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O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, criticou nesta segunda-feira, 22, a gestão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva por considerar que não tem adotado uma postura firme contra o avanço do crime organizado no país. Em discurso durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ele defendeu a classificação formal de facções criminosas como organizações terroristas.
Segundo Bolsonaro, as autoridades atuais ignoram o impacto que grupos ilegais causam na vida cotidiana dos brasileiros. “Um governo que parece alinhado com esses grupos promove ações para evitar que sejam reconhecidos como terroristas internacionalmente”, afirmou.
“Quando Lula vai definir o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações terroristas? Elas já impõem medo coletivo, dominam territórios e impedem a atuação do Estado em áreas essenciais.”
O parlamentar destacou que os criminosos cobram taxas ilegais de comerciantes, moradores e ambulantes, além de obstruir serviços públicos como o transporte e a saúde. Ele vinculou essa situação à necessidade de uma legislação mais rigorosa.
Legislação antiterrorismo
Durante a apresentação, Flávio propôs um novo enquadramento legal para facções criminosas, baseado nas normas antiterrorismo. A medida faz parte de um pacote de ações que pretende implementar em eventual governo da direita a partir de 2027.
“Vamos classificar essas organizações como terroristas no próximo ano”, disse. “O plano Brasil sem Medo inclui penas mais severas para esses grupos. Pertencer a uma organização como o PCC ou Comando Vermelho passará a ser um crime com punições de 15 a 20 anos.”
Expansão da estrutura prisional
O senador também defendeu a construção de mais presídios federais, destacando que o atual sistema é ineficiente. “70% dos crimes são cometidos por criminosos recorrentes, que contam com leis frágeis e uma audiência de custódia que se tornou um mecanismo de liberdade”, ressaltou.
Segundo Flávio, a meta é aumentar o número de presídios federais de cinco para dez. “Vamos isolar os líderes dessas organizações terroristas e recuperar o controle dos presídios, que hoje são dominados por marginais.”
Medidas contra violência contra a mulher
Bolsonaro também abordou iniciativas para combater a violência doméstica. Ele enfatizou a necessidade de políticas que garantam independência financeira e proteção efetiva às vítimas.
“Proteger a mulher não pode ser apenas um discurso vazio. Vamos criar ferramentas para que elas possam se sustentar sem depender do agressor.”
No encerramento, o pré-candidato reforçou que seu plano visa equilibrar endurecimento penal com ações de segurança e defesa dos direitos individuais. “A prioridade será proteger vítimas e remover criminosos das ruas.”
Fonte: Revista Oeste


