Jorge Messias evita responder sobre presos do 8 de janeiro durante Marcha para Jesus

Crédito da imagem: Ilustração

Jorge Messias evita comentar presos do 8 de janeiro durante Marcha para Jesus

O advogado-geral da União, Jorge Messias, marcou presença na 34ª Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira, 4, em São Paulo. O ministro compareceu ao evento como representante oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não participou da celebração. Esta é a quarta edição consecutiva em que o petista se ausenta do encontro desde o início de seu atual mandato, em 2023. O governo federal não apresentou justificativas para a ausência do chefe do Executivo.

Durante uma entrevista coletiva, Messias foi questionado sobre a possibilidade de aplicar uma agenda de pacificação aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. O advogado-geral da União optou por não responder diretamente ao questionamento. Em vez disso, recorreu a uma reflexão sobre o equilíbrio entre justiça e misericórdia.

A Bíblia fala que a justiça anda ao lado da misericórdia. Justiça sem misericórdia é tirania, e misericórdia sem justiça é complacência. Para tudo é necessário equilíbrio, declarou Messias.

A participação de Messias no evento ocorre em um momento de atenção sobre sua trajetória política, logo após o revés sofrido em sua tentativa de ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Questionado sobre seus projetos futuros, o ministro afirmou que coloca sua vida nas mãos de Deus e que confia no cumprimento dos propósitos divinos.

Relação com o meio evangélico e STF

O ministro possui histórico de proximidade com lideranças evangélicas, tendo frequentado a Igreja Batista desde a juventude. Sua indicação ao STF contou com o apoio público do ministro André Mendonça, que também esteve presente na Marcha para Jesus. Mendonça, conhecido pela expressão terrivelmente evangélico, evitou polêmicas durante o evento e destacou a importância da liberdade de imprensa para o fortalecimento da democracia brasileira.

Distanciamento político

A ausência de Lula no evento reforça a distância entre o governo petista e o segmento evangélico, que compõe mais de 25% da população brasileira. Dados recentes do instituto Meio/Ideia, registrados no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02918/2026, apontam a consolidação da rejeição ao presidente neste grupo.

De acordo com o levantamento realizado entre os dias 23 e 27 de maio, em um cenário de segundo turno entre eleitores evangélicos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) detém 66,6% das intenções de voto, um crescimento em relação aos 65,8% registrados anteriormente. No mesmo recorte, o presidente Lula apresenta 22,9% das intenções, recuando frente aos 24,2% da pesquisa precedente.

Fonte: Revista Oeste