Genoino pede que Wagner abandone liderança do governo

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Ex-presidente do PT pede que Wagner deixe liderança do governo no Senado

O ex-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), José Genoino, recomendou publicamente ao senador Jaques Wagner (PT-BA) que renuncie à liderança do governo no Senado Federal. A sugestão foi feita durante uma entrevista coletiva ao Canal 247 no domingo, 21 de junho.

A declaração ocorreu após a Polícia Federal (PF) cumprir mandados de busca e apreensão contra Wagner na nona fase da Operação Compliance Zero. A investigação, que envolve o Banco Master e seus vínculos com parlamentares, foi ampliada após novas evidências de irregularidades.

Genoino destacou a necessidade de Wagner se distanciar do governo federal para evitar “contaminação” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Ele deve se defender sem a proteção do governo”, afirmou o ex-parlamentar, que também ressaltou a importância de Wagner esclarecer publicamente sua relação com o empresário Daniel Vorcaro.

“Ele precisa subir à tribuna do Senado e dizer que esse assunto é dele, não do governo”, afirmou Genoino. “Se ele continuar no cargo, o Lula vai ser arrastado para uma investigação que não lhe diz respeito.”

Contexto político: Lideranças do PT e investigações

José Genoino, fundador do PT e ex-presidente da legenda entre 2002 e 2005, destacou sua trajetória como um dos nomes históricos do partido. Sua atuação política incluiu sete mandatos de deputado federal e participação na Guerrilha do Araguaia durante o regime militar.

Já Wagner, ex-governador da Bahia e ex-ministro em governos petistas, mantém uma relação próxima com Lula. O senador negou envolvimento em irregularidades e afirmou que sua ligação com o Banco Master foi limitada. “Não houve favorecimento”, destacou Wagner em declarações recentes.

A PF encontrou US$ 55 mil e € 33 mil (equivalentes a cerca de R$ 470 mil) durante as buscas em endereços associados ao senador. A investigação apura possíveis conexões entre o banco e a elite baiana.

“Essa relação promíscua do Banco Master com a elite da Bahia contaminou muitas lideranças”, afirmou Genoino. “É preciso clareza para proteger o PT e o governo.”

Reação de Gleisi Hoffmann

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-ministra das Relações Institucionais, reforçou a necessidade de responsabilização de Wagner caso as investigações confirmem sua ligação com o Banco Master. “Se houver envolvimento, ele deve responder à Justiça”, disse.

Apesar das pressões, Wagner permanece na liderança do governo no Senado e conta com apoio público de integrantes do PT. A situação reflete um desafio para a legenda em equilibrar investigações internas com a governabilidade.

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Com informações da Revista Oeste