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Gianni Infantino visita vestiário do Irã após empate na estreia da Copa do Mundo
A estreia do Irã na Copa do Mundo de 2026, marcada pelo empate em 2 a 2 contra a Nova Zelândia, terminou com uma cena incomum nos bastidores. Nesta segunda-feira (15), em Los Angeles, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, esteve no vestiário da seleção iraniana para prestar apoio aos atletas.
Discurso de apoio e desabafo do treinador
O dirigente buscou elevar o moral do elenco diante do cenário desafiador que os jogadores enfrentam nesta edição do torneio. Durante o encontro, o técnico Amir Ghalenoei aproveitou a oportunidade para relatar as adversidades logísticas e emocionais que a delegação tem encarado desde a chegada ao continente americano.
Foi um jogo difícil nesta noite e, com um pouco mais de sorte, poderiam ter ganho. Mas vocês mostraram para suas famílias, amigos, povo e mundo, que estão na Copa do Mundo, que estão competindo e ainda restam dois jogos. Nesses dois jogos, voltarão a encher o mundo e orgulho com o que fazem, afirmou Infantino aos jogadores.
O presidente da entidade máxima do futebol mundial reforçou a importância da presença da equipe na competição, destacando a conexão gerada com o público presente no estádio. Segundo ele, o grupo tem demonstrado resiliência ao transmitir uma mensagem poderosa ao planeta, apesar das circunstâncias externas.
Logística conturbada devido ao conflito
A preparação do Irã para o Mundial tem sido marcada por obstáculos severos. Devido ao conflito diplomático com os Estados Unidos, a equipe precisou alterar sua base de treinamentos na reta final, estabelecendo-se em Tijuana, no México. A autorização para que a delegação entrasse em território americano ocorreu apenas para a realização das partidas.
O impacto dessas restrições ficou evidente logo após o apito final em Los Angeles. O plano de logística previa o retorno imediato dos jogadores ao solo mexicano, mas o processo enfrentou novos entraves. Relatos indicam que o capitão da equipe e um dos auxiliares técnicos chegaram a ser retidos em um aeroporto americano durante os procedimentos de saída do país.



