Hackers acessam dados de saúde de clientes da startup Ultrahuman via ferramenta interna

Hackers acessam dados de saúde de clientes da startup Ultrahuman via ferramenta interna

Crédito da imagem: TechCrunch

Vazamento de dados na Ultrahuman expõe informações de saúde de centenas de usuários

A Ultrahuman, startup indiana especializada em dispositivos de monitoramento de saúde, confirmou ter sofrido uma invasão cibernética. O incidente permitiu que hackers acessassem dados de bem-estar de uma parcela de sua base de clientes após comprometerem as credenciais de um colaborador por meio de um software malicioso.

Detalhes da violação e impacto aos usuários

O ataque foi identificado no dia 27 de março. Segundo a companhia, o acesso não autorizado atingiu um sistema específico para análises internas. A empresa agiu rapidamente para conter a falha, desativando o ambiente comprometido e revogando todas as permissões de acesso.

Embora a startup não tenha revelado o número exato de pessoas afetadas, estima-se que a falha tenha atingido cerca de 0,1% de sua base. Considerando que a Ultrahuman possui aproximadamente 700 mil usuários ativos mensais, o incidente pode ter impactado pelo menos 700 clientes. A organização garantiu que:

  • Senhas e informações de pagamento permanecem seguras.
  • Os sistemas de produção não foram atingidos.
  • O funcionamento dos dispositivos Ultrahuman Ring não foi comprometido.

Posicionamento da empresa

O CEO da Ultrahuman, Mohit Kumar, afirmou que os mecanismos de segurança detectaram uma intrusão em poucas horas, permitindo uma resposta ágil. A empresa justificou que a comunicação aos usuários foi postergada para que uma auditoria completa pudesse ser realizada, garantindo maior clareza sobre o alcance do vazamento.

Nossos sistemas de alerta de segurança detectam o incidente em poucas horas e fecham a vulnerabilidade rapidamente, declarou Mohit Kumar.

A companhia informou que os invasores tiveram acesso apenas em modo de leitura ao sistema afetado, embora não tenha confirmado se houve exfiltração eficaz de dados dos servidores. O caso levanta debates sobre a segurança no armazenamento de dados sensíveis por empresas de tecnologia investível, que centralizam informações de saúde em nuvens acessíveis internamente.

Sobre o Ultrahumano

Fundada em 2019, a startup ganhou notoriedade no mercado de tecnologia investível com o Ring Air, um anel inteligente focado no monitoramento de sono e recuperação, competindo diretamente com o Oura Ring. Recentemente, a empresa anunciou o Ring Pro, trazendo melhorias em sensores e autonomia de bateria.

Com um histórico robusto de captação, a startup já anunciou cerca de US$ 103 milhões em investimentos, contando com o suporte de grupos como Nexus Venture Partners, Steadview Capital e Blume Ventures. As autoridades reguladoras competentes já foram notificadas sobre o ocorrido, conforme informou a startup em comunicado oficial.

Com informações do Techcrunch