
Crédito da imagem: Ilustração
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, rejeitou a proposta de criação de um código de ética para o tribunal, considerando que o momento é inadequado e que há poucas chances de convencimento dos demais ministros. As declarações foram feitas durante uma entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira (22). Mendes destacou que a iniciativa, liderada pelo ministro Edson Fachin, surge em um cenário marcado por investigações internas e polêmicas recentes.
Contexto de crise e resistência ao debate
O magistrado argumenta que a discussão sobre o código de ética está sendo usada como uma estratégia para desviar atenção dos problemas reais enfrentados pelo Poder Judiciário. Ele ressalta que, diante da pressão atual, nenhuma reforma significativa tem chances de ser aprovada no plenário do STF. A proposta, segundo Mendes, não aborda os desafios estruturais e simboliza um “entusiasmo juvenil” por modelos internacionais.
Críticas ao modelo estrangeiro
Gilmar Mendes analisou a influência de cartilhas jurídicas de países como a Alemanha, mas afirma que o contexto legal brasileiro é profundamente distinto. O ministro destaca que qualquer tentativa de adaptação exigiria alterações radicais na redação do texto para se alinhar à realidade constitucional nacional. Para ele, a iniciativa carece de base sólida e pode ser vista como uma forma de “cortina de fumaça” para ocultar desgastes internos.
Pressões e desafios no STF
A proposta ganhou força após as investigações envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, relacionadas ao Banco Master. Mendes insiste que a discussão sobre ética não resolve os conflitos institucionais e sugere que o debate deve ocorrer em um ambiente mais tranquilo para ser eficaz.
Com informações da Revista Oeste


