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Senador Jaques Wagner pede licença do cargo de líder do governo no Senado
O senador Jaques Wagner anunciou a intenção de solicitar licença do cargo de líder do governo no Senado até esta terça-feira, 23. A decisão, segundo o jornalista Lauro Jardim, do O Globo, foi influenciada por pressões da cúpula do PT após reuniões realizadas no fim de semana. O político baiano busca reduzir o impacto eleitoral negativo sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme apurado pela investigação em andamento.
A Polícia Federal (PF) apresentou novas evidências durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero, incluindo relatórios detalhados encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os documentos apontam o recebimento de vantagens financeiras e itens de luxo vinculados a Augusto Ferreira Lima, operador do Banco Master. As buscas autorizadas pelo ministro André Mendonça ocorreram na semana passada.
Mensagens revelam envolvimento em transação imobiliária
As investigações da PF obtiveram conversas entre Wagner e o operador do banco, que indicam uma ligação direta. Em uma mensagem, o senador encaminhou o contato de um gerente de construtora para facilitar a compra de um apartamento no valor de R$ 2,4 milhões em Salvador. A propriedade foi adquirida por meio da Epítome S.A., uma empresa de fachada usada para ocultar o real titular.
Além disso, a PF rastreou o uso gratuito de jatinhos particulares pela família do senador. Augusto Ferreira Lima disponibilizou uma aeronave para Wagner passar o fim de semana na “Ilha da Paixão”, local pertencente ao banqueiro Daniel Vorcaro. O inquérito também apontou repasses em dinheiro para empresas controladas por familiares do político, além de ingressos para eventos internacionais em Los Angeles.
Defesa busca desvincular Wagner da investigação
Segundo Jardim, a equipe jurídica de Wagner planeja reforçar o discurso de que o afastamento do cargo de líder partidário é uma estratégia para demonstrar inocência na Justiça, sem comprometer a rotina do governo federal. O senador ocupava o comando da bancada governista desde o início do mandato presidencial de Lula.
A investigação contra desvios no Banco Master, iniciada em 2024 pela Ministério Público Federal, já resultou na execução de cinco mandados de prisão preventiva, duas prisões temporárias e 25 ordens de busca. Bens apreendidos e bloqueados em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia somam mais de R$ 230 milhões.
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Fonte: Revista Oeste


