Suspeito conhecido como “Randinho” era investigado por atuação em Penedo, Piaçabuçu e Igreja Nova, segundo a Polícia Civil
Um homem apontado pela Polícia Civil como um dos principais nomes do Primeiro Comando da Capital, o PCC, no Sul de Alagoas morreu nesta quarta-feira, 10, durante uma ação do Batalhão de Operações Policiais Especiais, o Bope, no município de Penedo, no Baixo São Francisco.
Conhecido como “Randinho”, o suspeito era investigado por comandar atividades da organização criminosa em Penedo e também por atuar em Piaçabuçu e Igreja Nova. De acordo com as informações repassadas pela Polícia Civil, ele era alvo de um mandado de busca e apreensão.
Inicialmente, os policiais foram até um imóvel ligado ao investigado, mas não encontraram ninguém no local. Logo depois, uma denúncia anônima indicou onde o suspeito estaria escondido.
Ainda segundo a polícia, as investigações apontavam que “Randinho” circulava armado e era responsável por ameaçar e intimidar moradores da região. Ao perceber a chegada das equipes no endereço indicado, ele teria entrado rapidamente na residência.
A Polícia Civil informou que os agentes deram ordem para que o investigado se rendesse, mas ele não teria obedecido e efetuado disparos contra os policiais. Houve confronto, e o suspeito acabou atingido.
Após ser baleado, “Randinho” foi socorrido e levado para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos. Durante a operação, os policiais apreenderam um revólver, munições deflagradas e munições intactas.
A ação faz parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com operações realizadas em diferentes estados do país.
Polícia aponta ligação com a estrutura do PCC
De acordo com a Polícia Civil, “Randinho” integrava a chamada “Sintonia” do PCC, setor responsável pela articulação de atividades internas da facção criminosa.
As investigações indicam que ele teria a função de repassar ordens a outros integrantes, coordenar ações criminosas e organizar a logística para aquisição, transporte e distribuição de drogas e armas. Parte desse material, segundo os levantamentos, teria origem em outros estados.
A polícia também informou que, em determinado período, o suspeito atuou como braço direito de “Tubarão”, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do PCC em Alagoas.
Suspeito tinha antecedentes por tráfico e organização criminosa
Ainda conforme a Polícia Civil, o homem tinha antecedentes por tráfico de drogas e por integrar organização criminosa. Em 2025, ele chegou a ser preso em São Paulo durante cumprimento de mandado expedido pela Justiça de Alagoas, no âmbito da Operação Epílogo.
Mesmo após a prisão, segundo as autoridades, ele voltou a atuar nas atividades ligadas à facção na região Sul do estado.



