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México vence República Tcheca por 3 a 0, mas torcida é criticada por gritos homofóbicos
Foto: Goleiro da República Tcheca, Matej Kovar, durante o jogo contra o México — Foto: Hector Vivas – FIFA/FIFA via
No estádio Azteca, a seleção mexicana venceu a República Tcheca por 3 a 0, encerrando a participação europeia na Copa do Mundo de 2026. O confronto, porém, foi marcado por episódios que geraram polêmica: torcedores do México repetiram gritos ofensivos durante os tiros de meta do goleiro adversário.
A imprensa internacional registrou que os fãs da seleção americana entoaram a expressão “puto” em momentos críticos do segundo tempo, direcionando as ofensas ao arqueiro Matej Kovar. A Fifa ainda não se manifestou sobre o ocorrido.
Histórico de multas por comportamento da torcida
O episódio não é novo para a seleção mexicana. Em 2018, durante a Copa do Mundo na Rússia, a equipe foi penalizada com uma multa de 10 mil francos suíços (equivalente a R$ 37,5 mil à época) após gritos semelhantes durante o jogo contra a Alemanha. Na Copa do Catar, em 2022, a Fifa aplicou uma punição mais severa: 100 mil francos suíços (R$ 500 mil).
Em 2024, durante um amistoso contra o Brasil nos Estados Unidos, os mesmos comportamentos foram registrados. O jogo foi interrompido após 13 minutos do segundo tempo, com uma mensagem no telão solicitando que a torcida deixasse de lado as ofensas.
Campanha para conter gritos homofóbicos
Diante da repetição de casos, a Federação Mexicana de Futebol (FMF) lançou em maio uma iniciativa chamada “A ola, sim; o grito, não”. A ação busca reforçar a tradição do “ola”, famosa desde a Copa de 1986 no país, sem permitir que gritos discriminatórios sejam entoados.
A campanha conta com o apoio de lendas como Hugo Sánchez e Javier Aguirre, integrantes da equipe que conquistou o título em 1986. A mensagem é clara: celebrar a identidade do futebol mexicano, mas sem recorrer à discriminação.
O desafio da Fifa
Enquanto a FMF tenta conscientizar sua base de torcedores, a Fifa enfrenta o desafio de fiscalizar o comportamento nas arquibancadas. O caso contra a República Tcheca, apesar do resultado positivo para os mexicanos, reabre debates sobre como equilibrar tradições culturais e respeito ao próximo.
Próximos passos
A seleção mexicana, que lidera o Grupo A com uma campanha sólida, agora encara a fase eliminatória. Enquanto isso, a pressão recai sobre as autoridades do futebol para que medidas concretas sejam tomadas contra a repetição de atos ofensivos.
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