Omen AI revoluciona monitoramento de fluidos em data centers

Omen AI revoluciona monitoramento de fluidos em data centers

Crédito da imagem: TechCrunch

Monitoramento em tempo real de fluidos revoluciona a gestão de data centers

A crescente demanda por potência computacional impulsionada pela inteligência artificial está exigindo soluções inovadoras para manter os data centers operacionais. Uma das grandes preocupações do setor é o controle de contaminação bacteriana em sistemas de resfriamento líquido, que pode causar paradas custosas e interrupções na operação.

Os sistemas de resfriamento atualmente utilizam uma mistura de água e substâncias que estimulam o crescimento bacteriano. No entanto, para aumentar a eficiência térmica, muitos gestores optam por diluir uma proporção desses componentes, o que resulta em acúmulo de bactérias. Para mitigar o problema, é necessário realizar limpezas periódicas, processo que pode levar até seis horas e custar milhões de dólares.

Omen AI apresenta uma solução disruptiva: um espectrômetro de pequeno porte capaz de monitorar a saúde do fluido em tempo real, detectando o início da contaminação bacteriana antes que cause danos prejudiciais. “Com essa tecnologia, eliminamos o risco de grandes interrupções por falta de visibilidade sobre as condições químicas”, explica Zach Laberge, fundador e CEO da empresa.

Recentemente, a startup anunciou o fechamento de uma rodada de investimento de US$ 31 milhões na série A, com liderança da Nava Ventures e participação de outros investidores como CRV, Vanderbilt University e empresas como Bridgestone e Johnson Controls. Laberge, que fundou sua primeira empresa aos 14 anos, está no centro dessa nova abordagem tecnológica.

Após a primeira experiência em sensores para equipamentos de construção, Laberge redirecionou seu foco para sistemas hidráulicos críticos. A ideia central é substituir o processo tradicional de coleta e análise de amostras por um monitoramento contínuo. Além da detecção de bactérias, o dispositivo identifica danos em bombas e selos por meio da presença de elementos químicos como cobre, cromo e silício.

Os primeiros clientes foram entregas de máquinas pesadas, mas surgiu uma oportunidade quando percebi que as soluções também se aplicavam a sistemas de resfriamento de data centers. “A transição foi natural”, destaca Laberge, destacando o interesse crescente por monitoramento em tempo real.

Hoje, a empresa atende uma dúzia de clientes no setor de data centers, incluindo o TensorWave, que desenvolve nuvem de computação AI baseada em chips AMD. “A gestão de fluidos em sistemas críticos é um fator determinante para a eficiência operacional”, afirma Piotr Tomasik, presidente da TensorWave.

Embora outras organizações dependam de laboratórios externos, a Omen AI não está isolada no mercado. A Pyxis, empresa especializada em monitoramento de água, lançou recentemente um produto específico para refrigerante em data centers. No entanto, a combinação de avanços em tecnologia óptica e processamento de sinais permite que a Omen apresente soluções mais escaláveis.

Com US$ 40 milhões arrecadados desde sua fundação em 2024, a empresa está posicionada para transformar a forma como os data centers lidam com sistemas hidráulicos complexos. “A tecnologia de Omen enxerga o futuro da infraestrutura exatamente como vemos”, afirma Cory Rellas, parceiro da Nava Ventures.

Com informações do Techcrunch