Governador Jorginho Mello acusa Lula de xenofobia em defesa de cotas raciais

Crédito da imagem: Boa Informação

Representação contra Lula por xenofobia: governador de Santa Catarina age após discursos do presidente

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), anunciou no dia 26 de junho de 2026 a apresentação de uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida foi motivada por declarações feitas pelo petista durante um discurso em Itajaí, onde criticou a tentativa do governo estadual de extinguir as cotas raciais nas universidades públicas.

Segundo Mello, Lula generalizou sua crítica e associou os catarinenses ao racismo, uma prática que o governador considera preconceituosa. A ação judicial busca caracterizar a conduta do presidente como xenofobia, termo que se refere ao preconceito ou discriminação contra pessoas por motivos de origem, nacionalidade ou procedência geográfica.

O episódio gerou polêmica após Lula afirmar durante o discurso que Santa Catarina não poderia permitir o prevalecimento do racismo. Ele ainda fez referência à ideia de “hegemonia branca”, citando Adolf Hitler para condenar a superioridade racial. O governador argumenta que, ao invés de discutir a política pública, Lula atacou a população catarinense de forma genérica.

“Atenção:
O Lula acabou de chamar os catarinenses de racistas e nazistas.
Cometeu crime contra 8 milhões de catarinenses. pic.twitter.com/Vs02PllH0E” — Rafael Fontana (@RafaelFontana), 26 de junho de 2026.

Segundo Mello, a medida do governo estadual de extinguir as cotas raciais foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O governador destaca que Santa Catarina recebeu mais de 500 mil migrantes nas últimas dez anos, reforçando a imagem de acolhimento em contraponto ao discurso presidencial.

A representação à PGR deve ser analisada pelo órgão para definir se há elementos que caracterizem a xenofobia ou outros crimes. Enquanto isso, o debate sobre cotas raciais e direitos de minorias continua central no cenário político nacional.



Com informações da Revista Oeste