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Investigação revela desvio de recursos com servidores fantasma no Rio
Uma investigação conduzida pela Controladoria-Geral do Estado e pelo Gabinete de Segurança Institucional apontou que secretarias do governo do Rio de Janeiro possuem até 80% de servidores comissionados sem comprovação de atividades. O levantamento, divulgado pelo RJ2, identificou uma série de irregularidades no funcionamento da máquina pública estadual.
Entre as unidades mais impactadas está a Secretaria de Trabalho e Renda, que lidera o ranking com 78% dos comissionados sem registros de trabalho. Em seguida, aparecem Esporte e Lazer (75%), Turismo (73%) e Ciência e Tecnologia (65%). A Secretaria de Saúde também teve 46% dos seus servidores comissionados exonerados por falta de atividades comprovadas.
De acordo com a auditoria, os técnicos analisaram registros eletrônicos e acesso físico aos prédios públicos. A ausência de qualquer indicação de trabalho levou à classificação dos funcionários como “fantasmas” e ao desligamento imediato.
Economia esperada e reestruturação do funcionalismo
As demissões já iniciaram uma série de medidas de contenção orçamentária. O governo estima que a remoção dos servidores irregulares gere economia mensal de R$ 16,7 milhões, totalizando cerca de R$ 230 milhões até o final deste ano.
Desde o fim de março, quando assumiu a chefia temporária após a renúncia de Cláudio Castro (PL), Ricardo Couto implementou uma revisão ampla dos contratos e nomeações no Executivo estadual. Em menos de um mês, mais de 4 mil servidores foram desligados.
Ainda em andamento, as auditorias continuarão nos próximos dias, com a possibilidade de expansão para outros órgãos da administração estadual. O Tribunal de Contas do Estado e o Tribunal de Contas do Município do Rio colaboram na investigação, reforçando a transparência das operações.
Com informações da Revista Oeste


