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Flávio Bolsonaro pede suspeição de Alexandre de Moraes em caso envolvendo Banco Master
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou uma petição junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para atuar em processos que envolvam o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master. A medida ocorre em meio a um embate jurídico sobre a possível influência do magistrado em investigações que tocam o parlamentar.
A movimentação da defesa de Flávio Bolsonaro foi motivada pelo despacho de Moraes que encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação feita pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). O parlamentar petista solicitou uma investigação sobre supostos vínculos entre o senador e o empresário Daniel Vorcaro, com foco especial no financiamento do filme Dark Horse, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Para fundamentar o pedido de suspeição, os advogados do senador argumentam que haveria uma relação de proximidade entre o ministro e o banqueiro. A defesa sustenta que registros da Receita Federal indicam pagamentos na ordem de R$ 80 milhões realizados pelo Banco Master ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Os defensores ressaltam que o objetivo do pleito é garantir a observância estrita das normas regimentais e processuais, solicitando, inclusive, que a relatoria do caso seja redistribuída ao ministro André Mendonça.
O contexto da disputa envolve também publicações jornalísticas. Em março, o jornal O Globo divulgou supostas mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes por meio de dispositivos de visualização única no WhatsApp. O episódio teria ocorrido em 17 de novembro do ano passado, data em que o banqueiro foi detido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero. Na ocasião, o gabinete de Alexandre de Moraes, por meio da assessoria de imprensa do STF, negou qualquer diálogo, afirmando que o ministro não foi o destinatário das mensagens citadas pela reportagem.
Sobre os contratos citados pela defesa de Flávio Bolsonaro, a advogada Viviane Barci de Moraes refutou qualquer irregularidade. Ela declarou que seu escritório nunca representou o Banco Master em litígios perante o STF. De acordo com informações veiculadas pelo jornal O Globo, o contrato entre o banco e o escritório previa pagamentos que poderiam totalizar R$ 129 milhões em um período de três anos, montante que não foi integralmente pago devido à liquidação do banco antes do encerramento do prazo contratual.
No centro da controvérsia, a defesa do senador aponta a existência de comunicações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro nas quais o parlamentar solicita o aporte de recursos para a produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro. A questão agora aguarda análise do STF para definir se o ministro Alexandre de Moraes permanecerá à frente das decisões relacionadas ao caso.
Fonte: Revista Oeste

