Gabriel Azevedo, cotado por Lula para MG, pediu impeachment de Dilma

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Emedebista ligado a Lula volta ao centro do debate político em Minas Gerais

O deputado federal Gabriel Azevedo (MDB) está sendo considerado para assumir o papel de representante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo governo de Minas Gerais. A possibilidade surgiu após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de concorrer ao cargo, deixando uma lacuna que o grupo petista busca preencher em um Estado estratégico para as eleições.

Em 2016, Azevedo foi um dos signatários do pedido formalizado no Supremo Tribunal Federal (STF) para o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff. O argumento principal era que a nomeação de Lula para a Casa Civil, durante o governo de Dilma, poderia transferir investigações da Lava Jato envolvendo o ex-presidente para o STF, configurando um crime de responsabilidade.

Essa decisão, tomada em meio à crise política do final do mandato de Dilma, se tornou um dos pontos centrais daquele processo. Dez anos depois, Azevedo reaparece como uma opção dentro do círculo político que, na época, buscava o impeachment da ex-presidente.

PT avalia estratégias para governar Minas

A indefinição no Palácio do Planalto sobre a formação de um palanque competitivo em Minas Gerais reflete a complexidade das negociações internas. O PT discute cenários divergentes: uma ala defende a candidatura própria, enquanto outra avalia parcerias com o PSB, incluindo o empresário Josué Gomes da Silva.

Também há conversas sobre a possibilidade de convencer Marília Campos (PT), pré-candidata ao Senado por Minas, a disputar o governo estadual. O Estado é considerado um dos colégios eleitorais mais importantes do país, o que reforça a necessidade de alianças sólidas para consolidar o apoio à base petista.

O cenário atual revela como antigos episódios políticos podem ressurgir em momentos decisivos para a formação de estratégias eleitorais. A trajetória de Azevedo, marcada por posições contundentes durante crises passadas, agora se coloca no centro do debate sobre o futuro da política mineira.

Fonte: Revista Oeste