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Itamaraty reage com veemência às tarifas norte-americanas e acusa “traidores da pátria”
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) divulgou, na noite de quarta-feira (25), uma postagem em sua conta oficial no X (anteriormente Twitter) com linguagem marcante. A mensagem utilizou a expressão “traidores da pátria” para criticar as medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, vinculando-as à atuação de figuras políticas alinhadas à oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O texto, publicado às 18h27, afirma: “Os traidores da pátria não conseguirão reescrever a história. O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira.” A postagem gerou polêmica imediata nas redes sociais, com usuários questionando a postura do órgão e acusando-o de se afastar da neutralidade institucional.
Entre os comentários, um internauta escreveu: “Que absurdo. Onde foi parar o Ministério das Relações Exteriores?” Outro destacou: “Diplomacia ou gabinete de recado da militância?” A crítica se intensificou após a menção ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), considerado aliado de setores que apoiaram a decisão norte-americana.
O Itamaraty, liderado pelo embaixador Mauro Vieira, tem como função principal representar o Brasil no cenário internacional. No entanto, o tom da postagem contrasta com a tradição de neutralidade do órgão, que historicamente se mantém distante das disputas políticas domésticas.
A decisão dos EUA de elevar tarifas sobre produtos brasileiros ocorreu em um contexto de tensão bilateral. As autoridades norte-americanas apontaram críticas ao Judiciário e à segurança jurídica para investidores estrangeiros, alegando que práticas institucionais no Brasil geram incertezas no ambiente comercial.
Durante a tarde, o Itamaraty intensificou suas postagens no X para defender as posições do governo federal e destacar os esforços de negociação com os Estados Unidos. A pasta reiterou que as tarifas são uma resposta a pressões externas e não refletem uma avaliação técnica das relações comerciais.
A polêmica envolve também o desenho da investigação 301, conduzida pela administração norte-americana, que apura supostas práticas de concorrência desleal no Brasil. O Itamaraty defende que as medidas tarifárias são uma tentativa de pressionar a justiça brasileira e influenciar decisões judiciais com impacto internacional.
O Ministério das Relações Exteriores tem sido alvo de críticas por sua atuação em temas sensíveis, com alguns setores acusando-o de agir como “gabinete de recado” para interesses políticos. A postura recente reforça a percepção de que o órgão está se tornando mais polarizado em meio às tensões geopolíticas e aos desafios do governo Lula.
Com informações da Revista Oeste



