Iraque encerra jejum de 40 anos sem marcar gols em Copas do Mundo

Crédito da imagem: Ilustrativo/Gerado por IA

Aymen Hussein marca gol histórico para o Iraque em meio a desafio pessoal na Copa

O centroavante Aymen Hussein viveu uma estreia inesquecível na Copa do Mundo. Apesar da derrota do Iraque por 4 a 1 para a Noruega, nesta terça-feira, pelo Grupo I, o jogador de 30 anos cravou seu nome na história ao anotar o primeiro gol de seu país em um Mundial após um jejum de 40 anos.

Em campo, o atacante demonstrou gratidão e resiliência. Hussein destacou que a equipe aprendeu lições valiosas diante de um adversário mais experiente. Embora o resultado não tenha sido o esperado, o atleta celebrou a oportunidade de representar o Iraque no maior palco do futebol global, ressaltando o bom desempenho iraquiano durante a etapa inicial da partida.

A única participação anterior do Iraque em Mundiais ocorreu em 1986, também no México, quando a seleção foi derrotada nos três confrontos da fase de grupos: 1 a 0 para o Paraguai, 2 a 1 para a Bélgica e 1 a 0 para o México, sem marcar gols que pudessem ser celebrados. Agora, o time volta suas atenções para o próximo desafio: o duelo contra a França, marcado para a próxima segunda-feira, às 18h (de Brasília), na Filadélfia.

Barreiras na chegada aos Estados Unidos

A trajetória de Aymen Hussein até o gramado foi marcada por um obstáculo inesperado. Ao desembarcar em solo americano para a competição, o jogador foi retido pelas autoridades de imigração no aeroporto de Chicago. Segundo informações da agência Shafaq News, o atacante passou por sete horas de interrogatório antes de ser liberado para se juntar à delegação.

Essa adversidade na chegada soma-se a uma vida marcada por desafios profundos. O atleta, que também foi o responsável por garantir a vaga iraquiana na repescagem contra a Bolívia, enfrentou perdas familiares severas. Em 2008, perdeu o pai para a organização terrorista Al Qaeda e, em 2014, viu seu irmão ser sequestrado pelo Estado Islâmico, além de ter sua casa em Kirkuk destruída.

Herói de uma nação

Com 1,89m de altura, Hussein consolidou-se como o grande nome da seleção. Antes do início da Copa, o camisa 18 acumulava 32 gols em 90 partidas pela equipe nacional. Na temporada 2025/2026, defendendo o Al-Karma, sexto colocado no Campeonato Iraquiano, ele balançou as redes nove vezes em 18 jogos.

O sonho de levar o Iraque à Copa do Mundo era antigo. Em uma declaração de 2017, que viralizou após a classificação na repescagem, o jogador prometeu que um filho do país cumpriria sua missão. Após o triunfo por 2 a 1 sobre a Bolívia, ele celebrou a conquista em suas redes sociais, dedicando a alegria ao povo iraquiano, que esperou quatro décadas por este momento.