que competiu na Série B do Campeonato Paranaense em 2026. Além disso, desenvolve projetos sociais por meio do Instituto Alex Santos, voltado ao fomento de jovens talentos no esporte.



