Leis de imigração explicam visto negado a Thomas Partey para entrada no Canadá

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A estreia da seleção de Gana na Copa do Mundo, marcada para a próxima quarta-feira contra o Panamá, em Toronto, terá um desfalque de peso e um imbróglio diplomático nos bastidores. O volante Thomas Partey, jogador do Villarreal, foi impedido de entrar em território canadense após ter seu pedido de visto negado pelas autoridades locais.

Divergência de critérios entre países-sede

O caso expõe como diferentes nações aplicam suas leis de imigração diante de investigações criminais em curso. Partey enfrenta acusações de estupro na Inglaterra e aguarda julgamento, mas conseguiu circular e treinar normalmente com o elenco ganês durante o período de preparação nos Estados Unidos.

A Fifa confirmou que o atleta permanece impossibilitado de deixar o centro de treinamento da equipe, localizado em Boston, para se juntar ao grupo no Canadá.

Por que os Estados Unidos permitiram a entrada

A autorização concedida pelos EUA baseou-se em uma análise individualizada. Como não há uma condenação judicial definitiva contra o atleta, a legislação americana não impôs um bloqueio automático. De acordo com a US Customs and Border Protection, as decisões de admissibilidade são tomadas caso a caso, ponderando informações policiais e de segurança nacional disponíveis no momento da inspeção.

A postura do Canadá

Em contrapartida, o governo canadense aplicou regras de admissibilidade mais restritas. A legislação do país permite que autoridades neguem a entrada de estrangeiros que tenham cometido crimes ou que estejam respondendo a processos criminais, dependendo da avaliação do caso.

Um porta-voz do Ministério da Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá (IRCC) esclareceu que, quando existem motivos razoáveis para acreditar que um ato que leve à inadmissibilidade foi cometido, o requerente pode ser barrado. O governo de Gana manifestou descontentamento, classificando a decisão como extremamente injusta.

O histórico das acusações

Thomas Partey é alvo de sete acusações formais. Entre 2021 e 2022, enquanto atuava pelo Arsenal, na Inglaterra, foi denunciado por duas mulheres em cinco ocasiões. No ano passado, uma terceira vítima relatou agressão sexual, resultando em uma ordem judicial que proíbe o contato do jogador com ela. No início de 2026, outras duas mulheres apresentaram acusações semelhantes. Em fevereiro, o jogador declarou-se inocente diante de um tribunal inglês.

Thomas Partey e as restrições judiciais após passagem pelo futebol espanhol

A situação jurídica do meio-campista Thomas Partey segue sob observação após os desdobramentos de um caso envolvendo acusações de mulheres contra o atleta. Em 2025, o jogador chegou a ser detido pelas autoridades, mas obteve o direito de responder em liberdade condicional mediante o pagamento de fiança.

Para manter o benefício da liberdade, Partey precisa cumprir uma série de determinações impostas pela justiça. Entre as obrigações legais, o atleta está proibido de manter qualquer tipo de contato com as denunciantes. Além disso, o jogador tem o dever de comunicar formalmente às autoridades qualquer alteração em seu endereço residencial ou a realização de viagens internacionais.

Transição para o futebol espanhol

Mesmo diante do cenário de restrições judiciais, a carreira profissional do volante seguiu seu curso. Em agosto de 2024, Thomas Partey oficializou sua transferência para o Villarreal, clube que disputa a elite do futebol na Espanha.

Pontos centrais das medidas cautelares:

  • Proibição de contato: O atleta não pode se aproximar ou comunicar-se com as mulheres que formalizaram as denúncias.
  • Monitoramento de deslocamento: Qualquer mudança de residência ou saída para o exterior deve ser obrigatoriamente reportada.
  • Condição de liberdade: O pagamento de fiança foi o requisito necessário para a soltura após a prisão ocorrida em 2025.