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Empresa de IA Groq eleva captação para US$ 650 milhões após acordos com Nvidia
A Groq, startup especializada em investimentos em inteligência artificial, confirmou a conclusão de uma rodada de investimentos de US$ 650 milhões. O anúncio foi feito no início da semana, reforçando o caminho traçado pela empresa após um acordo com a Nvidia, que envolveu a licença de tecnologia e a contratação de executivos-chave.
O novo ciclo de captações ocorre cerca de seis meses após a assinatura de um pacto não exclusivo entre a Groq e a gigante de chips gráficos. Nesse acordo, a Nvidia adquiriu os direitos de uso da tecnologia da startup e levou nomes como Jonathan Ross, cofundador e ex-CEO da Groq; Sunny Madra, ex-presidente; e outros colaboradores. A Groq não revelou o novo valor de mercado, mas foi estimado em US$ 6,9 bilhões após uma rodada de US$ 750 milhões em setembro do ano passado.
Contexto técnico e histórico da empresa
Jonathan Ross, ex-líder da Groq, foi responsável por contribuir com o desenvolvimento da Tensor Processing Unit (TPU), uma unidade de processamento criada pelo Google para acelerar cálculos em IA. Ele fundou a Groq em 2014 junto com Doug Wightman, outro ex-engenheiro do Google. Após o desligamento de Ross, Wightman assumiu a chefia da empresa.
A Groq desenvolveu um chip denominado Language Processing Unit (LPU), voltado para inferência em IA. O produto era oferecido como parte de um serviço de nuvem ou em clusters de hardware instalados localmente. No entanto, com a licença da tecnologia cedida à Nvidia, a startup precisou redefinir sua estratégia.
Pivô para o negócio de nuvem e expansão global
Diante do novo cenário, a Groq anunciou a concentração em seus segmentos de neocloud — um setor que cresceu após a aquisição da empresa Definitive Intelligence, de Sunny Madra, em 2024. Atualmente, o negócio conta com 13 centros de dados distribuídos pela América do Norte, Europa, Oriente Médio e regiões asiáticas. A plataforma atende mais de cinco milhões de desenvolvedores e empresas de IA, processando trilhões de tokens semanalmente.
A empresa também reforçou sua equipe de liderança. Alan Rice, ex-CEO da xAI e Meta, assumiu o cargo de COO. Já Sinclair Schuller e Rakesh Malhotra foram contratados como CTO e CPO, respectivamente. Ambos atuaram anteriormente em Apprenda e Nuvalence — empresas focadas em soluções de nuvem e engenharia de software.
Desafios e perspectivas no mercado competitivo
A capacidade da Groq de se manter relevante depende diretamente da competitividade do seu serviço de inferência em nuvem, mesmo com a Nvidia detendo parte da tecnologia. O setor tem registrado crescimento exponencial, mas também enfrenta concorrência intensa e inovações constantes.
Exemplos como o Scale AI, que superou dificuldades após um acordo semelhante ao Meta em 2025, mostram que é possível reverter desafios. Segundo Jason Droege, CEO da Scale AI, o negócio da empresa está se recuperando e prevê faturamento de US$ 1 bilhão este ano.
No cenário atual do mercado de IA, onde investimentos e inovações são constantes, a Groq busca se posicionar como uma alternativa sólida para empresas que buscam soluções em nuvem sem depender exclusivamente de tecnologia licenciada por terceiros.
Com informações do Techcrunch



