Os 100 Momentos Mais Icônicos da História da Copa do Mundo
Ao longo de quase um século, a Copa do Mundo consolidou-se como o maior espetáculo esportivo do planeta. A cada quatro anos, o torneio mobiliza bilhões de espectadores, equilibrando doses intensas de euforia, decepção e drama. Mais do que uma competição, o evento funciona como um catalisador de lendas, palco de ascensões meteóricas e cenário para a queda de gigantes.
Foi nos gramados da Copa que Pelé apresentou seu talento ao mundo, onde Diego Maradona protagonizou episódios controversos e onde a genialidade de Zinedine Zidane caminhou lado a lado com momentos de instabilidade emocional. O torneio é o habitat natural dos azarões que desafiam as potências, onde um único lance de defesa ou um gol isolado tem o poder de redefinir trajetórias profissionais. Estes momentos, embora nem sempre belos, tornaram-se parte da história coletiva, sendo revisitados por gerações de fãs.
Com a proximidade da edição de 2026, sediada por Estados Unidos, Canadá e México, compilamos os 100 momentos mais marcantes da trajetória do torneio. Confira alguns dos destaques selecionados:
100. A triste despedida de Pelé (1966)
Em 1966, Pelé chegava à Inglaterra consagrado como o melhor jogador do mundo, após os títulos de 1958 e 1962. Contudo, o craque foi alvo de marcações violentas. Após sofrer lesões contra a Bulgária, ele desfalcou o Brasil na derrota para a Hungria. Retornou para o confronto decisivo contra Portugal, mas foi novamente atingido, desta vez por João Morais. Sem a possibilidade de substituições na época, Pelé terminou a partida visivelmente limitado. A derrota por 3 a 1 marcou o fim precoce da campanha brasileira e o desabafo do camisa 10, que chegou a declarar que não voltaria a disputar o mundial.
99. O gol coletivo da Argentina (2006)
Frequentemente associado ao estilo de Pep Guardiola, o “tiki-taka” teve uma exibição de gala pela Argentina em 2006. Na vitória por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro, Esteban Cambiasso concluiu uma sequência de 24 passes. A jogada, iniciada por Maxi Rodríguez, envolveu uma troca de passes precisa entre Javier Saviola, Juan Román Riquelme e Hernán Crespo, cujo passe de calcanhar permitiu que Cambiasso marcasse no ângulo. O próprio Crespo classificou o lance como o gol mais bonito daquela edição.
98. A genialidade de Maradona nas semifinais (1986)
Após brilhar contra a Inglaterra, Diego Maradona reafirmou seu domínio técnico nas semifinais contra a Bélgica. O camisa 10 argentino superou três defensores antes de encobrir o goleiro Jean-Marie Pfaff. O gol foi o quarto de Maradona entre as quartas e as semifinais, consolidando aquela que é considerada por muitos como a maior atuação individual da história das Copas.
97. A frustração de Lukaku (2022)
A eliminação da Bélgica na fase de grupos em 2022 foi marcada pelo descontrole de Romelu Lukaku. Após desperdiçar três chances claras de gol contra a Croácia, o atacante descarregou sua raiva socando o banco de reservas após o apito final. O empate em 0 a 0 decretou a saída precoce dos belgas, manchando a reputação do artilheiro.
96. A simulação de Rivaldo (2002)
Rivaldo protagonizou um dos momentos mais polêmicos do mundial de 2002. Na partida contra a Turquia, o brasileiro caiu no gramado segurando o rosto após Hakan Unsal chutar a bola contra sua perna. A reação resultou na expulsão do jogador turco. Embora a FIFA tenha multado o brasileiro em £ 4.500, Rivaldo defendeu sua atitude, argumentando que a intenção do adversário em atingi-lo justificava a punição.
95. O gol polêmico que eliminou a Alemanha (2022)
Em 2022, a Alemanha sofreu sua segunda eliminação consecutiva na fase de grupos. Apesar de ter mantido vivas as esperanças após um empate contra a Espanha, a equipe de Hansi Flick não resistiu aos desdobramentos da última rodada, que incluíram um gol polêmico a favor do Japão, selando o destino dos tetracampeões mundiais.
O cenário das Copas do Mundo é palco de momentos que desafiam a lógica e redefinem a história do esporte. De decisões polêmicas de arbitragem a viradas épicas, cada edição deixa marcas indeléveis na memória dos torcedores. Confira uma retrospectiva de eventos memoráveis que moldaram o torneio.
Grupo E: O caos e a despedida alemã (2022)
Durante uma noite de definições eletrizantes, o Grupo E viveu um cenário onde todas as quatro seleções ocuparam, em momentos distintos, a zona de classificação. Enquanto a Alemanha vencia a Costa Rica por 4 a 2, a Espanha era superada pelo Japão por 2 a 1. A vitória nipônica, porém, veio envolta em polêmica: o gol de Ao Tanaka, após cruzamento de Kaoru Mitoma, gerou debates intensos sobre se a bola teria saído pela linha de fundo antes do lance. O VAR validou o gol, frustrando a Alemanha, que, apesar da vitória, viu sua campanha encerrada precocemente.
Zico e o apito polêmico (1978)
A estreia do Brasil contra a Suécia em 1978 ficou marcada por uma das decisões mais controversas da arbitragem mundial. Com o placar em 1 a 1 nos acréscimos, o Brasil cobrou um escanteio que resultou em gol de cabeça de Zico. Contudo, o árbitro galês Clive Thomas encerrou a partida segundos antes de a bola cruzar a linha, anulando o tento. Thomas justificou a decisão alegando que Zico chegou atrasado ao lance, gerando revolta global.
Itália: O triunfo do anfitrião (1934)
Após boicotar a edição inaugural, a Itália utilizou o fator casa para conquistar seu primeiro título mundial em 1934. Sob o comando de Vittorio Pozzo e o brilho de Giuseppe Meazza, a Azzurra superou Estados Unidos, Espanha e Áustria. A final, vencida por 2 a 1 contra a Tchecoslováquia, culminou na entrega da Copa do Mundo e da Coppa Del Duce, troféu encomendado por Benito Mussolini.
Lilian Thuram: O herói improvável (1998)
Na semifinal entre França e Croácia, o lateral Lilian Thuram protagonizou um feito único. Ele, que nunca havia marcado pela seleção, anotou os dois gols da vitória francesa por 2 a 1, após a Croácia abrir o placar com Davor Suker. A atuação impecável foi o pilar que conduziu os Bleus à final em Paris.
O cartão vermelho relâmpago de José Batista (1986)
O uruguaio José Batista detém o recorde de expulsão mais rápida da história das Copas: apenas 56 segundos de jogo contra a Escócia. O árbitro Joel Quiniou aplicou o cartão após uma entrada dura em Gordon Strachan. Apesar do desfalque, o Uruguai segurou o 0 a 0, embora a Federação Escocesa tenha classificado a postura uruguaia de forma duríssima após o confronto.
A maldição mexicana e o drama holandês (2014)
O sonho mexicano de alcançar o “quinto jogo” foi interrompido de forma dolorosa nas oitavas de final de 2014. Vencendo por 1 a 0 até os minutos finais, o México sofreu o empate de Wesley Sneijder e, nos acréscimos, um pênalti convertido por Klaas-Jan Huntelaar selou a vitória da Holanda. A penalidade, sofrida por Arjen Robben, é alvo de discussões sobre simulação até os dias atuais.
O Milagre de Córdoba (1978)
A Áustria protagonizou uma das maiores zebras da história ao vencer a Alemanha Ocidental por 3 a 2, encerrando um jejum de 47 anos. Mesmo já eliminada, a seleção austríaca brilhou com dois gols de Hans Krankl, sendo o último um chute preciso no contra-ataque. O resultado impediu que os alemães disputassem o terceiro lugar e consolidou o feito como um dos maiores orgulhos do futebol austríaco.
Tim Howard e o reconhecimento presidencial (2014)
A atuação heroica do goleiro Tim Howard na partida contra a Bélgica, também em 2014, foi tão impactante que rendeu ao arqueiro um telefonema direto do então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reconhecendo o esforço monumental do atleta diante da pressão belga.
O futebol mundial é construído por momentos de superação, zebras históricas e atuações que desafiam a lógica. Relembramos aqui alguns dos capítulos mais marcantes das Copas do Mundo que ficaram gravados na memória dos torcedores.
Tim Howard e o recorde de defesas em 2014
Durante as oitavas de final da Copa do Mundo de 2014, o goleiro Tim Howard protagonizou uma exibição memorável pelos Estados Unidos contra a Bélgica. Apesar da derrota por 2 a 1, o arqueiro realizou 16 defesas, estabelecendo um recorde absoluto desde que as estatísticas começaram a ser contabilizadas no torneio. A performance foi tão impactante que o atleta foi apelidado na Wikipedia como “Secretário de Defesa” e recebeu um telefonema de parabenização do então presidente Barack Obama. Mesmo diante da eliminação para a talentosa equipe de Romelu Lukaku e Kevin De Bruyne, Howard consolidou seu status de ícone nacional.
A revanche da Alemanha Ocidental em 1990
Quatro anos após a derrota na final de 1986, a Alemanha Ocidental reencontrou a Argentina em Roma. O confronto, marcado pela tensão, foi decidido por um pênalti convertido por Andreas Brehme após falta em Rudi Voller. O jogo ficou marcado pela indisciplina argentina: Pedro Monzón foi o primeiro jogador expulso em uma final de Copa, após falta em Jürgen Klinsmann, seguido por Gustavo Dezotti. Com a vitória, os alemães conquistaram seu terceiro título mundial.
O delírio americano com Landon Donovan em 2010
O gol de Landon Donovan nos acréscimos contra a Argélia, na fase de grupos de 2010, tornou-se um marco para o futebol nos Estados Unidos. Após 90 minutos de pressão e um gol anulado de Clint Dempsey, uma defesa de Tim Howard iniciou o contra-ataque decisivo. Jozy Altidore cruzou, Dempsey finalizou e, no rebote do goleiro Rais M’Bolhi, Donovan garantiu a vitória. A narração vibrante de Ian Darke acompanhou a euforia que tomou conta de todo o país.
A histórica vitória dos amadores dos EUA sobre a Inglaterra em 1950
Em sua estreia em Copas, a Inglaterra era a grande favorita, tendo goleado Portugal por 10 a 0 pouco antes do torneio no Brasil. Do outro lado, os Estados Unidos vinham de sete derrotas consecutivas. Contudo, em uma das maiores zebras do esporte, os americanos venceram por 1 a 0, com gol de Joe Gaetjens aos 38 minutos. A equipe dos EUA era composta por amadores, como o goleiro Frank Borghi, que trabalhava em uma funerária, superando estrelas inglesas como Alf Ramsey e Billy Wright.
O duelo da Guerra Fria: Alemanha Oriental supera a Ocidental em 1974
O embate entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental em 1974 carregava um peso político imenso. A partida, travada até os 77 minutos, foi decidida por um gol de Jürgen Sparwasser, garantindo a vitória do Leste. Apesar do tropeço, a Alemanha Ocidental utilizou a derrota como motivação para reagrupar sua equipe e, posteriormente, sagrar-se campeã mundial ao vencer a Holanda na final.
A goleada da Croácia sobre a Argentina de Messi em 2018
A Copa de 2018 foi um período difícil para a Argentina, atingindo seu ponto crítico na derrota por 3 a 0 para a Croácia. O erro do goleiro Willy Caballero, ao tentar driblar Ante Rebic, abriu o placar para os croatas. Na sequência, Luka Modric ampliou com um chute de longa distância e Ivan Rakitic fechou o placar. O resultado deixou a seleção de Lionel Messi em uma situação delicada na fase de grupos.
O brilho de Al-Owairan em 1994
O golaço marcado por Al-Owairan garantiu um triunfo histórico para a Arábia Saudita na edição de 1994, sendo lembrado até hoje como um dos lances mais plásticos e decisivos daquele mundial.
Momentos inesquecíveis da Copa do Mundo: episódios que marcaram a história
A história das Copas do Mundo é escrita por lances de genialidade, viradas épicas e quedas inesperadas. Relembre eventos marcantes que definiram o destino de seleções e consagraram ídolos no maior palco do futebol global.
O brilho da Arábia Saudita em 1994
Em sua primeira participação, a Arábia Saudita surpreendeu ao avançar para as oitavas de final após triunfos sobre Bélgica e Marrocos. O grande destaque foi Saeed Al-Owairan, que eternizou seu nome com uma arrancada espetacular. Partindo do seu próprio campo, ele superou quatro marcadores belgas antes de vencer o goleiro Michel Preud’homme, garantindo a vitória. Apesar da eliminação posterior para a Suécia, o feito saudita permanece na memória dos torcedores.
A histórica goleada húngara de 1982
Embora a Hungria já não ostentasse a força dos “Magos Magiares” de décadas anteriores, ela protagonizou uma marca inalcançável em 1982 ao aplicar 10 a 0 sobre El Salvador. O adversário, fragilizado por conflitos civis que impediram uma preparação adequada, não conseguiu conter o ímpeto húngaro. Laszlo Kiss brilhou ao marcar um hat-trick saindo do banco de reservas, um feito único na história do torneio, enquanto Lazar Szentes e Tibor Nyilasi ajudaram a consolidar a maior goleada já registrada em uma partida de Copa.
Bulgária surpreende o mundo em 1994
O Mundial de 1994 viu a Bulgária alcançar sua melhor campanha, chegando às semifinais impulsionada por uma geração talentosa liderada por Hristo Stoichkov, Yordan Letchkov e Krasimir Balakov. O momento de glória veio nas quartas de final, quando a equipe eliminou a Alemanha. Após o pênalti convertido por Lothar Matthäus, a Bulgária reagiu com dois gols em um intervalo de apenas quatro minutos, encerrando a sequência alemã de presenças constantes nas fases decisivas.
O golaço de Pavard e a queda argentina em 2018
No duelo eletrizante das oitavas de final de 2018, a França superou a Argentina por 4 a 3. Enquanto Kylian Mbappé brilhava, foi o lateral Benjamin Pavard quem protagonizou o lance mais plástico da competição. Ao aproveitar um cruzamento de Lucas Hernández, Pavard emendou um chute de primeira, com efeito, que morreu no ângulo. O golaço foi eleito o mais bonito do torneio e tornou-se um símbolo da campanha francesa na Rússia.
Eusébio e a virada monumental de Portugal em 1966
Nas quartas de final de 1966, a Coreia do Norte assustou ao abrir 3 a 0 sobre Portugal em apenas meia hora. Contudo, Eusébio assumiu o protagonismo e comandou uma reação histórica. O craque marcou quatro vezes, incluindo dois gols de pênalti, para virar a partida. Com o gol final de José Augusto, Portugal venceu por 5 a 3, consolidando a lenda de Eusébio como um dos maiores jogadores de todos os tempos.
Forlán e o domínio da Jabulani em 2010
A bola Jabulani, utilizada em 2010, foi amplamente criticada por goleiros devido à sua trajetória imprevisível. Entretanto, o uruguaio Diego Forlán adaptou-se perfeitamente à esfera, utilizando-a para marcar cinco gols e conduzir o Uruguai às semifinais. Sua precisão em chutes de longa distância lhe rendeu a Bola de Ouro da competição.
A queda precoce da Itália em 2010
Defensora do título, a Itália viveu um pesadelo em 2010 ao ser eliminada ainda na fase de grupos. Sob o comando de Marcello Lippi, a Azzurra empatou com Paraguai e Nova Zelândia, chegando à última rodada precisando vencer a Eslováquia. Apesar de tentar uma reação tardia com gols de Antonio Di Natale e Fabio Quagliarella, a derrota por 3 a 2 selou a despedida melancólica dos italianos.
O primeiro título argentino em 1978
O ano de 1978 marcou a primeira conquista mundial da Argentina. O atacante Mario Kempes foi o pilar da campanha, anotando seis gols em quatro jogos. Na grande final contra a Holanda, Kempes balançou as redes duas vezes, garantindo o troféu para os anfitriões e cravando seu nome na história do futebol nacional.
A história da Copa do Mundo é repleta de momentos que transcendem o esporte, misturando superação, polêmicas políticas, erros de arbitragem e lances inesquecíveis. Revisitamos alguns dos episódios mais marcantes que ajudaram a construir o folclore do torneio.
O “bigode da sorte” de Mario Kempes
Curiosamente, o atacante Mario Kempes precisou de dez partidas em Copas do Mundo para desencantar. O jogador revelou que o conselho do técnico César Luis Menotti para que ele removesse seu icônico bigode foi o ponto de virada. Após o gesto, a rede balançou: dois gols contra a Polônia, dois contra o Peru e mais dois diante da Holanda. O desempenho foi decisivo para a Argentina conquistar o título, rendeu a Kempes a Bola de Ouro e o eternizou como El Matador.
Argélia choca a Alemanha Ocidental em 1982
Em sua estreia absoluta em Mundiais, a Argélia era tratada como uma incógnita e alvo de previsões sobre quantos gols sofreria da favorita Alemanha Ocidental. Contudo, o roteiro foi outro. Aos 54 minutos, Rabah Madjer abriu o placar aproveitando um rebote. Embora Karl-Heinz Rummenigge tenha empatado, a resposta argelina foi imediata: 60 segundos depois, uma troca de passes precisa culminou no gol da vitória de Lakhdar Belloumi, em um dos maiores sustos já aplicados nos alemães.
Sombras e suspeitas na goleada de 1978
A goleada de 6 a 0 da Argentina sobre o Peru em 1978 foi o passaporte para a final daquela edição, mas permanece envolta em denúncias de suborno e manipulação. A Albiceleste precisava vencer por quatro gols de diferença para eliminar o Brasil. Entre as teorias, destacam-se o envio de um carregamento de grãos da Argentina ao Peru e a suposta interferência política dos generais Jorge Videla e Francisco Morales Bermúdez, sob o contexto da Operação Condor. A presença do secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, no vestiário peruano antes da partida, também alimenta as especulações até hoje.
A selvageria da Batalha de Santiago (1962)
O duelo entre Chile e Itália na Copa de 1962 entrou para a história como um dos espetáculos mais violentos do futebol. Com apenas 13 segundos de jogo, a primeira falta já havia ocorrido. Aos quatro minutos, Giorgio Ferrini foi expulso, mas precisou ser retirado de campo por policiais armados. O cenário foi de caos: Leonel Sánchez, do Chile, fraturou o nariz de Humberto Maschio sem ser punido, e o italiano Mario David acabou expulso após revidar. O Chile venceu por 2 a 0, mas o futebol foi apenas um detalhe diante da hostilidade em campo.
Protesto inusitado do Kuwait em 1982
Durante a partida contra a França, os jogadores do Kuwait pararam em campo alegando terem ouvido um apito vindo da torcida, o que confundiu a defesa antes do quarto gol francês. A situação escalou para um impasse com a polícia em campo e a descida do príncipe Fahid, presidente da federação local, das tribunas para intervir. Em uma decisão bizarra, o árbitro anulou o gol francês. A França, porém, manteve a superioridade e fechou o placar em 4 a 1.
O erro histórico de Graham Poll em 2006
A carreira internacional do árbitro Graham Poll foi marcada por um equívoco singular na Copa de 2006. No empate entre Croácia e Austrália, Josip Simunic recebeu três cartões amarelos antes de ser expulso. Poll admitiu ter anotado o nome errado no segundo cartão, confundindo o croata com o australiano Craig Moore. O erro, que poderia ter forçado um pedido de reedição da partida, encerrou a trajetória do juiz em torneios da FIFA.
A consagração de Fabio Grosso (2006)
Fabio Grosso tornou-se o rosto da conquista italiana em 2006. Após marcar um gol decisivo contra a Alemanha nas semifinais, o lateral foi peça fundamental na vitória da Azzurra sobre a França, nos pênaltis, garantindo o quarto título mundial para a Itália.
Momentos inesquecíveis: episódios que marcaram a história da Copa do Mundo
A história das Copas do Mundo é escrita por lances de genialidade, polêmicas intensas e recordes que parecem intransponíveis. Relembrar esses capítulos é revisitar a essência do futebol global.
68. O show de Oleg Salenko em 1994
Em um duelo que pouco valia pela fase de grupos da Copa de 1994, a Rússia protagonizou uma exibição histórica contra Camarões. Embora a seleção russa já estivesse eliminada após derrotas para Brasil e Suécia, Oleg Salenko aproveitou a vitrine para eternizar seu nome. Com uma atuação de gala na vitória por 6 a 1, ele marcou cinco gols, tornando-se o primeiro jogador a atingir essa marca em um único confronto de Mundial. Nem mesmo o gol de honra do lendário Roger Milla ofuscou o feito do atacante russo.
67. Laurent Blanc e o primeiro Gol de Ouro (1998)
O Mundial de 1998, realizado em solo francês, introduziu a regra do Gol de Ouro, e Laurent Blanc foi o protagonista do primeiro momento de aplicação dessa norma. Nas oitavas de final, após um empate sem gols no tempo regulamentar contra o Paraguai, o zagueiro francês decidiu a partida aos 114 minutos com uma finalização precisa. O tento garantiu a classificação da França, que seguiria firme até o título. Vale lembrar que Blanc desfalcou a final após ser expulso nas semifinais por um entrevero com o croata Slaven Bilic.
66. A ascensão meteórica de Salvatore Schillaci (1990)
Pouco cotado antes do início da Copa de 1990, o italiano Salvatore Toto Schillaci saiu do anonimato para se tornar o grande herói da Azzurra. O atacante da Juventus, que nem era presença garantida no elenco, marcou seis gols ao longo do torneio, balançando as redes contra Áustria, Tchecoslováquia, Uruguai, Irlanda e Argentina. Apesar da eliminação italiana nas semifinais, Schillaci encerrou sua participação com a Chuteira de Ouro e a Bola de Ouro, consolidando-se como o grande nome daquela edição.
65. A crise em Saipan: Roy Keane deixa a Irlanda (2002)
O Mundial de 2002 ficou marcado por um dos maiores conflitos internos da história das seleções. Roy Keane, capitão e principal referência técnica da Irlanda, entrou em rota de colisão com o técnico Mick McCarthy durante a preparação em Saipan. O desentendimento sobre a infraestrutura e o planejamento resultou na dispensa imediata do jogador do Manchester United. Mesmo sem seu principal atleta, a Irlanda avançou à fase de grupos, sendo eliminada posteriormente pela Espanha nos pênaltis.
64. O domínio de Diego Maradona no México (1986)
A final de 1986 é o retrato de uma era dominada por Diego Maradona. Em um duelo frenético contra a Alemanha Ocidental, a Argentina abriu 2 a 0, viu os alemães empatarem com Karl-Heinz Rummenigge e Rudi Voller, mas garantiu o troféu aos 84 minutos. O gol decisivo de Jorge Burruchaga nasceu de um passe magistral de Maradona, que encerrou o torneio com cinco gols e cinco assistências, erguendo a taça como o grande maestro daquela conquista.
63. O recorde inalcançável de Just Fontaine (1958)
Mesmo diante da era dos superartilheiros modernos, o recorde estabelecido por Just Fontaine na Copa da Suécia, em 1958, permanece intacto. O francês marcou impressionantes 13 gols em apenas seis partidas. Sua trajetória incluiu um hat-trick contra o Paraguai, gols contra Iugoslávia, Escócia e Irlanda do Norte, além de um tento diante do Brasil e uma exibição de gala com quatro gols na disputa pelo terceiro lugar contra a Alemanha Ocidental. A marca de 13 gols em um único torneio segue como a maior da história das Copas.
Momentos inesquecíveis da Copa do Mundo: episódios que marcaram a história
62. A volta por cima de David Beckham (2002)
Apontado como o grande vilão da Inglaterra após sua expulsão contra a Argentina em 1998, David Beckham viveu um ciclo de redenção quatro anos depois. Mesmo após sofrer uma fratura no metatarso, o meio-campista recuperou-se a tempo de ser titular no confronto de grupos contra a Albiceleste.
O momento decisivo ocorreu antes do intervalo, quando Michael Owen sofreu um pênalti cometido por Mauricio Pochettino. Com a responsabilidade de uma nação, o camisa 7 converteu a cobrança no centro do gol, selando o placar de 1 a 0. A vitória não só garantiu os ingleses nas oitavas, como também acelerou a eliminação argentina, recolocando Beckham no patamar de ídolo nacional.
61. O protesto de Mwepu Ilunga (1974)
A única participação do Zaire — atual República Democrática do Congo — em mundiais foi marcada por turbulências políticas e desrespeito aos atletas. Após o governo confiscar premiações dos jogadores, a equipe sofreu uma goleada de 9 a 0 para a Iugoslávia. Sob ameaças do ditador Mobutu Sese Seko, que exigia que o time não perdesse para o Brasil por mais de três gols, o clima era de tensão absoluta.
Durante o duelo contra a Seleção Brasileira, perdendo por 3 a 0, o zagueiro Mwepu Ilunga protagonizou uma cena inusitada ao abandonar a barreira e chutar a bola para longe antes da cobrança de falta. Embora tenha sido alvo de piadas na época, Ilunga revelou posteriormente que o ato foi um protesto contra o regime de seu país, buscando ser expulso pelo árbitro. Ele acabou recebendo apenas um cartão amarelo.
60. A cartada estratégica de Van Gaal com Tim Krul (2014)
Até as quartas de final da Copa de 2014, o goleiro Tim Krul era apenas um espectador no banco holandês, enquanto Jasper Cillessen era o titular absoluto. Contudo, Louis van Gaal preparou uma manobra tática ousada para o duelo contra a Costa Rica.
Nos instantes finais da prorrogação, o treinador substituiu Cillessen por Krul especificamente para a disputa de pênaltis. A aposta provou-se certeira: o reserva defendeu as cobranças de Bryan Ruiz e Michael Umana, classificando a Holanda. O feito iniciou um debate global sobre a preparação psicológica de goleiros reservas para momentos decisivos.
59. O adeus triunfal de Gerd Müller (1974)
A final de 1974, no Olympiastadion em Munique, colocou frente a frente a Holanda, expoente do “Futebol Total”, e a Alemanha Ocidental. O início foi frenético, com Johan Neeskens abrindo o placar para os holandeses de pênalti logo aos dois minutos, igualado por Paul Breitner, também em penalidade, aos 15.
Aos 43 minutos, Gerd Müller garantiu o 2 a 1 e o segundo título mundial para os alemães. O tento foi o último de Müller com a camisa da seleção, marcando a despedida perfeita do lendário atacante.
58. O Jogo do Século: Itália e Alemanha Ocidental (1970)
Reconhecida pela FIFA como o “Jogo do Século”, a semifinal de 1970 entre Itália e Alemanha Ocidental na Cidade do México permanece como um dos maiores espetáculos da história do futebol. A Azzurra vencia por 1 a 0 até que Karl-Heinz Schnellinger empatou nos acréscimos.
O que se seguiu foram 30 minutos de prorrogação alucinantes, com cinco gols anotados. A Itália superou os alemães por 4 a 3, deixando exaustos todos os envolvidos em uma batalha épica de resiliência e técnica.
57. O colapso francês na África do Sul (2010)
A expectativa sobre a França em 2010 transformou-se em um vexame histórico. Após um empate sem gols contra o Uruguai, a derrota por 2 a 0 para o México expôs uma crise interna profunda, culminando na briga entre o atacante Nicolas Anelka e o técnico Raymond Domenech.
Após Anelka proferir ofensas graves contra o treinador no intervalo, a Federação Francesa decidiu cortá-lo do elenco. Em solidariedade, o grupo de jogadores recusou-se a treinar. A eliminação foi confirmada após uma derrota por 2 a 1 para a África do Sul, e Anelka foi posteriormente suspenso por 18 jogos, encerrando sua trajetória na seleção.
56. O sonho interrompido de Neymar (2014)
Neymar carregava a esperança de todo o Brasil em 2014, buscando repetir os feitos de grandes ídolos como Pelé e Ronaldo. O craque vivia um excelente momento no torneio disputado em solo brasileiro, mas o destino foi cruel nas quartas de final contra a Colômbia.
Uma entrada dura encerrou sua participação na competição de forma prematura. O jogador deixou o gramado de maca, em meio a lágrimas, deixando uma lacuna imensa na equipe e interrompendo o sonho do título em casa.
A história das Copas do Mundo é construída por momentos que transcendem o esporte, misturando glória, controvérsia e superação. Revisitamos episódios icônicos que definiram o legado do maior torneio de futebol do planeta.
55. O duelo político entre Irã e Estados Unidos (1998)
O confronto entre Irã e Estados Unidos na fase de grupos de 1998 superou as quatro linhas, carregando o peso de décadas de rompimento diplomático desde a Revolução Islâmica de 1979. Em um gesto de paz, os iranianos presentearam os americanos com flores antes do apito inicial. Em campo, o Irã venceu por 2 a 1, com gols de Hamid Estili e Mehdi Mahdavikia. Embora ambas as seleções tenham sido eliminadas precocemente, o jogo permanece como um dos marcos políticos mais significativos da história esportiva moderna.
54. A zebra histórica da Coreia do Norte sobre a Itália (1966)
Considerada uma das maiores surpresas de todos os tempos, a vitória da Coreia do Norte sobre a Itália em 1966 chocou o mundo. Após uma estreia difícil e um empate suado com o Chile, os norte-coreanos precisavam vencer os bicampeões mundiais para avançar. Com a Itália jogando com dez homens após uma lesão, Pak Sung-jin marcou o gol decisivo. “Vimos o triunfo do trabalho em equipe sobre a superioridade técnica”, relembrou o autor do gol, destacando a falha mental dos italianos diante da organização asiática.
53. Mario Götze e a consagração alemã (2014)
A Alemanha chegou ao título mundial de 2014 após uma campanha avassaladora, que incluiu o histórico 7 a 1 sobre o Brasil. Na final contra a Argentina, o técnico Joachim Löw lançou Mario Götze com uma missão clara: provar que ele era superior a Lionel Messi. Aos 113 minutos, Götze recebeu um cruzamento de André Schürrle e, com um voleio preciso, superou o goleiro Sergio Romero, garantindo o tetracampeonato alemão aos 22 anos de idade.
52. A comemoração inesquecível de Marco Tardelli (1982)
Na final de 1982, a Itália venceu a Alemanha por 3 a 1, mas o lance mais marcante foi o segundo gol, anotado por Marco Tardelli. O chute certeiro de fora da área desencadeou uma reação visceral do jogador, que correu em direção à torcida com os braços abertos e o rosto banhado por uma emoção pura e genuína. Aquela imagem tornou-se um símbolo da conexão profunda entre atletas e torcedores no auge de um campeonato mundial.
51. A “Batalha de Lusail”: Argentina e Holanda (2022)
As quartas de final de 2022 foram marcadas por um clima de hostilidade extrema. Após abrir 2 a 0, a Argentina viu a Holanda empatar com dois gols de Wout Weghorst nos minutos finais, levando a decisão para os pênaltis. A vitória argentina por 4 a 3 foi acompanhada por um recorde de 18 cartões amarelos e uma expulsão. Após o jogo, Lionel Messi e Emiliano Martínez criticaram duramente as táticas de Louis Van Gaal, em uma das entrevistas mais polêmicas da história recente do torneio.
50. Carlos Alberto Torres e o gol coletivo perfeito (1970)
O quarto gol do Brasil na final de 1970, na vitória por 4 a 1 sobre a Itália, é frequentemente citado como a maior expressão de futebol coletivo. A jogada, iniciada por Clodoaldo ao driblar quatro italianos, passou pelos pés de Rivelino, Jairzinho e Pelé, antes de encontrar Carlos Alberto Torres. O capitão finalizou com perfeição, consolidando o estilo que unia técnica, velocidade e alegria, características que eternizaram aquela geração brasileira.
49. O choque entre Schumacher e Battiston (1982)
O torneio de 1982 também guardou um dos lances mais dramáticos e controversos da história, quando o goleiro alemão Harald Schumacher atingiu violentamente o francês Patrick Battiston. O episódio, ocorrido durante a semifinal, tornou-se um símbolo da intensidade e do perigo físico que permeavam as disputas daquela época.
Momentos históricos que definiram a trajetória das Copas do Mundo
A história das Copas do Mundo é construída por episódios que transcendem o esporte, misturando superação, polêmicas e zebras inesquecíveis. Relembrar esses fatos é percorrer a própria evolução do futebol mundial.
O choque entre Schumacher e Battiston (1982)
Na semifinal de 1982, o confronto entre Alemanha Ocidental e França ficou marcado por um episódio de violência extrema. Michel Platini encontrou Patrick Battiston em profundidade, mas a jogada terminou em um lance brutal. O goleiro Harald Schumacher, ao sair da meta, chocou-se violentamente contra a cabeça do francês com o quadril, mesmo com a bola já fora de alcance.
Battiston perdeu a consciência e dois dentes, enquanto o árbitro ignorou a infração. Schumacher, indiferente, declarou que ele mesmo pagaria pelas coroas do adversário. A Alemanha Ocidental avançou nos pênaltis, mas o goleiro tornou-se a figura mais detestada na França, superando até Adolf Hitler em pesquisas de opinião na época.
As lágrimas de Paul Gascoigne (1990)
Sob o comando de Sir Bobby Robson, a Inglaterra viveu o auge com Paul Gascoigne na Copa de 1990. Contudo, a semifinal contra a Alemanha Ocidental trouxe um desfecho emocionante. Após receber um cartão amarelo na prorrogação que o tiraria da final, Gascoigne não conteve o choro em campo, uma cena que se tornou icônica com Gary Lineker pedindo ao técnico que consolasse o jogador.
A comoção nacional em torno do astro do Newcastle não impediu a eliminação, selada após as cobranças de pênaltis perdidas por Chris Waddle e Stuart Pearce.
A zebra histórica de Camarões contra a Argentina (1990)
A estreia da Copa de 1990 reservou uma das maiores surpresas do futebol. Camarões, seleção pouco cotada, desafiou a Argentina de Diego Maradona. O gol de François Omam-Biyick, em um salto impressionante sobre Roberto Sensini, silenciou o estádio San Siro.
Mesmo com as expulsões de André Kana-Biyik e Benjamin Massing, os Leões Indomáveis resistiram bravamente e garantiram um triunfo que entrou para a história do torneio.
O brilho de Tshabalala na abertura de 2010
Sediando a Copa pela primeira vez, a África do Sul carregava a responsabilidade de ser a anfitriã. O sonho ganhou força quando Siphiwe Tshabalala marcou um golaço no ângulo contra o México no Soccer City.
Apesar do empate posterior e da eliminação precoce — tornando-se a primeira anfitriã a não avançar de fase —, o momento de Tshabalala permanece como um dos mais vibrantes da história recente dos Mundiais.
Arábia Saudita derruba a Argentina (2022)
No Catar, a Arábia Saudita protagonizou uma virada épica sobre a Argentina. Após o gol de pênalti de Lionel Messi, Saleh Al-Shehri empatou e Salem Al-Dawsari virou o placar com um chute espetacular. A resistência saudita garantiu um resultado que abalou o favoritismo argentino logo na primeira rodada do Grupo D.
Itália elimina a Alemanha em 2006
A semifinal de 2006 entre Itália e Alemanha foi um duelo de alto nível tático e técnico. Com atuações memoráveis de Gianluigi Buffon e Oliver Kahn, o jogo seguiu empatado até o fim da prorrogação. A decisão veio de forma dramática: Fabio Grosso abriu o placar com uma finalização precisa, e Alessandro del Piero ampliou dois minutos depois, garantindo a vitória italiana diante da torcida alemã.
Momentos Históricos das Copas: De Pelé a Marrocos
A história das Copas do Mundo é escrita por grandes feitos, polêmicas e surpresas que ficam eternizadas. Revisitamos alguns dos capítulos mais emblemáticos que moldaram o futebol mundial.
43. O nascimento de um gênio: Pelé em 1958
A trajetória de Pelé como ícone global teve um ponto de partida memorável na Copa de 1958. Aos 17 anos e 244 dias, o jovem prodígio comandou a Seleção Brasileira na semifinal contra a França. Com um hat-trick anotado inteiramente no segundo tempo, Pelé tornou-se o jogador mais novo a marcar três vezes em uma única partida de Mundial. O gol que selou o placar, um voleio espetacular da entrada da área, carimbou o passaporte do Brasil para a final contra a Suécia.
42. Cristiano Ronaldo e o show contra a Espanha em 2018
Em um dos duelos mais intensos da fase de grupos de 2018, Portugal e Espanha empataram em 3 a 3, com Cristiano Ronaldo como protagonista absoluto. O craque abriu o placar de pênalti e recolocou os portugueses à frente antes do intervalo. Após a virada espanhola, Ronaldo garantiu a igualdade com uma cobrança de falta perfeita aos 88 minutos, tornando-se o jogador mais velho a registrar um hat-trick na história do torneio.
41. A Batalha de Nuremberg (2006)
O confronto entre Portugal e Holanda nas oitavas de final de 2006 entrou para a história como um dos mais violentos já vistos. O único gol foi marcado por Maniche, mas o jogo ficou marcado pela arbitragem de Valentin Ivanov, que distribuiu 16 cartões amarelos e quatro vermelhos. Com expulsões de nomes como Costinha, Deco, Boulahrouz e Van Bronckhorst, além da lesão de Cristiano Ronaldo, o duelo tornou-se um símbolo de indisciplina em campo.
40. O gol de ouro de Ahn Jung-Hwan contra a Itália (2002)
A eliminação da Itália pela Coreia do Sul, uma das sedes de 2002, segue como um dos episódios mais controversos da FIFA. Sob o comando do árbitro Byron Moreno, a Itália sofreu com decisões polêmicas, incluindo a expulsão de Francesco Totti. No final da prorrogação, Ahn Jung-Hwan superou a marcação de Paolo Maldini e cabeceou para as redes de Buffon, decretando uma classificação histórica para os sul-coreanos.
39. Marrocos e a quebra de barreiras em 2022
O Catar foi palco de um feito inédito: Marrocos tornou-se a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Copa do Mundo. Após eliminar a Espanha, os marroquinos venceram Portugal nas quartas de final com um gol de Youssef En-Nesyri. A resistência defensiva, liderada pelo goleiro Yassine Bounou, foi fundamental para segurar a vantagem, mesmo após a expulsão de Walid Cheddira nos minutos finais.
38. O erro que mudou a tecnologia no futebol (2010)
No clássico entre Inglaterra e Alemanha pelas oitavas de final de 2010, um erro crasso de arbitragem privou Frank Lampard de um gol legítimo. O chute do meia bateu no travessão, cruzou a linha e retornou ao campo, mas o juiz não validou o lance. Sem o auxílio da tecnologia de linha de gol, a Inglaterra perdeu o ímpeto e acabou derrotada por 4 a 1 pelos alemães.
37. Senegal choca o mundo na estreia de 2002
A Copa do Mundo de 2002 começou com uma zebra monumental. O Senegal, estreante no torneio, derrotou a então campeã França logo na partida de abertura. Mesmo sem contar com Zinedine Zidane, a equipe francesa possuía um elenco recheado de estrelas como Thierry Henry e Patrick Vieira, que não foram capazes de evitar a derrota para os africanos.
A história das Copas do Mundo é escrita por momentos que transcendem o esporte, misturando glórias inesperadas, controvérsias diplomáticas e reviravoltas dignas de cinema. Revisitamos alguns dos episódios mais marcantes que definiram o legado do futebol mundial.
O triunfo histórico do Senegal sobre a França (2002)
Na abertura da Copa de 2002, o atacante El Hadji Diouf comandou uma das maiores zebras da história. Ele foi o responsável pela assistência que permitiu a Papa Bouba Diop marcar o único gol do confronto, aproveitando um erro de comunicação entre o português Petit e o goleiro Fabian Barthez. A celebração foi icônica: os jogadores senegaleses formaram uma roda ao redor da camisa de Diop, estendida na bandeira de escanteio. Enquanto o Senegal avançaria até as quartas de final — sendo eliminado apenas pela Turquia —, a França amargou uma eliminação precoce, terminando na lanterna de seu grupo.
O resgate do troféu Jules Rimet pelo cão Pickles (1966)
Durante a edição de 1966, sediada na Inglaterra, o mundo do futebol viveu um susto: o troféu Jules Rimet foi roubado do Central Hall, em Westminster. Os criminosos exigiram 15 mil libras pelo resgate. A solução veio de forma inusitada quando Dave Corbett passeava com seu cachorro, Pickles, que farejou o objeto escondido sob uma árvore.
Enquanto colocava a coleira, notei aquele pacote ali, embrulhado apenas em jornal, mas bem amarrado com barbante. Rasguei um pouco da parte de baixo e havia um escudo em branco, depois as palavras Brasil, Alemanha Ocidental e Uruguai impressas. Rasguei a outra ponta e era uma mulher segurando um prato bem raso acima da cabeça. Eu tinha visto as fotos da Copa do Mundo nos jornais e na TV, então meu coração começou a bater forte, relembrou Corbett.
O cão se tornou uma celebridade nacional, recebendo prêmios e até participando de produções cinematográficas.
Paolo Rossi e a queda do Brasil (1982)
A convocação de Paolo Rossi para a Copa de 1982 foi cercada de desconfiança, já que o atacante cumpria suspensão por envolvimento em manipulação de resultados. Contudo, o técnico Enzo Bearzot apostou nele, e a decisão provou ser fatal para o Brasil. Em uma partida épica, Rossi marcou um hat-trick, garantindo a vitória italiana por 3 a 2. Mesmo com os gols de Sócrates e Falcão, o Brasil não conseguiu segurar o atacante da Juventus, que terminou o torneio como artilheiro, levando a Itália ao título.
A violência impune na final de 2010
A decisão entre Espanha e Holanda ficou marcada pelo excesso de rigor físico. O árbitro Howard Webb distribuiu 14 cartões amarelos, um recorde em finais, mas falhou ao aplicar apenas uma advertência ao holandês Nigel de Jong. Aos 28 minutos, De Jong desferiu um chute no peito de Xabi Alonso, lance que muitos consideram passível de expulsão direta. A Espanha, apesar do jogo truncado, conquistou o título mundial com o gol decisivo de Andrés Iniesta na prorrogação.
A mancha de Gijón (1982)
O confronto entre Alemanha Ocidental e Áustria na Copa de 1982 entrou para a história como um dos momentos mais antidesportivos do futebol. Sabendo que uma vitória alemã por apenas um gol de diferença classificaria ambas as seleções e eliminaria a Argélia, os times jogaram de forma protocolar após o gol de Horst Hrubesch aos 10 minutos. A apatia foi tanta que um torcedor alemão chegou a queimar a bandeira de seu país em protesto. O escândalo forçou a FIFA a determinar que, a partir de 1986, os jogos finais da fase de grupos fossem disputados simultaneamente.
O Milagre de Berna (1954)
A Hungria de Ferenc Puskás era considerada imbatível, chegando ao mundial de 1954 com uma invencibilidade de quatro anos e uma goleada de 8 a 3 sobre a Alemanha Ocidental na fase de grupos. Na final, porém, o cenário mudou. A Alemanha Ocidental reverteu uma desvantagem de 2 a 0 para vencer por 3 a 2. O jogo ficou eternizado como o Milagre de Berna, um divisor de águas que impulsionou o futebol alemão e deixou uma cicatriz profunda no esporte húngaro.
O nascimento da Copa do Mundo (1930)
Tudo começou em 1930, com uma edição inaugural que ainda estava longe da grandiosidade global dos dias atuais. Apenas 13 seleções participaram do torneio sediado no Uruguai, que se consagraria como o primeiro campeão mundial da história.
30. A expulsão de David Beckham contra a Argentina (1998)
O cartão vermelho recebido por David Beckham nas oitavas de final de 1998 permanece como um ponto baixo na brilhante trajetória do meia inglês. Após um empate eletrizante de 2 a 2, com direito a um gol antológico de Michael Owen e um pênalti convertido por Gabriel Batistuta, o clima esquentou. Caído no gramado depois de sofrer uma falta de Diego Simeone, Beckham revidou com um chute. O árbitro Kim Nielsen, influenciado pela reação exagerada de Simeone, expulsou o inglês.
Com um jogador a menos, a Inglaterra resistiu bravamente, mas acabou eliminada nos pênaltis. Beckham tornou-se alvo de duras críticas e hostilidades em estádios por toda a Inglaterra, recuperando o prestígio junto ao público apenas com o desempenho consistente pelo Manchester United e pela seleção nos anos subsequentes.
29. A consagração de James Rodríguez (2014)
Pouco conhecido antes do Mundial de 2014, o colombiano James Rodríguez encerrou o torneio como uma estrela global. Em apenas um mês, ele garantiu a Chuteira de Ouro e tornou-se um dos nomes mais valiosos do mercado. O ápice veio nas oitavas de final contra o Uruguai: um domínio de peito seguido por um voleio perfeito que ainda tocou na trave antes de entrar, um gol tão plástico que arrancou aplausos até dos torcedores adversários.
James anotou seis gols em cinco partidas no Brasil, atraindo o interesse do Real Madrid, que o contratou semanas depois por 63 milhões de libras.
28. O incidente entre Frank Rijkaard e Rudi Voller (1990)
A tensão entre Alemanha Ocidental e Holanda atingiu níveis críticos em 1990. Após uma falta dura de Frank Rijkaard em Rudi Voller, que rendeu um cartão amarelo ao holandês, a situação saiu do controle: Rijkaard cuspiu no cabelo de Voller. Na sequência, um tumulto envolvendo também o goleiro Hans van Breukelen culminou na expulsão de ambos os envolvidos. Ao deixar o gramado, Rijkaard repetiu o gesto desrespeitoso.
Apesar do episódio lamentável, a dupla superou a rivalidade anos depois, estrelando uma campanha publicitária de manteiga e doando o cachê para instituições de caridade.
27. O pênalti malfadado de Diana Ross (1994)
A cerimônia de abertura da Copa de 1994 reservou um momento inusitado. Após Oprah Winfrey sofrer uma queda e torcer o tornozelo, foi a vez de Diana Ross protagonizar uma cena surreal. Durante uma cobrança de pênalti encenada, a cantora não apenas errou o alvo, como a trave se partiu ao meio, transformando a performance em um dos episódios mais cômicos da história do torneio.
26. O Maracanazo: Uruguai choca o Brasil (1950)
O Brasil chegou à final de 1950 no Maracanã com um favoritismo avassalador, vindo de goleadas por 7 a 1 sobre a Suécia e 6 a 1 sobre a Espanha. O otimismo era tanto que o prefeito do Rio de Janeiro chegou a saudar os jogadores como campeões antes mesmo da bola rolar.
No entanto, o Uruguai, que havia superado uma trajetória difícil para chegar à decisão, frustrou mais de 170 mil torcedores. Com uma vitória de virada por 2 a 1, a Celeste impôs ao Brasil uma das derrotas mais dolorosas e improváveis do futebol mundial.
25. Bebeto e a comemoração do “ninar” (1994)
Durante a preparação para o duelo contra a Holanda nas quartas de final de 1994, Bebeto vivia a expectativa do nascimento de seu filho. A alegria veio com um gol na vitória por 3 a 2. Ao lado de Romário e Mazinho, o atacante imitou o gesto de embalar um bebê, criando uma das celebrações mais icônicas e replicadas da história das Copas.
Momentos inesquecíveis: 8 episódios que definiram a história das Copas do Mundo
24. O cartão vermelho de Rooney e a ascensão de Cristiano Ronaldo (2006)
O embate entre Inglaterra e Portugal pelas quartas de final em 2006 carregava uma carga emocional extra, alimentada pela eliminação inglesa na Euro 2004 diante dos portugueses. O clima era de revanche e tensão constante.
Aos 62 minutos, o duelo atingiu seu ponto crítico. Após um lance disputado com Ricardo Carvalho, Wayne Rooney acabou atingindo a virilha do zagueiro português. O árbitro interpretou a ação como agressão e expulsou o atacante inglês, decisão que veio após forte pressão dos jogadores de Portugal, liderados por Cristiano Ronaldo.
Enquanto Rooney deixava o gramado, as câmeras flagraram Cristiano Ronaldo, seu colega de Manchester United, piscando para o banco de reservas, consolidando sua nova imagem de vilão. O português ainda converteu o pênalti decisivo que eliminou a Inglaterra, marcando um divisor de águas em sua carreira internacional.
23. A genialidade de Bergkamp contra a Argentina (1998)
Nas quartas de final de 1998, o empate em 1 a 1 entre Holanda e Argentina parecia encaminhar o jogo para a prorrogação, até que Frank de Boer desferiu um lançamento longo do campo defensivo.
Dennis Bergkamp transformou o passe em um momento de pura magia. Com apenas três toques, ele dominou no peito, superou o marcador Roberto Ayala e finalizou com precisão no canto oposto. O lance, executado em segundos, garantiu a vitória holandesa. O craque, que evitou viagens aéreas durante o torneio na França, imortalizou seu nome com aquele gol, apesar da eliminação da Holanda na fase seguinte.
22. O mistério envolvendo Ronaldo na final de 1998
A decisão da Copa de 1998 entre Brasil e França é lembrada por um dos episódios mais enigmáticos do futebol. Ronaldo Nazário, então o melhor jogador do mundo, foi inicialmente cortado da escalação titular, apenas para ser reintegrado minutos antes do início do jogo.
Informações de bastidores apontaram que o atacante da Inter de Milão sofreu uma crise convulsiva no hotel da concentração, gerando um clima de instabilidade na Seleção Brasileira. Embora a CBF tenha emitido notas contraditórias, Ronaldo foi posteriormente inocentado de qualquer irregularidade. Em campo, contudo, o craque esteve longe do seu melhor nível, e o Brasil acabou superado pelos franceses.
21. A goleada histórica da Holanda sobre a Espanha (2014)
A Espanha chegou ao Brasil em 2014 ostentando o status de atual campeã mundial e detentora de dois títulos europeus consecutivos. O favoritismo, porém, ruiu de forma espetacular na estreia contra a Holanda.
A derrota por 5 a 1 foi selada pela imagem icônica de Robin van Persie. Aproveitando um lançamento longo de Arjen Robben, o atacante holandês executou um cabeceio voador perfeito, encobrindo o goleiro Iker Casillas pouco antes do intervalo. O lance simbolizou o fim do ciclo de ouro espanhol e colocou a Holanda como protagonista daquele início de torneio.
20. A defesa de Gordon Banks contra Pelé (1970)
O calor de Guadalajara, em 1970, foi palco de um dos lances mais plásticos da história das Copas. Durante a fase de grupos entre Brasil e Inglaterra, Pelé conectou um cabeceio potente após cruzamento de Jairzinho, com a bola endereçada ao canto inferior do gol.
Gordon Banks, com um reflexo impressionante, lançou-se para desviar a bola por cima da trave. O próprio Pelé, que já se preparava para comemorar, classificou o movimento do arqueiro inglês como a defesa mais extraordinária que já testemunhou em sua trajetória.
19. A redenção de Ronaldo e o pentacampeonato brasileiro (2002)
Após o trauma de 1998 e uma série de lesões graves no joelho que ameaçaram sua carreira, Ronaldo viveu um retorno triunfal em 2002. O atacante foi o pilar da conquista do quinto título mundial do Brasil, realizado no Japão e na Coreia do Sul.
Com oito gols anotados, Ronaldo conquistou a Chuteira de Ouro do torneio. O ápice da sua jornada ocorreu na final contra a Alemanha, onde marcou os dois gols da vitória brasileira, reafirmando seu status de Fenômeno e devolvendo o Brasil ao topo do futebol mundial.
18. O surgimento de Kylian Mbappé na França (2018)
A Copa do Mundo de 2018 marcou a apresentação de Kylian Mbappé ao mundo. Com apenas 19 anos, o atacante foi o grande motor da França rumo ao seu segundo título mundial.
Mbappé deixou sua marca contra o Peru e foi o protagonista na eliminação da Argentina de Lionel Messi, ao anotar dois gols e sofrer um pênalti. Na decisão contra a Croácia, ele marcou o quarto gol francês na vitória por 4 a 2, tornando-se o segundo jogador mais jovem a balançar as redes em uma final de Copa, ficando atrás apenas de Pelé.
17. O gol de Iniesta que deu o título inédito à Espanha (2010)
Confirmar o favoritismo em Copas do Mundo é uma tarefa rara, mas a geração de ouro da Espanha conseguiu tal feito em 2010. Em uma final dramática contra a Holanda, que se estendeu até a prorrogação, Andrés Iniesta garantiu seu lugar na história ao marcar o gol decisivo nos minutos finais, assegurando o primeiro e único título mundial masculino da seleção espanhola.
Momentos Históricos: As Maiores Lendas e Polêmicas das Copas do Mundo
A história das Copas do Mundo é escrita por lances de genialidade, decisões controversas e episódios que transcendem o esporte. Relembramos aqui alguns dos capítulos mais marcantes que definiram o destino de seleções e craques ao longo das décadas.
16. O lance de gênio de Ronaldinho contra a Inglaterra (2002)
Na Copa do Mundo de 2002, Ronaldinho protagonizou um momento que ainda gera debates. Aos 35 metros de distância, o brasileiro cobrou uma falta que encobriu o goleiro David Seaman, garantindo a vitória sobre a Inglaterra. Embora tenha sido expulso posteriormente, o gol foi decisivo para a eliminação inglesa. Questionado se a trajetória da bola foi intencional, o craque admitiu: “Eu queria marcar um gol, mas talvez não exatamente onde a bola acabou indo. Se for totalmente honesto, eu estava mirando para o outro lado da rede”.
15. A invenção do drible que mudou o futebol: O Giro de Cruyff (1974)
Johann Cruyff, o maior nome da história do futebol holandês, imortalizou um movimento técnico durante a Copa de 1974. Em um confronto contra a Suécia, ele utilizou um drible desconcertante contra o zagueiro Jan Olsson: fingiu um passe e puxou a bola na direção oposta, deixando o marcador sem reação. Hoje, o drible é uma ferramenta fundamental no repertório de atletas modernos, sendo executado com maestria por jogadores como Hal Robson-Kanu na Euro 2016.
14. Zidane e o primeiro título mundial da França (1998)
Após uma fase de grupos marcada por uma expulsão contra a Arábia Saudita, Zinedine Zidane guardou sua melhor performance para a decisão contra o Brasil. O meio-campista marcou dois gols de cabeça, ambos originados de escanteios, comandando a vitória francesa. Com o gol final de Emmanuel Petit, a França conquistou o título em casa. O rosto de Zidane foi projetado no Arco do Triunfo, celebrando o jogador que, após passagens por Juventus e Real Madrid, consolidou-se como o maior de sua geração.
13. A tragédia de Andrés Escobar (1994)
A Colômbia chegou ao Mundial de 1994 com grandes expectativas, sendo apontada por Pelé como uma das favoritas às semifinais. Contudo, o sonho desmoronou após uma derrota por 2 a 1 para os Estados Unidos, partida na qual o zagueiro Andrés Escobar marcou um gol contra. A eliminação precoce teve um desfecho trágico: ao retornar para Medellín, Escobar foi assassinado a tiros, em um crime amplamente associado a represálias de apostadores do cartel local.
12. O hat-trick polêmico de Hurst em 1966
A final de 1966 entre Inglaterra e Alemanha Ocidental permanece na memória pelo gol decisivo de Geoff Hurst na prorrogação. O chute bateu no travessão e, segundo a arbitragem, cruzou a linha, embora os alemães contestem o lance até hoje. Hurst ainda marcou mais um gol antes do apito final, tornando-se o primeiro jogador a anotar um hat-trick em uma final de Copa do Mundo, garantindo o único título mundial da história inglesa.
11. A mordida de Suárez em Chiellini (2014)
O atacante Luis Suárez protagonizou um dos momentos mais bizarros da Copa de 2014 ao morder o ombro do zagueiro italiano Giorgio Chiellini. O árbitro não viu o lance, e o Uruguai venceu por 1 a 0, eliminando a Itália. Contudo, a FIFA utilizou evidências em vídeo para punir o uruguaio com quatro meses de suspensão. Sem seu principal jogador, o Uruguai foi eliminado pela Colômbia nas oitavas de final.
10. O surto de Maradona em 1994
Diego Maradona marcou um gol clássico em uma jogada coletiva da Argentina contra a Grécia na Copa de 1994. Entretanto, o que deveria ser uma celebração comum tornou-se um momento icônico e perturbador: o jogador correu em direção a uma câmera de televisão à beira do gramado, gritando com uma expressão histérica, pouco antes de ser suspenso do torneio por um caso de doping.
A história da Copa do Mundo é marcada por lances que transcendem o esporte, transformando-se em lendas, traumas ou demonstrações de genialidade pura. Relembrar esses momentos é revisitar a própria essência do futebol competitivo.
9. A defesa salvadora de Suárez contra Gana (2010)
O duelo das quartas de final entre Uruguai e Gana em 2010 permanece como um dos episódios mais controversos da história do torneio. Já nos acréscimos, Luis Suárez impediu um gol certo de Gana ao espalmar a bola em cima da linha, utilizando as mãos de forma deliberada.
O atacante foi expulso, mas a sorte sorriu para o Uruguai: Asamoah Gyan desperdiçou o pênalti resultante, acertando a trave. Enquanto Suárez celebrava a classificação no túnel, o Uruguai avançava nos pênaltis, eliminando a última esperança africana daquela edição. O próprio uruguaio definiria o lance mais tarde como a defesa do torneio.
8. A dança de Roger Milla em 1990
Aos 38 anos, o camaronês Roger Milla saiu da aposentadoria internacional para se tornar um ícone da Copa do Mundo de 1990. Com quatro gols marcados, o atacante não apenas balançou as redes, mas criou uma marca registrada: a comemoração dançante junto à bandeira de escanteio.
Camarões alcançou as quartas de final, sendo superado apenas pela Inglaterra na prorrogação. Milla ainda deixou seu legado em 1994, ao marcar contra a Rússia, tornando-se, aos 42 anos, o jogador mais velho a anotar um gol em Mundiais.
7. O trauma do 7 a 1 no Mineirão (2014)
O dia 8 de julho de 2014 ficou gravado como a maior cicatriz do futebol brasileiro. No Mineirão, a Seleção Brasileira, desfalcada de Neymar e Thiago Silva, sofreu uma derrota avassaladora para a Alemanha nas semifinais.
O placar foi construído rapidamente com gols de Thomas Müller, Miroslav Klose, Toni Kroos (duas vezes) e Sami Khedira, fechando o primeiro tempo em 5 a 0. Com mais dois gols de André Schürrle na etapa final, o massacre consolidou um trauma nacional sem precedentes, deixando jogadores e torcedores em estado de choque absoluto.
6. O pênalti de Roberto Baggio em 1994
Considerado o melhor jogador do mundo na época, Roberto Baggio carregou a Itália até a final contra o Brasil em 1994. Após um empate sem gols, a decisão foi para as penalidades.
Baggio precisava converter a quinta cobrança para manter a Itália viva. O chute, porém, subiu demais, isolando a bola e entregando o título ao Brasil. A imagem do craque paralisado no gramado, apelidado posteriormente de o homem que morreu em pé, tornou-se uma das cenas mais melancólicas do esporte.
5. A ascensão de Pelé em 1958
Aos 17 anos, Pelé apresentou ao mundo seu talento inigualável na Copa de 1958. Após brilhar na semifinal com um hat-trick, o jovem atacante foi decisivo na final contra a Suécia.
Seu primeiro gol na decisão foi uma obra-prima: um chapéu no zagueiro seguido de um voleio certeiro. Com um segundo gol de cabeça, ele selou a vitória por 5 a 2, garantindo o primeiro título mundial do Brasil, o único conquistado pela Seleção em solo europeu até hoje.
4. O Gol do Século de Maradona (1986)
Pouco depois do polêmico gol de mão contra a Inglaterra, Diego Maradona protagonizou um momento de genialidade pura nas quartas de final de 1986. O argentino percorreu 60 metros de campo em 11 segundos, driblando cinco adversários — incluindo o goleiro Peter Shilton — para marcar o que seria eleito pela FIFA como o Gol do Século.
3. A cabeçada de Zidane em 2006
A final da Copa de 2006 ficou marcada pelo encerramento traumático da carreira de Zinedine Zidane. Durante a prorrogação, após ser provocado verbalmente por Marco Materazzi, o capitão francês desferiu uma cabeçada no peito do zagueiro italiano.
Zidane foi expulso, e a Itália acabou conquistando o título na disputa de pênaltis. Materazzi revelou mais tarde que a provocação envolveu insultos à irmã do craque, mas o ato de descontrole de Zidane permanece como um dos episódios mais inacreditáveis de uma final de Copa do Mundo.
Momentos que Definiram a História das Copas do Mundo
A história das Copas do Mundo é escrita por lances de genialidade, polêmicas inesquecíveis e dramas que ficam gravados na memória dos torcedores. Revisitamos alguns dos episódios mais marcantes que moldaram o maior torneio de futebol do planeta.
O ápice de Messi e a final inesquecível de 2022
A decisão entre Argentina e França, em 2022, é frequentemente citada como o maior duelo já visto em um Mundial. O confronto no Catar foi um embate de alto nível técnico entre as duas potências, protagonizado pelos craques Kylian Mbappé e Lionel Messi.
A Argentina dominou grande parte do confronto com gols de Messi e Ángel Di María. Contudo, nos dez minutos finais, Randal Kolo Muani sofreu um pênalti convertido por Mbappé, que, apenas um minuto depois, igualou o marcador. Na prorrogação, Messi voltou a colocar os argentinos à frente, mas Mbappé garantiu seu hat-trick ao converter outro pênalti, levando a decisão para as penalidades. A Argentina foi perfeita nas cobranças, enquanto Kingsley Coman e Aurélien Tchouaméni desperdiçaram para os franceses, selando o título mundial de Lionel Messi.
A Mão de Deus: Maradona e a lenda de 1986
Nas quartas de final de 1986, Diego Maradona protagonizou o lance mais controverso da história do futebol. Contra a Inglaterra, em um contexto marcado pela memória da Guerra das Malvinas, o capitão argentino usou o braço para desviar a bola para as redes logo no início do segundo tempo.
O árbitro Ali Bin Nasser validou o tento, e a explicação de Maradona — que o gol foi marcado um pouco com a cabeça e um pouco com a mão de Deus — tornou-se imortal. A indignação inglesa foi inevitável, especialmente após a Argentina conquistar o título daquela edição.
Pelé e o fim melancólico em 1966
Em 1966, o Brasil buscava o tricampeonato, mas Pelé foi alvo de marcações violentas. Após sofrer lesões contra a Bulgária, ele perdeu o confronto diante da Hungria. No jogo decisivo contra Portugal, o craque foi novamente caçado em campo, desta vez por João Morais. Sem a possibilidade de substituições na época, Pelé terminou a partida mancando, e a derrota por 3 a 1 eliminou a Seleção, levando o Rei a jurar que nunca mais disputaria um Mundial.
O tiki-taka argentino de 2006
Antes do domínio espanhol, a Argentina exibiu um futebol coletivo primoroso em 2006. No duelo contra a Sérvia e Montenegro, Esteban Cambiasso concluiu uma sequência de 24 passes, envolvendo nomes como Riquelme e Hernan Crespo. O passe de calcanhar de Crespo para o arremate final de Cambiasso é lembrado até hoje como um dos gols mais plásticos da história das Copas.
O show de Maradona contra a Bélgica
Após o duelo com a Inglaterra, Maradona confirmou seu auge técnico na semifinal de 1986. O craque argentino recebeu no meio-campo, driblou três defensores belgas e tocou por cobertura sobre o goleiro Jean-Marie Pfaff, consolidando uma das atuações individuais mais dominantes de todos os tempos.
O desabafo de Lukaku em 2022
A eliminação precoce da Bélgica na fase de grupos em 2022 foi marcada pelo sofrimento de Romelu Lukaku. O atacante desperdiçou três chances claríssimas contra a Croácia, incluindo uma bola na trave com o gol aberto. Ao final do empate por 0 a 0, a frustração de Lukaku transbordou em socos no banco de reservas, em um momento que simbolizou o colapso da chamada geração de ouro belga.
A polêmica simulação de Rivaldo
Em 2002, Rivaldo protagonizou um dos lances mais comentados de simulação. Ao ser atingido por uma bola chutada por Hakan Unsal, o brasileiro caiu segurando o rosto, o que resultou na expulsão do turco. Multado em £ 4.500 pela FIFA, Rivaldo defendeu sua atitude alegando que a intenção do adversário era o que importava, defendendo o direito dos jogadores criativos de se expressarem.
O gol polêmico que derrubou a Alemanha
A Alemanha amargou uma eliminação humilhante na fase de grupos em 2022. Mesmo após um empate contra a Espanha, a equipe de Hansi Flick não conseguiu superar o impacto da derrota inicial para o Japão, em um torneio onde detalhes e decisões arbitrais acabaram selando o destino dos tetracampeões mundiais.
O cenário das Copas do Mundo é palco de dramas épicos, decisões controversas e atuações que desafiam a lógica. Relembrar momentos marcantes do torneio é revisitar a própria história do esporte, onde glórias e frustrações caminham lado a lado.
O drama do Grupo E em 2022
A última rodada do Grupo E no Catar foi marcada por uma montanha-russa emocional. Espanha, Japão, Alemanha e Costa Rica alternaram posições de classificação em tempo real. A Alemanha superou a Costa Rica por 4 a 2, mas dependia do resultado paralelo. O Japão, por sua vez, venceu a Espanha por 2 a 1 em um lance polêmico: a bola parecia ter saído antes do cruzamento de Kauro Mitoma para o gol de Ao Tanaka. O VAR validou o tento, e o técnico Luis Enrique classificou o lance como suspeito, ainda que a Espanha tenha avançado, deixando os alemães eliminados precocemente.
94: Zico e o apito precoce em 1978
Na abertura da Copa de 1978, Brasil e Suécia empatavam em 1 a 1. Nos acréscimos, após um escanteio, Zico marcou de cabeça. Contudo, o árbitro galês Clive Thomas encerrou o jogo segundos antes da bola entrar. Thomas justificou que o tempo havia esgotado, gerando revolta mundial pela anulação do gol que daria a vitória brasileira.
93: A Itália de Pozzo e Meazza em 1934
Após boicotar 1930, a Itália aproveitou o mando de campo em 1934 para conquistar o mundo. Sob o comando de Vittorio Pozzo e o brilho de Giuseppe Meazza, a seleção superou Grécia, Estados Unidos, Espanha e Áustria. A vitória por 2 a 1 sobre a Tchecoslováquia na final coroou uma equipe física e técnica, celebrada com o troféu da competição e a Coppa Del Duce.
92: O dia mágico de Lilian Thuram em 1998
Em Marselha, a França perdia para a Croácia na semifinal quando o lateral Lilian Thuram decidiu o destino dos Bleus. Autor de dois gols na virada por 2 a 1, ele garantiu a vaga na final em Paris. O feito foi único: Thuram nunca havia marcado pela seleção antes e jamais voltou a balançar as redes pelo time nacional.
91: O recorde de expulsão de José Batista em 1986
O uruguaio José Batista detém o recorde de expulsão mais rápida da história das Copas: apenas 56 segundos de jogo. O árbitro francês Joel Quiniou não hesitou após uma entrada dura do zagueiro em Gordon Strachan, da Escócia. Apesar da inferioridade numérica, o Uruguai segurou o 0 a 0 e avançou, sob críticas ácidas de dirigentes escoceses.
90: O “quinto jogo” que escapou do México em 2014
O sonho mexicano de superar as oitavas de final foi interrompido de forma cruel pela Holanda. Vencendo por 1 a 0 até os minutos finais, o México sofreu o empate de Wesley Sneijder e, aos 94 minutos, o gol da virada em pênalti convertido por Klaas-Jan Huntelaar. O lance, envolvendo Arjen Robben, ainda gera debates intensos sobre uma possível simulação.
89: O Milagre de Córdoba em 1978
Já eliminada, a Áustria protagonizou uma das maiores zebras da história ao vencer a atual campeã Alemanha Ocidental por 3 a 2. Hans Krankl foi o herói austríaco ao marcar o gol decisivo no final, encerrando um jejum de 47 anos contra os rivais e eliminando a equipe alemã da disputa pelo terceiro lugar.
88: Tim Howard e a resistência americana em 2014
Mesmo na derrota por 2 a 1 para a Bélgica nas oitavas de final de 2014, o goleiro Tim Howard tornou-se um ícone ao realizar 16 defesas, recorde em Copas. A atuação foi tão impactante que rendeu uma brincadeira na Wikipedia, onde foi nomeado Secretário de Defesa, além de um telefonema de reconhecimento do então presidente Barack Obama.
87: A revanche alemã em 1990
Quatro anos após a final de 1986, Alemanha Ocidental e Argentina reencontraram-se em Roma. O confronto, decidido por um único gol, marcou o troco dos alemães em uma partida marcada pela tensão e pela expulsão de dois jogadores argentinos.
A história das Copas do Mundo é escrita por momentos de glória, zebras monumentais e episódios que desafiam a lógica. Revisitamos fatos marcantes que ajudaram a moldar o futebol mundial, desde finais tensas até goleadas históricas.
O desfecho tenso da final de 1990
A decisão da Copa de 1990 ficou marcada pela aspereza. Pedro Monzón entrou para os livros de estatística como o primeiro jogador expulso em uma final de Mundial, após uma falta dura em Jürgen Klinsmann. O destino do título foi selado na reta final, quando Rudi Voller sofreu pênalti em disputa com Roberto Sensini. Andreas Brehme converteu a cobrança, garantindo o tricampeonato da Alemanha Ocidental. A Argentina, que terminou o confronto com nove homens após a expulsão de Gustavo Dezotti, viu a taça escapar em uma revanche amarga.
86. O grito de Donovan e a euforia americana em 2010
O gol de Landon Donovan nos acréscimos contra a Argélia, na Copa de 2010, transcendeu o esporte para os Estados Unidos. Após 90 minutos de angústia e chances desperdiçadas, incluindo um gol anulado de Clint Dempsey, o goleiro Tim Howard iniciou o contra-ataque decisivo. Donovan acompanhou a jogada e, após rebote do goleiro Rais M’Bolhi, garantiu a vitória. A narração icônica de Ian Darke tornou-se o hino de uma geração, transformando o momento em um dos primeiros virais do futebol no país.
85. A humilhação histórica da Inglaterra frente aos amadores dos EUA (1950)
Em 1950, a Inglaterra debutava em Copas como favorita absoluta, vinda de uma goleada de 10 a 0 sobre Portugal. Do outro lado, os Estados Unidos acumulavam derrotas e contavam com um elenco amador — o goleiro Frank Borghi, por exemplo, trabalhava em uma funerária. Contrariando todas as previsões, Joe Gaetjens marcou o gol da vitória americana por 1 a 0, protagonizando uma das maiores zebras da história do torneio contra estrelas como Alf Ramsey e Billy Wright.
84. O duelo ideológico: Alemanha Oriental supera a Ocidental em 1974
O confronto de 1974 entre as duas Alemanhas carregou o peso da Guerra Fria. Em um jogo travado, o impasse foi quebrado aos 77 minutos por Jürgen Sparwasser, que garantiu o triunfo do Leste. Embora tenha sido uma derrota traumática para a Alemanha Ocidental, o revés serviu de combustível para que a equipe desse a volta por cima e conquistasse o título mundial ao vencer a Holanda na final.
83. O colapso da Argentina de Messi contra a Croácia (2018)
A campanha argentina na Rússia em 2018 atingiu seu ponto mais baixo na derrota por 3 a 0 para a Croácia. O erro crasso do goleiro Willy Caballero, ao tentar encobrir Ante Rebic, abriu o caminho para o gol croata. Luka Modric ampliou com um chute magistral de fora da área, e Ivan Rakitic fechou o placar. A atuação apagada de Lionel Messi deixou a Argentina em situação delicada na fase de grupos.
82. A pintura individual de Al-Owairan pela Arábia Saudita (1994)
A Arábia Saudita surpreendeu em sua estreia em 1994, avançando às oitavas de final. O grande destaque foi Saeed Al-Owairan, que protagonizou um lance antológico contra a Bélgica: partindo de seu próprio campo, driblou quatro defensores e tocou com categoria na saída do goleiro Michel Preud’homme, garantindo a vitória saudita.
81. O recorde de gols da Hungria sobre El Salvador (1982)
Em 1982, a Hungria relembrou seus tempos áureos ao aplicar uma goleada histórica de 10 a 1 sobre El Salvador. A seleção centro-americana, afetada por uma guerra civil, não conseguiu conter o ímpeto húngaro. O destaque foi Laszlo Kiss, que se tornou o único jogador reserva a marcar um hat-trick em uma partida de Copa do Mundo, selando o placar mais elástico da história do torneio.
80. Bulgária derruba a Alemanha e alcança as semifinais (1994)
A geração de ouro da Bulgária em 1994, liderada por Hristo Stoichkov, Yordan Letchkov e Krasimir Balakov, chocou o mundo nas quartas de final. Após o pênalti de Lothar Matthäus colocar a Alemanha em vantagem, os búlgaros reagiram com dois gols em quatro minutos, eliminando os alemães e impedindo que a Die Mannschaft chegasse a uma final pela primeira vez desde 1978.
79. O brilho de Mbappé e o golaço de Pavard em 2018
No eletrizante duelo das oitavas de final de 2018, a França superou a Argentina por 4 a 3. Enquanto Kylian Mbappé dominou as atenções com dois gols, foi o lateral Benjamin Pavard quem eternizou o encontro com um chute memorável, ajudando a encaminhar a classificação francesa e selar o destino da Argentina no torneio.
O lateral Lucas Hernández avançou pela esquerda e cruzou na medida para Benjamin Pavard. O zagueiro francês não hesitou, emendando um chute de primeira que morreu no ângulo superior. O lance, que garantiu seu primeiro gol pela seleção, foi posteriormente eleito o Gol do Torneio, tornando a imagem da finalização um símbolo da história recente das Copas.
78. O show de Eusébio na virada histórica de Portugal (1966)
Após surpreender a Itália na fase de grupos, a Coreia do Norte quase eliminou Portugal nas quartas de final ao abrir 3 a 0 nos trinta minutos iniciais. Contudo, Eusébio, frequentemente citado como o maior nome do futebol mundial logo atrás de Pelé, assumiu o protagonismo. Ele descontou com um chute potente e converteu um pênalti ainda antes do intervalo. No segundo tempo, o craque marcou mais dois gols, um deles também de penalidade, para virar o placar. José Augusto selou o 5 a 3, mas a partida ficou marcada pela consagração definitiva de Eusébio.
77. Diego Forlán e a imprevisível Jabulani (2010)
A Jabulani ficou conhecida como a bola mais controversa da história dos Mundiais. Desenvolvida pela Adidas para ser a esfera mais precisa já criada, a bola apresentou trajetórias erráticas que frustraram goleiros e geraram críticas constantes. Por outro lado, o uruguaio Diego Forlán tirou proveito do design. Com cinco gols, o ex-jogador do Atlético de Madrid dominou a imprevisibilidade da bola, anotando golaços de longa distância e conduzindo o Uruguai até as semifinais, o que lhe rendeu a Bola de Ouro do torneio.
76. O adeus precoce da Itália (2010)
Atual campeã na época, a Itália chegou à África do Sul após uma campanha invicta nas eliminatórias. Entretanto, a Azzurra decepcionou ao cair logo na primeira fase. Após empates contra Paraguai (1 a 1) e Nova Zelândia (1 a 1), a equipe de Marcello Lippi precisava vencer a Eslováquia. A derrota por 3 a 2, com dois gols de Robert Vittek e uma reação tardia de Di Natale e Quagliarella, sacramentou a eliminação traumática dos italianos.
75. Mario Kempes e o primeiro título argentino (1978)
A Argentina conquistou seu primeiro troféu mundial em 1978 impulsionada por Mario Kempes. O atacante, que não marcava há dez partidas pela seleção, atribuiu a quebra do jejum ao conselho do técnico César Luis Menotti para que raspasse seu bigode. A partir daí, Kempes deslanchou: foram seis gols no torneio, incluindo dois contra a Polônia, dois contra o Peru e dois na final contra a Holanda, garantindo a Bola de Ouro e o status de herói nacional.
74. A histórica vitória da Argélia sobre a Alemanha Ocidental (1982)
Em sua estreia absoluta em Copas, a Argélia protagonizou uma das maiores zebras de todos os tempos. Contra a favorita Alemanha Ocidental, os argelinos abriram o placar com Rabah Madjer aos 54 minutos. Embora Karl-Heinz Rummenigge tenha empatado pouco depois, a resposta foi imediata: 60 segundos mais tarde, Lakhdar Belloumi marcou o gol da vitória em uma jogada coletiva impecável, chocando o mundo do futebol.
73. Sombras sobre a goleada argentina (1978)
Para chegar à final de 1978, a Argentina precisava superar o Peru por quatro gols de diferença. O placar de 6 a 0, no entanto, é até hoje alvo de suspeitas de manipulação. Relatos indicam possíveis pressões políticas, envolvendo o ditador argentino Jorge Videla e o governante peruano Francisco Morales Bermúdez, além de um envio de grãos da Argentina ao Peru. Apesar das alegações de envolvimento na Operação Condor, nenhuma investigação oficial foi concluída.
72. A violência da Batalha de Santiago (1962)
O confronto entre Chile e Itália ficou registrado como um dos episódios mais hostis do futebol. Logo aos 13 segundos de jogo, a primeira falta foi cometida. Aos quatro minutos, o italiano Giorgio Ferrini foi expulso, mas precisou ser retirado de campo pela polícia. O clima de caos incluiu agressões físicas, como o soco desferido pelo chileno Leonel Sánchez, que resultou em outra expulsão italiana. O Chile venceu por 2 a 0, mas o jogo é lembrado apenas pela brutalidade em campo.
71. O protesto inusitado do Kuwait (1982)
Uma cena bizarra marcou a partida entre França e Kuwait em 1982. Após um gol francês, os defensores do Kuwait pararam de jogar alegando ter ouvido um apito vindo das arquibancadas, o que os levou a acreditar em um impedimento inexistente. A confusão gerou um protesto generalizado da comissão técnica e dos jogadores, exigindo a anulação do lance e exigindo a intervenção da polícia para conter os ânimos no gramado.
A intervenção do príncipe Fahid, presidente da Federação de Futebol do Kuwait, marcou um episódio surreal nos gramados. Ao descer das arquibancadas para orientar seus jogadores a prosseguirem no jogo, ele viu o árbitro, de forma inexplicável, anular um gol que já havia sido validado, deixando os franceses atônitos. Apesar do contratempo, a França consolidou a vitória por 4 a 1, em um duelo que ficou marcado pela bizarra paralisação.
70. O erro histórico de Graham Poll: Três cartões amarelos para Simunic (2006)
O árbitro Graham Poll viu sua carreira no alto escalão do futebol ruir após uma falha técnica sem precedentes durante o embate entre Croácia e Austrália, na fase de grupos de 2006. O zagueiro Josip Simunic recebeu o primeiro amarelo por uma falta em Harry Kewell e, aos 90 minutos, foi advertido novamente após uma falta no meio-campo.
Pelas regras, o segundo cartão deveria resultar na expulsão, mas Poll permitiu que o jogador permanecesse em campo. Somente após o apito final, quando Simunic o empurrou, o árbitro aplicou o terceiro cartão amarelo e, finalmente, o vermelho. Poll admitiu mais tarde que anotou incorretamente o nome de Craig Moore, jogador da Austrália, no momento do segundo cartão dado a Simunic, evitando um pedido de anulação da partida que terminou em 2 a 2.
69. A consagração da Itália nos pênaltis com Fabio Grosso (2006)
Fabio Grosso tornou-se o herói improvável da conquista italiana em 2006. Após um gol decisivo nas semifinais contra a Alemanha, o lateral-esquerdo foi o responsável por converter a cobrança que garantiu o tetracampeonato mundial contra a França, em Berlim. O empate em 1 a 1, que teve a expulsão de Zinedine Zidane, terminou com a frieza de Grosso na marca da cal, encerrando o jejum de títulos da Azzurra que durava desde 1982.
68. O recorde de Oleg Salenko: Cinco gols em um só jogo (1994)
Em uma partida sem aspirações classificatórias para a Rússia e Camarões na Copa de 1994, Oleg Salenko protagonizou um feito inédito. Mesmo com a eliminação precoce de sua equipe, o atacante anotou cinco gols na goleada por 6 a 1. Apesar do gol de honra do lendário Roger Milla para os camaroneses, o dia pertenceu a Salenko, que se tornou o primeiro atleta a balançar as redes cinco vezes em um único confronto de Copa do Mundo.
67. Laurent Blanc e a estreia do Gol de Ouro (1998)
O Parc des Princes foi palco de um momento histórico nas oitavas de final de 1998. Diante do Paraguai, o empate sem gols levou a partida para a prorrogação sob a regra do Gol de Ouro. Aos 114 minutos, Laurent Blanc aproveitou um escanteio e garantiu a classificação francesa. Embora tenha perdido a final por uma expulsão contra a Croácia, o zagueiro foi peça fundamental na campanha do título inédito dos Bleus.
66. A ascensão meteórica de Toto Schillaci (1990)
Salvatore Schillaci começou o Mundial de 1990 como um reserva pouco conhecido e terminou como o maior artilheiro da competição. Com seis gols marcados, o atacante da Juventus superou nomes como Maradona e Matthäus. Após marcar em sua estreia contra a Áustria, ele foi decisivo contra Tchecoslováquia, Uruguai, Irlanda e Argentina. Apesar da eliminação nas semifinais, seu gol na disputa de terceiro lugar garantiu a Chuteira de Ouro e a Bola de Ouro do torneio.
65. A saída conturbada de Roy Keane (2002)
A preparação da Irlanda para a Copa de 2002 foi abalada por uma crise interna. O capitão Roy Keane, insatisfeito com as condições de treinamento em Saipan, entrou em rota de colisão com o técnico Mick McCarthy. O desentendimento resultou no corte do craque do Manchester United antes mesmo da estreia. Sem seu principal jogador, a Irlanda avançou à fase de grupos, mas acabou eliminada pela Espanha nas oitavas de final.
64. O domínio de Diego Maradona no México (1986)
A final de 1986 foi o ápice da genialidade de Diego Maradona. Após a Alemanha Ocidental empatar o jogo em 2 a 2, foi do camisa 10 o passe preciso para Jorge Burruchaga marcar o gol do título argentino aos 84 minutos. Com cinco gols e cinco assistências na campanha, o craque argentino foi o protagonista absoluto da conquista no México.
63. O recorde inalcançável de Just Fontaine (1958)
Muito antes das marcas atuais de astros como Mbappé e Haaland, Just Fontaine estabeleceu um patamar histórico na Suécia, em 1958. O francês marcou 13 gols em apenas seis partidas, um recorde de um único torneio que permanece vivo. Sua performance incluiu um hat-trick contra o Paraguai e dois gols diante da Iugoslávia, consolidando sua trajetória lendária no futebol mundial.
A história das Copas do Mundo é escrita por momentos que transcendem o esporte, misturando glória, tragédia, política e superação. Relembre eventos marcantes que definiram o legado do futebol mundial.
Just Fontaine e o recorde inalcançável
Just Fontaine consolidou seu nome na história ao marcar dois gols contra a Escócia e repetir a dose nas quartas de final, na vitória contra a Irlanda do Norte. Mesmo com o revés por 5 a 2 diante do Brasil, o atacante francês não parou. Ele fechou sua participação com quatro gols na disputa pelo terceiro lugar contra a Alemanha Ocidental, garantindo a Chuteira de Ouro com um recorde que permanece intacto até hoje.
A redenção de David Beckham (2002)
Após ser apontado como o principal culpado pela eliminação da Inglaterra em 1998, David Beckham transformou o estigma em superação quatro anos depois. O meio-campista superou uma fratura no metatarso para enfrentar a Argentina na fase de grupos de 2002. Com a pressão de um país inteiro, ele converteu o pênalti sofrido por Michael Owen após falta de Mauricio Pochettino, selando a vitória por 1 a 0 e garantindo o retorno ao status de ídolo nacional.
O protesto silencioso do Zaire (1974)
A única participação do Zaire (atual República Democrática do Congo) em Mundiais foi marcada por instabilidade política. Após terem seus bônus confiscados por autoridades, os jogadores sofreram uma goleada de 9 a 0 para a Iugoslávia. Sob ameaças do ditador Mobutu Sese Seko, que exigia uma derrota por menos de três gols contra o Brasil, o zagueiro Mwepu Ilunga protagonizou um ato de rebeldia: saiu da barreira durante uma falta e chutou a bola para longe. O gesto, interpretado como desorientação pela mídia, foi, na verdade, um protesto contra o regime do seu país.
Tim Krul: o estrategista de Van Gaal (2014)
Em uma decisão tática memorável, o técnico Louis van Gaal substituiu o titular Jasper Cillessen por Tim Krul nos segundos finais da prorrogação contra a Costa Rica. A aposta provou ser um golpe de mestre: Krul defendeu as cobranças de Bryan Ruiz e Michael Umana, garantindo a Holanda nas semifinais e iniciando um novo debate sobre a preparação psicológica de goleiros para disputas de pênaltis.
Gerd Müller e a glória alemã (1974)
No Olympiastadion, em Munique, a Holanda de Johan Cruyff parecia destinada ao título após abrir o placar com um pênalti de Johan Neeskens logo aos dois minutos. Contudo, a Alemanha Ocidental reagiu com Paul Breitner, também de pênalti, e virou o jogo com um gol de Gerd Müller aos 43 minutos da etapa inicial. O tento garantiu o bicampeonato mundial e marcou a despedida do lendário atacante da seleção.
O Jogo do Século: Itália e Alemanha Ocidental (1970)
A semifinal entre Itália e Alemanha Ocidental no México é amplamente reconhecida como o Jogo do Século. Após o empate dramático de Karl-Heinz Schnellinger nos acréscimos, a partida seguiu para uma prorrogação frenética. Foram cinco gols em 30 minutos, com a Azzurra triunfando por 4 a 3 em um espetáculo de exaustão física e técnica que entrou para a eternidade.
O colapso da França em 2010
O otimismo francês na Copa da África do Sul deu lugar a uma crise sem precedentes. Após o empate com o Uruguai e a derrota para o México, o atacante Nicolas Anelka foi expulso da delegação por insultar o técnico Raymond Domenech no intervalo. O episódio gerou um boicote aos treinos pelos jogadores, culminando na eliminação precoce após derrota para a África do Sul. Anelka recebeu uma suspensão de 18 jogos e nunca mais vestiu a camisa da França.
O sonho interrompido de Neymar (2014)
Esperança de título do Brasil em casa, Neymar vivia um momento de auge em 2014. Contudo, sua participação foi encerrada tragicamente nas quartas de final contra a Colômbia. Uma joelhada de Juan Zúñiga nas costas do brasileiro resultou em uma fratura na vértebra, tirando o craque da competição e deixando o país em choque antes da sequência das semifinais.
Tensões políticas em campo: Irã x EUA (1998)
O confronto entre Estados Unidos e Irã em 1998 superou as quatro linhas. Sem relações diplomáticas desde 1979, as seleções protagonizaram um momento de paz ao trocarem flores antes do apito inicial. Com gols de Hamid Estili e Mehdi Mahdavikia, o Irã venceu por 2 a 1, em uma partida que se tornou um dos marcos esportivos de maior relevância política da era moderna.
A histórica zebra da Coreia do Norte (1966)
O torneio de 1966 foi palco de uma das maiores surpresas da história do futebol. Após estrear com derrota para a União Soviética e empatar com o Chile, a Coreia do Norte chegou ao duelo contra a Itália precisando vencer os bicampeões mundiais para avançar. O resultado improvável mudou o destino do grupo e consolidou o status de zebra da seleção asiática.
Momentos Imortais: Relembrando os Lances Mais Marcantes das Copas do Mundo
A história das Copas do Mundo é escrita por instantes de pura magia, controvérsias intensas e superações improváveis. De zebras memoráveis a gols que definiram gerações, cada edição do torneio deixa um legado indelével para os fãs do esporte.
53: O brilho de Mario Götze para a Alemanha (2014)
Após uma campanha dominante, coroada por um histórico 7 a 1 sobre o Brasil, a Alemanha chegou à final de 2014 contra a Argentina. O técnico Joachim Löw confiou a Mario Götze a missão de decidir o confronto, com uma instrução clara: provar que era superior a Lionel Messi.
Aos 113 minutos de jogo, Götze recebeu um cruzamento de André Schürrle. Com precisão, o atacante do Borussia Dortmund dominou e emendou um voleio certeiro contra a meta de Sergio Romero. Aos 22 anos, ele garantiu o tetracampeonato alemão e entrou para a história como o herói do título.
52: O grito de Marco Tardelli (1982)
A vitória da Itália por 3 a 1 sobre a Alemanha na final de 1982 é lembrada, acima de tudo, pela celebração de Marco Tardelli. Ao ampliar o placar com um chute de longa distância, o jogador correu em direção à torcida com os braços abertos, em um misto de descrença e êxtase absoluto.
A imagem de Tardelli, com o rosto banhado em emoção, tornou-se um símbolo universal da realização de um sonho de infância. O momento capturou a conexão profunda entre o esforço do atleta e a paixão dos torcedores.
51: A Batalha de Lusail (2022)
O duelo entre Argentina e Holanda nas quartas de final de 2022 entrou para a história pela tensão extrema. Após abrir 2 a 0, a Argentina viu Wout Weghorst empatar o jogo nos minutos finais, forçando a prorrogação e, posteriormente, a decisão nos pênaltis.
Com a vitória argentina por 4 a 3, o clima esquentou. Foram aplicados 18 cartões amarelos e Denzel Dumfries foi expulso. Após o apito final, Lionel Messi e Emiliano Martínez dispararam críticas contra a postura tática e as declarações do técnico holandês Louis Van Gaal, marcando um dos capítulos mais beligerantes do torneio.
50: O gol coletivo perfeito do Brasil (1970)
Na final contra a Itália, o Brasil selou sua vitória por 4 a 1 com um gol que é frequentemente citado como a maior demonstração de futebol coletivo da história. A jogada iniciou-se com Clodoaldo driblando quatro italianos, passando por Rivelino, Jairzinho e Pelé.
Com um passe altruísta, Pelé encontrou o capitão Carlos Alberto Torres, que finalizou com precisão no canto. O lance sintetizou a identidade daquela seleção: técnica refinada, velocidade e uma alegria contagiante em campo.
49: A polêmica colisão de Schumacher (1982)
A semifinal entre Alemanha Ocidental e França em 1982 ficou marcada por um dos episódios mais controversos do futebol. O goleiro Harald Schumacher chocou-se violentamente contra Patrick Battiston, que avançava para finalizar. O impacto causou desmaio e a perda de dois dentes do francês.
Surpreendentemente, a arbitragem não assinalou falta. A insensibilidade de Schumacher após o lance, aliada à vitória alemã nos pênaltis, gerou tanta revolta na França que o goleiro chegou a ser eleito, em uma pesquisa popular, como a figura mais odiada do país, superando nomes históricos.
48: As lágrimas de Paul Gascoigne (1990)
A Inglaterra vivia o sonho de chegar à final de 1990, mas a semifinal contra a Alemanha Ocidental terminou em frustração. O meio-campista Paul Gascoigne, um dos maiores talentos daquela geração, recebeu um cartão amarelo que o suspenderia de uma eventual final.
A cena de Gascoigne chorando em campo, consolado por Gary Lineker e pelo técnico Sir Bobby Robson, tornou-se icônica. A eliminação nos pênaltis, após erros de Chris Waddle e Stuart Pearce, selou o fim da jornada inglesa e consolidou Gascoigne como um símbolo emocional do futebol britânico.
47: Camarões desafia a lógica (1990)
Na abertura da Copa de 1990, Camarões protagonizou uma das maiores zebras ao derrotar a Argentina, então campeã mundial. O gol de François Omam-Biyick, um cabeceio potente após um salto impressionante, silenciou o estádio San Siro.
Mesmo com as expulsões de André Kana-Biyik e Benjamin Massing, que deixou a equipe com apenas nove homens, os Leões Indomáveis resistiram bravamente. A vitória contra o time de Diego Maradona provou que a determinação poderia superar o favoritismo técnico.
46: Tshabalala e o início de uma era (2010)
O gol de Siphiwe Tshabalala na partida de abertura da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, permanece como um dos momentos de maior euforia do continente africano, marcando o início vibrante do primeiro mundial realizado em solo sul-africano.
Momentos inesquecíveis: as partidas que marcaram a história das Copas do Mundo
A história das Copas do Mundo é escrita por capítulos de superação, polêmicas e desempenhos individuais que desafiam a lógica. Relembramos confrontos emblemáticos que ficaram gravados na memória dos fãs de futebol.
O despertar da África do Sul (2010)
Embora a seleção anfitriã de 2010 não fosse favorita, a pressão sobre os Bafana Bafana era imensa. O torneio começou com esperança quando Siphiwe Tshabalala, após receber assistência de Kagisho Dikgacoi, acertou um chute magistral no ângulo contra o México. Apesar do empate em 1 a 1 e da vitória sobre a França, a África do Sul tornou-se a primeira sede a cair na fase de grupos, superada pelo México no saldo de gols.
45. O choque saudita contra a Argentina (2022)
No Catar, a Arábia Saudita protagonizou uma das maiores zebras da história recente. Após Lionel Messi abrir o placar de pênalti, os Falcões Verdes reagiram com gols de Saleh Al-Shehri e um arremate de longa distância de Salem Al-Dawsari. A vitória por 2 a 1 sobre a futura campeã Argentina permanece como um marco do torneio.
44. A resiliência italiana diante da Alemanha (2006)
Em uma semifinal eletrizante, a Itália manteve seu histórico favorável contra os alemães em Mundiais. Após um 0 a 0 intenso com bolas na trave e grandes defesas de Buffon e Kahn, a prorrogação trouxe o desfecho dramático: Fabio Grosso e Alessandro del Piero marcaram nos minutos finais, garantindo a vaga italiana na decisão.
43. O nascimento de um mito: Pelé em 1958
Aos 17 anos e 244 dias, Pelé consolidou seu nome na história ao anotar um hat-trick na semifinal contra a França. O jovem prodígio brilhou no segundo tempo, culminando com um voleio espetacular que assegurou o Brasil na final contra a Suécia.
42. O show de Cristiano Ronaldo em 2018
No empate em 3 a 3 entre Portugal e Espanha, Cristiano Ronaldo escreveu seu nome nos recordes. Além de converter um pênalti e aproveitar uma falha de David De Gea, o craque selou o resultado com uma cobrança de falta perfeita aos 88 minutos, tornando-se o jogador mais velho a anotar três gols em uma única partida de Copa.
41. A Batalha de Nuremberg (2006)
O confronto entre Portugal e Holanda nas oitavas de final de 2006 tornou-se sinônimo de indisciplina. Com o gol solitário de Maniche, a partida foi marcada por um recorde de 16 cartões amarelos e quatro expulsões (Costinha e Deco por Portugal; Boulahrouz e Van Bronckhorst pela Holanda), sob o comando do árbitro Valentin Ivanov.
40. A controversa eliminação da Itália (2002)
A Coreia do Sul, uma das anfitriãs, avançou às quartas de final em um jogo polêmico contra a Itália. Entre decisões contestadas do árbitro Byron Moreno, como a expulsão de Francesco Totti, coube a Ahn Jung-Hwan decidir o duelo no tempo extra, superando Paolo Maldini no alto para marcar o gol de ouro.
39. Marrocos faz história para a África (2022)
Marrocos tornou-se a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal. Após eliminar a Espanha, os marroquinos venceram Portugal por 1 a 0 nas quartas, com gol de Youssef En-Nesyri e atuações memoráveis do goleiro Yassine Bounou, mesmo terminando a partida com um jogador a menos.
38. O gol fantasma de Lampard (2010)
Em um duelo de gigantes nas oitavas, a Alemanha abriu 2 a 0 sobre a Inglaterra com Klose e Podolski. Matthew Upson diminuiu o placar, reacendendo a chama inglesa em uma partida que ficou marcada por um erro histórico de arbitragem, que não validou um gol claro de Frank Lampard após a bola cruzar a linha.
Momentos históricos que definiram a trajetória das Copas do Mundo
A história das Copas do Mundo é construída por lances polêmicos, zebras monumentais e episódios que beiram o surreal. Relembre eventos marcantes que moldaram o maior torneio de futebol do planeta.
O gol fantasma que mudou a tecnologia no futebol
Em um duelo eletrizante, Frank Lampard disparou um chute que encobriu Manuel Neuer. A bola tocou o travessão, quicou claramente dentro da meta alemã e retornou ao campo, mas a arbitragem ignorou o lance. Sem o auxílio da tecnologia de linha de gol na época, o tento foi invalidado. A Alemanha aproveitou o momento para consolidar sua superioridade e fechar o placar em 4 a 1.
A queda dos campeões: Senegal choca a França (2002)
A edição de 2002 começou com uma das maiores zebras da história. O estreante Senegal derrotou a França, então detentora do título. Mesmo sem Zinedine Zidane, os franceses contavam com estrelas como Thierry Henry, Marcel Desailly e Patrick Vieira. O gol solitário de Papa Bouba Diop, após assistência de El Hadji Diouf, selou o destino dos Bleus, que foram eliminados precocemente. A comemoração senegalesa, com a equipe dançando ao redor da camisa de Diop, tornou-se um ícone daquela Copa.
Pickles, o cão detetive
Em 1966, a Inglaterra viveu um drama policial: o troféu Jules Rimet foi furtado do Central Hall, em Westminster. Os ladrões exigiram 15 mil libras como resgate. Dias depois, um cachorro chamado Pickles encontrou o objeto embrulhado em jornais sob uma árvore. Dave Corbett, o dono do cão, relatou o momento de euforia ao identificar o troféu. O feito rendeu fama nacional ao animal, que chegou a participar de produções cinematográficas.
O renascimento de Paolo Rossi (1982)
Paolo Rossi chegou à Copa de 1982 sob forte desconfiança, após cumprir suspensão por manipulação de resultados. No entanto, o atacante silenciou os críticos diante do Brasil. Em uma atuação histórica, Rossi marcou três gols, eliminando a seleção brasileira e garantindo a classificação italiana. O jogador terminou o torneio como artilheiro, conquistando a Chuteira de Ouro.
A entrada violenta de Nigel de Jong (2010)
A final entre Espanha e Holanda em 2010 ficou marcada pela rispidez. O árbitro Howard Webb aplicou 14 cartões amarelos, mas falhou ao expulsar Nigel de Jong após o jogador desferir um chute no peito de Xabi Alonso. Apesar da agressão, o holandês permaneceu em campo. A Espanha, porém, superou o jogo físico e garantiu o título na prorrogação com gol de Andrés Iniesta.
A polêmica Vergonha de Gijón (1982)
O confronto entre Alemanha Ocidental e Áustria em 1982 gerou um escândalo esportivo. Cientes de que uma vitória alemã por apenas um ou dois gols classificaria ambos os times e eliminaria a Argélia, as seleções europeias praticamente pararam de jogar após o gol de Horst Hrubesch aos 10 minutos. O desinteresse pela disputa foi tão evidente que torcedores protestaram queimando bandeiras. O caso forçou a FIFA a determinar que as rodadas finais de cada grupo ocorram simultaneamente.
O Milagre de Berna (1954)
A Hungria de Ferenc Puskás era a força dominante do futebol mundial, chegando à final de 1954 invicta há quatro anos. Após golear a Alemanha Ocidental por 8 a 3 na fase de grupos, os húngaros eram favoritos absolutos. Contudo, a final reservou uma reviravolta: os alemães buscaram uma vitória por 3 a 2, consolidando o chamado Milagre de Berna e marcando um ponto de virada na história do futebol alemão.
O nascimento do torneio: Uruguai, o primeiro campeão (1930)
A primeira Copa do Mundo, realizada no Uruguai, reuniu apenas 13 seleções. Os donos da casa, bicampeões olímpicos, confirmaram o favoritismo ao vencer a Argentina por 4 a 2 no Estádio Centenário. A Celeste, que perdia por 2 a 1 no intervalo, virou o jogo e ergueu a primeira taça da história.
Beckham e a expulsão contra a Argentina (1998)
David Beckham viveu um dos momentos mais difíceis de sua carreira ao ser expulso por revidar um toque de Diego Simeone. O cartão vermelho deixou a Inglaterra em situação delicada e transformou o meio-campista em alvo de críticas por anos, marcando um capítulo de frustração na trajetória do craque inglês.
A história das Copas do Mundo é escrita por momentos que transcendem o esporte, misturando genialidade, polêmicas e reviravoltas inesperadas. Relembre episódios icônicos que definiram gerações e transformaram o futebol em um espetáculo inesquecível.
O cartão vermelho de Beckham e a redenção inglesa (1998)
Durante as oitavas de final entre Inglaterra e Argentina, o placar marcava 2 a 2 quando David Beckham, após sofrer falta de Diego Simeone, reagiu com um chute leve no adversário. A queda teatral de Simeone convenceu o árbitro Kim Nielsen a expulsar o astro inglês. Com um jogador a menos, a Inglaterra resistiu, mas sucumbiu nos pênaltis. Beckham tornou-se o alvo principal da torcida britânica, sendo hostilizado em diversos estádios até que suas atuações pelo Manchester United e pela seleção nacional conseguissem, anos depois, restaurar sua imagem.
29. A ascensão meteórica de James Rodríguez (2014)
Antes do Mundial de 2014, o colombiano James Rodríguez era uma promessa, mas deixou o Brasil como uma das maiores estrelas do planeta. Seu momento de consagração ocorreu contra o Uruguai, nas oitavas de final, ao dominar a bola no peito e emendar um voleio fulminante que ainda tocou na trave antes de entrar. O gol foi tão plástico que recebeu aplausos até dos rivais. James terminou o torneio com seis gols em cinco partidas, rendendo uma transferência milionária de 63 milhões de libras para o Real Madrid.
28. O desentendimento entre Rijkaard e Völler (1990)
A rivalidade entre Alemanha Ocidental e Holanda atingiu seu ápice em 1990, quando Frank Rijkaard foi flagrado cuspindo no cabelo de Rudi Völler após um cartão amarelo. A tensão escalou durante a cobrança de falta, envolvendo também o goleiro Hans van Breukelen. Ambos foram expulsos, e Rijkaard repetiu o gesto ao sair de campo. Curiosamente, o desfecho foi amistoso: anos depois, a dupla estrelou um comercial de manteiga, doando os lucros para caridade.
27. O erro caricato de Diana Ross (1994)
A abertura da Copa de 1994, nos Estados Unidos, é lembrada por um incidente cômico envolvendo a cantora Diana Ross. Durante a cerimônia, ela foi encarregada de cobrar um pênalti simbólico. O chute saiu tão errado que a trave, em um efeito visual inesperado, partiu-se ao meio, transformando um momento solene em uma das cenas mais inusitadas da história do torneio.
26. O Maracanazo: a tragédia brasileira (1950)
O Brasil entrou na final de 1950, no Maracanã, com o favoritismo absoluto. O prefeito do Rio de Janeiro chegou a declarar os jogadores como vencedores antes mesmo do apito inicial. No entanto, o Uruguai desafiou as expectativas e, diante de mais de 170 mil torcedores, venceu por 2 a 1, protagonizando a maior zebra da história das Copas e silenciando o país.
25. A celebração do “ninar” de Bebeto (1994)
Nas quartas de final de 1994, contra a Holanda, o atacante Bebeto viveu um momento familiar marcante. Após marcar um gol, ele celebrou ao lado de Romário e Mazinho fazendo o gesto de embalar um bebê, em homenagem ao seu filho recém-nascido. A vitória brasileira por 3 a 2 garantiu a vaga na semifinal e imortalizou a comemoração.
24. O piscar de olhos de Cristiano Ronaldo (2006)
O duelo entre Inglaterra e Portugal ficou marcado pela expulsão de Wayne Rooney após uma entrada em Ricardo Carvalho. Cristiano Ronaldo, então colega de Rooney no Manchester United, liderou os protestos e foi flagrado pelas câmeras piscando para o banco de reservas após o cartão vermelho. O gesto selou a fama de vilão do português, que ainda converteu o pênalti decisivo que eliminou os ingleses.
23. A genialidade de Dennis Bergkamp (1998)
Nos instantes finais das quartas de final entre Holanda e Argentina, em 1998, Dennis Bergkamp protagonizou uma obra-prima. Após um lançamento longo de Frank de Boer, o atacante dominou com precisão, driblou Roberto Ayala e finalizou com perfeição. O gol, que eliminou os argentinos, ficou marcado como um dos lances de maior refinamento técnico da história do torneio.
22. O mistério envolvendo Ronaldo na final (1998)
A final de 1998 entre Brasil e França foi cercada por um clima de incerteza. Ronaldo Nazário, o melhor jogador do mundo, foi inicialmente cortado da escalação após sofrer uma crise convulsiva no hotel, sendo reintegrado apenas minutos antes do início do jogo. Visivelmente abaixo de suas condições físicas ideais, o craque não conseguiu evitar a derrota brasileira, deixando um dos episódios mais enigmáticos e comentados do futebol mundial.
Momentos históricos que definiram a trajetória das Copas do Mundo
A história do futebol mundial é escrita através de lances isolados, superações épicas e tragédias inesquecíveis. Relembrar esses episódios é revisitar a própria evolução do esporte mais popular do planeta.
21. A exibição de gala da Holanda contra a Espanha (2014)
Em 2014, a Espanha desembarcou no Brasil ostentando o status de atual campeã mundial e vivendo o apogeu de uma geração vitoriosa. Contudo, a estreia contra a Holanda foi um choque de realidade. O triunfo holandês por 5 a 1 teve como símbolo o cabeceio acrobático de Robin van Persie. Ao aproveitar um lançamento longo de Arjen Robben, o atacante se projetou no ar e encobriu Iker Casillas, marcando um dos gols mais icônicos da história das Copas e decretando o início do declínio espanhol.
20. O milagre de Gordon Banks diante de Pelé (1970)
O embate entre Inglaterra e Brasil na fase de grupos de 1970 é lembrado por um lance de reflexo sobre-humano. Sob o sol de Guadalajara, Pelé recebeu um cruzamento preciso de Jairzinho e cabeceou firme no canto. Quando o gol parecia inevitável, o goleiro Gordon Banks surgiu com uma intervenção cinematográfica, desviando a bola para cima da trave. O próprio Rei do Futebol classificou aquela como a melhor defesa que já presenciou.
19. O renascimento de Ronaldo e o pentacampeonato brasileiro (2002)
Após o trauma de 1998 e uma série de lesões graves no joelho que ameaçaram sua carreira, Ronaldo Fenômeno protagonizou uma das voltas mais espetaculares do esporte. Em 2002, no Japão e na Coreia do Sul, ele brilhou intensamente ao marcar oito gols, garantindo a Chuteira de Ouro. Com dois gols na final contra a Alemanha, ele conduziu o Brasil ao quinto título mundial, silenciando todas as dúvidas sobre seu retorno.
18. A ascensão meteórica de Mbappé (2018)
Aos 19 anos, Kylian Mbappé apresentou-se ao mundo como a nova face do futebol em 2018. O jovem francês foi o pilar da conquista da França, marcando contra o Peru e sendo decisivo na eliminação da Argentina de Lionel Messi. Ao balançar as redes na final contra a Croácia, vencida por 4 a 2, ele se tornou o segundo jogador mais jovem a marcar em uma decisão de Copa, ficando atrás apenas de Pelé.
17. O gol de ouro de Andrés Iniesta (2010)
A Espanha confirmou o favoritismo em 2010 ao conquistar seu primeiro troféu mundial. O desfecho veio nos minutos finais da prorrogação contra a Holanda, após a expulsão de John Heitinga. Andrés Iniesta recebeu assistência de Cesc Fàbregas e disparou um voleio certeiro contra a meta de Maarten Stekelenburg, selando a vitória no Soccer City.
16. A genialidade (ou sorte) de Ronaldinho Gaúcho (2002)
Um lance polêmico marcou a vitória do Brasil sobre a Inglaterra nas quartas de final de 2002. De uma distância de 35 metros, Ronaldinho Gaúcho cobrou uma falta que surpreendeu o goleiro David Seaman, encobrindo-o. Embora tenha sido expulso posteriormente, o craque garantiu a classificação. Mais tarde, ele admitiu que a intenção era o gol, embora o ângulo tenha sido uma surpresa até para ele.
15. O nascimento da finta de Johan Cruyff (1974)
O drible que hoje é parte do repertório básico de qualquer jogador moderno teve seu momento de consagração em 1974. Contra a Suécia, o holandês Johan Cruyff enganou o marcador Jan Olsson ao fingir um passe e girar com a bola para o lado oposto. O movimento, batizado de Giro de Cruyff, tornou-se um símbolo de habilidade e criatividade tática.
14. A consagração de Zinedine Zidane (1998)
Após um início discreto e uma suspensão na fase de grupos, Zinedine Zidane decidiu a final de 1998 para a França. Com dois gols de cabeça após cobranças de escanteio, ele superou o Brasil e garantiu o título inédito aos anfitriões. O triunfo foi imortalizado com sua imagem projetada no Arco do Triunfo, consolidando-o como o maior jogador de sua geração.
13. A tragédia de Andrés Escobar (1994)
A Colômbia de 1994, que contava com talentos como Carlos Valderrama e Faustino Asprilla, carregava grandes expectativas, mas a campanha terminou em pesadelo. Após a derrota por 2 a 1 para os Estados Unidos, marcada por um gol contra de Andrés Escobar, a equipe foi eliminada. Ao retornar a Medellín, o zagueiro foi assassinado, em um crime associado a apostas ilegais no futebol.
12. O triplete de Geoff Hurst em Wembley (1966)
A final de 1966 permanece como o momento mais glorioso da história do futebol inglês. Em uma tarde memorável no estádio de Wembley, Geoff Hurst marcou três gols, garantindo a vitória da Inglaterra e o primeiro título mundial do país em uma final cercada de debates e emoção.
A história das Copas do Mundo é escrita tanto por momentos de genialidade quanto por episódios de polêmica e drama absoluto. Ao longo das décadas, o torneio consolidou lendas e presenciou colapsos que mudaram o curso do futebol global.
O hat-trick histórico de Geoff Hurst (1966)
Após um empate em 2 a 2 no tempo regulamentar entre Inglaterra e Alemanha Ocidental — com gols de Geoff Hurst e Martin Peters para os ingleses, e Helmut Haller e Wolfgang Weber para os alemães —, o destino da taça foi selado na prorrogação. Hurst marcou aos 11 minutos do tempo extra, em um lance que até hoje gera debates: a bola bateu na trave, quicou e, segundo a arbitragem, cruzou a linha. Antes do apito final, ele ainda anotou seu terceiro gol, tornando-se o primeiro jogador a realizar um hat-trick em uma final de Copa e garantindo o título inédito para os Três Leões.
Luis Suárez e a mordida em Chiellini (2014)
O atacante uruguaio Luis Suárez já possuía um histórico de indisciplina. Na fase de grupos de 2014, durante um confronto decisivo contra a Itália, a frustração transbordou e ele mordeu o ombro do zagueiro Giorgio Chiellini. Embora o árbitro não tenha visto o lance no momento, a FIFA analisou as imagens e impôs uma suspensão de quatro meses ao jogador. O Uruguai venceu por 1 a 0, mas, sem seu craque, acabou eliminado pela Colômbia nas oitavas de final.
A comemoração frenética de Maradona (1994)
Diego Maradona, ídolo do Napoli e da Argentina, marcou um belo gol contra a Grécia na Copa de 1994, mas o que chamou a atenção foi sua reação. Em vez de celebrar com os colegas, ele correu até uma câmera de TV e gritou de forma histérica. O episódio antecedeu um momento sombrio: o craque testou positivo para efedrina e foi excluído do restante do mundial.
A defesa antidesportiva de Suárez (2010)
Nas quartas de final contra Gana, Luis Suárez protagonizou um dos atos mais controversos do esporte. Nos acréscimos, ele usou as mãos para impedir um gol certo de Stephen Appiah. Expulso de campo, Suárez celebrou no túnel quando Asamoah Gyan desperdiçou o pênalti resultante. O Uruguai avançou nos pênaltis, e o atacante justificou o ato como a defesa do torneio.
O show de Roger Milla (1990)
Aos 38 anos, o camaronês Roger Milla saiu da aposentadoria para encantar o mundo na Itália. Ele marcou quatro gols e celebrou cada um com sua icônica dança junto à bandeirinha de escanteio. Camarões alcançou as quartas de final, e Milla ainda voltaria em 1994, aos 42 anos, para se tornar o jogador mais velho a marcar um gol em Copas, contra a Rússia.
O trauma do 7 a 1 (2014)
Em 8 de julho de 2014, o Estádio Mineirão foi palco do maior choque da história do futebol brasileiro. Sem Neymar e Thiago Silva, a Seleção Brasileira foi goleada pela Alemanha. Thomas Müller, Miroslav Klose, Toni Kroos (duas vezes), Sami Khedira e André Schürrle (duas vezes) construíram o placar de 7 a 1. A derrota tornou-se um trauma nacional, marcado pelas lágrimas dos jogadores em campo.
O erro de Baggio na final (1994)
Roberto Baggio, o craque daquela edição, carregou a Itália até a final contra o Brasil. Após um 0 a 0 persistente, a decisão foi para os pênaltis. Baggio precisava converter a última cobrança para manter a Itália viva, mas chutou para fora. A imagem do jogador paralisado, conhecido desde então como o homem que morreu em pé, tornou-se um símbolo da crueldade do futebol.
O surgimento de Pelé (1958)
Aos 17 anos, Pelé apresentou seu cartão de visitas ao mundo na Suécia. Após marcar nas semifinais, o jovem brilhou na final com dois gols: um voleio plástico após encobrir o marcador e um cabeceio preciso. O Brasil conquistou seu primeiro título mundial, sendo até hoje a única vez que a Seleção venceu o torneio em solo europeu.
O Gol do Século de Maradona (1986)
Pouco depois do controverso gol de mão contra a Inglaterra, Diego Maradona redimiu sua imagem com uma jogada antológica. Ele percorreu 60 metros em 11 segundos, driblando cinco adversários — incluindo o goleiro Peter Shilton — antes de marcar. O lance foi eleito pela FIFA como o Gol do Século, consolidando a genialidade do argentino.
A cabeçada de Zidane (2006)
A final da Copa de 2006 ficou marcada pelo comportamento explosivo de Zinedine Zidane. Após uma provocação de Marco Materazzi, o craque francês reagiu com uma cabeçada no peito do italiano. Zidane recebeu o cartão vermelho e deixou o campo, encerrando sua carreira de forma dramática enquanto a França perdia o título nos pênaltis.
Momentos inesquecíveis: as passagens mais marcantes da história das Copas do Mundo
A história das Copas do Mundo é escrita por lances de genialidade, controvérsias épicas e desfechos dramáticos que atravessam gerações. Revisitamos alguns dos episódios mais emblemáticos que definiram o destino das seleções e o legado de seus maiores ídolos.
O adeus de Zidane (2006)
Zinedine Zidane consolidou seu nome como uma lenda do Real Madrid e do futebol mundial, mas sua despedida dos gramados é lembrada por um gesto de descontrole. Na prorrogação da final de 2006, após uma troca de palavras com o zagueiro italiano Marco Materazzi, o francês desferiu uma cabeçada no peito do adversário. Materazzi revelou posteriormente que provocou Zidane citando sua irmã após uma oferta de camisa. O incidente resultou na expulsão do craque francês e abriu caminho para a vitória da Itália nos pênaltis.
A coroação de Messi (2022)
O Catar foi palco de uma das decisões mais eletrizantes da história. A Argentina de Lionel Messi enfrentou a França de Kylian Mbappé em um duelo de altíssimo nível. Após abrir 2 a 0, com gols de Messi e Ángel Di María, a Argentina sofreu o empate relâmpago de Mbappé. Na prorrogação, o argentino marcou novamente, mas o francês respondeu com um hat-trick. Nos pênaltis, a Argentina foi precisa, garantindo o título mundial e eternizando o legado de Messi.
A Mão de Deus (1986)
Nas quartas de final de 1986, Diego Maradona protagonizou o lance mais polêmico do futebol contra a Inglaterra. O camisa 10 argentino desviou a bola com a mão para o fundo da rede, enganando o árbitro Ali Bin Nasser. O gol, descrito por ele como “um pouco com a cabeça de Maradona e um pouco com a mão de Deus”, impulsionou a Argentina rumo ao título, deixando os ingleses revoltados.
O calvário de Pelé (1966)
Já bicampeão mundial, Pelé chegou à Inglaterra em 1966 como o maior jogador do planeta, mas foi alvo de uma caçada física. Após sofrer faltas violentas contra a Bulgária e perder o duelo contra a Hungria, o craque retornou contra Portugal. O zagueiro João Morais o tirou de combate com uma entrada dura, não punida pelo árbitro. Sem substituições permitidas na época, Pelé terminou a partida mancando e o Brasil foi derrotado por 3 a 1, levando o jogador a jurar, inicialmente, que nunca mais disputaria o torneio.
A sinfonia argentina (2006)
Antes do domínio do tiki-taka espanhol, a Argentina de 2006 deu uma aula de coletividade. Na goleada por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro, Esteban Cambiasso concluiu uma jogada de 24 passes. O lance envolveu nomes como Javier Saviola, Juan Roman Riquelme e Hernan Crespo, cujo passe de calcanhar permitiu a finalização perfeita de Cambiasso. Crespo definiu o lance como o gol mais bonito que já viu.
O auge individual de Maradona (1986)
Dias após o gol de mão, Maradona confirmou sua superioridade técnica nas semifinais contra a Bélgica. O camisa 10 arrancou do meio-campo, deixou três marcadores para trás e encobriu o goleiro Jean-Marie Pfaff. Com quatro gols entre as quartas e a semifinal, o argentino entregou uma das atuações individuais mais dominantes da história.
A frustração de Lukaku (2022)
A eliminação precoce da Bélgica na fase de grupos em 2022 foi marcada pelo desespero de Romelu Lukaku. O atacante desperdiçou três chances claras contra a Croácia, acertando a trave e falhando em uma oportunidade decisiva aos 90 minutos. Após o empate em 0 a 0 que selou a saída belga, Lukaku descarregou sua raiva com um soco no banco de reservas.
A simulação de Rivaldo (2002)
O Brasil também teve seu momento polêmico. Contra a Turquia, em 2002, Rivaldo foi atingido por uma bola chutada por Hakan Unsal perto da bandeira de escanteio. O brasileiro caiu no gramado segurando o rosto, o que causou a expulsão do turco. Apesar da multa de £ 4.500 imposta pela FIFA, Rivaldo defendeu sua atitude, alegando que jogadores criativos precisam de proteção contra a violência no futebol.
A história das Copas do Mundo é escrita tanto por glórias épicas quanto por momentos de controvérsia e decepções memoráveis. Relembrar esses episódios é revisitar a própria essência do futebol, onde o destino de seleções pode mudar em frações de segundo.
O colapso alemão no Catar (2022)
Pelo segundo mundial consecutivo, a Alemanha amargou uma eliminação precoce ainda na fase de grupos. Após uma derrota inesperada para o Japão e um empate com a Espanha, a equipe de Hansi Flick chegou à rodada final dependendo de resultados paralelos. Embora tenha superado a Costa Rica por 4 a 2, a vitória não foi suficiente. O triunfo japonês sobre a Espanha por 2 a 1, marcado por um gol polêmico validado pelo VAR — onde a bola parecia ter saído pela linha de fundo antes do cruzamento de Kauro Mitoma para Ao Tanaka —, selou o destino dos alemães, que voltaram para casa mais cedo.
Zico e o apito polêmico (1978)
Na abertura da Copa de 1978, Brasil e Suécia empatavam em 1 a 1 quando o árbitro Clive Thomas protagonizou um dos lances mais comentados da história. Nos acréscimos, após uma cobrança de escanteio, Zico cabeceou para o gol no momento exato em que o juiz encerrava a partida. Thomas alegou que o brasileiro chegou quatro décimos de segundo atrasado, anulando o gol da vitória brasileira e gerando revolta mundial.
A consagração da Itália anfitriã (1934)
Após boicotar a edição inaugural, a Itália aproveitou o mando de campo em 1934 para levantar o troféu. Sob o comando de Vittorio Pozzo e com o brilho de Giuseppe Meazza, a Azzurra superou Grécia, Estados Unidos, Espanha e Áustria. A final, vencida por 2 a 1 contra a Tchecoslováquia, marcou a conquista tanto da Copa do Mundo quanto da Coppa Del Duce.
O brilho improvável de Thuram (1998)
Na semifinal de 1998, Lilian Thuram viveu o auge de sua carreira com a camisa da França. O lateral-direito, que nunca havia marcado um gol pela seleção, anotou os dois tentos da virada francesa sobre a Croácia por 2 a 1. Foi uma atuação individual perfeita que garantiu aos Bleus a vaga na final em Paris.
O cartão vermelho relâmpago de 1986
O uruguaio José Batista detém o recorde de expulsão mais rápida da história das Copas. Apenas 56 segundos após o apito inicial, o árbitro Joel Quiniou puniu o zagueiro por uma entrada dura em Gordon Strachan. Apesar da desvantagem numérica, o Uruguai empatou em 0 a 0 com a Escócia e avançou de fase, em um jogo marcado por fortes críticas da federação escocesa.
A persistente maldição do México (2014)
O sonho mexicano de superar as oitavas de final foi interrompido de forma cruel pela Holanda em 2014. Vencendo por 1 a 0 até os minutos finais, o México sofreu o empate de Wesley Sneijder e, aos 94 minutos, viu Klaas-Jan Huntelaar converter um pênalti polêmico, gerado após queda de Arjen Robben, mantendo o tabu do quinto jogo.
O Milagre de Córdoba (1978)
A Áustria protagonizou uma zebra histórica ao derrotar a Alemanha Ocidental por 3 a 2, encerrando um jejum de 47 anos. Com dois gols de Hans Krankl, a Áustria eliminou os atuais campeões da disputa pelo terceiro lugar, em uma das partidas mais celebradas pelo futebol austríaco.
O “Secretário de Defesa” dos EUA (2014)
Na eliminação dos Estados Unidos para a Bélgica em 2014, o goleiro Tim Howard realizou 16 defesas, um recorde na competição. A performance foi tão impactante que o jogador recebeu um telefonema do presidente Barack Obama e foi apelidado na internet de “Secretário de Defesa”.
A revanche amarga de 1990
Quatro anos após a final de 1986, Alemanha Ocidental e Argentina voltaram a se encontrar na decisão de 1990, em Roma. O confronto, que prometia ser um espetáculo, ficou marcado por um jogo truncado, decidido por um gol solitário que definiu o título dos alemães contra uma Argentina reduzida a nove jogadores.
A história das Copas do Mundo é escrita por momentos de glória, superação e zebras inesquecíveis. Relembre eventos marcantes que moldaram o legado do torneio mais importante do futebol global.
87: Tensão, cartões e o título alemão em 1990
A final de 1990 ficou marcada pela aspereza. Pedro Monzón entrou para os livros de estatística como o primeiro atleta expulso em uma decisão de Copa, após falta dura em Jürgen Klinsmann. O duelo caminhava para a prorrogação quando Roberto Sensini cometeu falta em Rudi Voller dentro da área. Andreas Brehme converteu a penalidade, garantindo o tricampeonato da Alemanha Ocidental. A Argentina, que terminou o jogo com nove homens após a expulsão de Gustavo Dezotti, viu o troféu escapar em uma revanche amarga.
86: O milagre de Donovan em 2010
O gol de Landon Donovan nos acréscimos contra a Argélia foi o divisor de águas para o futebol nos Estados Unidos. Após 90 minutos de angústia e chances desperdiçadas, Tim Howard iniciou o contra-ataque decisivo. Donovan acompanhou a jogada de Clint Dempsey e, no rebote do goleiro Rais M’Bolhi, garantiu a classificação americana. A narração icônica de Ian Darke tornou-se o hino de uma geração que finalmente abraçou o esporte.
85: A derrota histórica da Inglaterra para amadores
Em 1950, a Inglaterra, favorita absoluta, estreou em Copas após boicotes anteriores. Do outro lado, os Estados Unidos, que não venciam uma partida internacional há anos. O cenário parecia definido, mas Joe Gaetjens marcou aos 38 minutos, selando o 1 a 0. Enquanto os ingleses contavam com estrelas como Alf Ramsey e Billy Wright, os americanos eram amadores, incluindo Frank Borghi, que trabalhava como motorista de carro funerário.
84: A vitória simbólica da Alemanha Oriental em 1974
O encontro entre Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental em 1974 foi muito além do esporte, carregando o peso da Guerra Fria. Em um jogo travado, Jürgen Sparwasser decidiu o placar aos 77 minutos. Apesar da derrota surpreendente, a Alemanha Ocidental usou o revés como combustível para conquistar o título mundial ao vencer a Holanda na final.
83: A queda da Argentina diante da Croácia em 2018
A campanha argentina em 2018 foi conturbada, culminando na goleada de 3 a 0 sofrida para a Croácia. O erro crasso do goleiro Willy Caballero, ao tentar encobrir Ante Rebic, abriu o caminho para o gol croata. Luka Modric ampliou com um golaço de fora da área, e Ivan Rakitic fechou a conta, deixando Lionel Messi e sua equipe à beira da eliminação precoce.
82: A pintura de Al-Owairan pela Arábia Saudita
Em sua estreia em 1994, a Arábia Saudita surpreendeu ao chegar às oitavas de final. O ponto alto foi a jogada individual de Saeed Al-Owairan contra a Bélgica. Ele arrancou do campo de defesa, driblou quatro adversários e tocou na saída do goleiro Michel Preud’homme, garantindo um lugar na história com um dos gols mais bonitos da competição.
81: O massacre húngaro sobre El Salvador
Em 1982, a Hungria protagonizou a maior goleada da história das Copas ao vencer El Salvador por 10 a 0. O time salvadorenho, fragilizado por uma guerra civil em seu país, não conseguiu conter o ímpeto húngaro. O destaque foi Laszlo Kiss, que marcou um hat-trick saindo do banco de reservas, um feito inédito no torneio.
80: A ascensão da Bulgária em 1994
A geração de ouro da Bulgária, liderada por Hristo Stoichkov, Yordan Letchkov e Krasimir Balakov, brilhou intensamente em 1994. Nas quartas de final, o time eliminou a Alemanha de forma heroica. Após o pênalti de Lothar Matthäus colocar os alemães em vantagem, a Bulgária reagiu com dois gols em quatro minutos, encerrando a sequência de presenças alemãs nas finais.
79: O golaço de Pavard e a queda argentina
O confronto entre França e Argentina nas oitavas de final de 2018 foi um espetáculo de sete gols. Enquanto Kylian Mbappé dominava as atenções com um doblete, o lateral-direito Benjamin Pavard roubou a cena ao marcar um gol antológico, contribuindo para a vitória francesa por 4 a 3 e selando o destino da seleção argentina no torneio.
O golaço de Benjamin Pavard, que garantiu o empate francês contra a Argentina, começou com um cruzamento preciso de Lucas Hernández. O zagueiro, posicionado na entrada da área, não pensou duas vezes e emendou um chute de primeira, mandando a bola direto no ângulo. O lance, que rendeu a Pavard o prêmio de Gol do Torneio, tornou-se uma das cenas mais emblemáticas da história recente das Copas.
78: A virada histórica de Eusébio (1966)
Após surpreender a Itália na fase de grupos, a Coreia do Norte parecia pronta para eliminar Portugal nas quartas de final ao abrir 3 a 0 nos primeiros 30 minutos. No entanto, Eusébio, frequentemente apontado como o sucessor de Pelé, tomou as rédeas da partida. Ele marcou dois gols ainda antes do intervalo, um deles de pênalti, e comandou a virada no segundo tempo com mais dois tentos, sendo um deles em outra penalidade máxima. Com o gol final de José Augusto, o placar terminou em 5 a 3, consolidando o nome de Eusébio no panteão do futebol mundial.
77: Diego Forlán e a imprevisível Jabulani (2010)
A Jabulani, bola oficial da Copa de 2010, entrou para a história como a mais controversa de todas. Projetada pela Adidas para ser a esfera mais precisa já criada, o objeto apresentava trajetórias erráticas que tiraram o sono dos goleiros. Quem tirou proveito da instabilidade foi o uruguaio Diego Forlán. O atacante, eleito o melhor jogador daquela edição, marcou cinco gols e liderou o Uruguai até as semifinais, utilizando chutes de longa distância que exploravam os efeitos imprevisíveis da bola.
76: A queda precoce da Itália (2010)
Atual campeã na época, a Itália chegou à África do Sul após uma campanha invicta nas eliminatórias, mas sucumbiu de forma surpreendente na fase de grupos. Sob o comando de Marcello Lippi, a Azzurra empatou com Paraguai e Nova Zelândia. Precisando vencer a Eslováquia para avançar, a equipe foi superada por 3 a 2, com dois gols de Robert Vittek, selando uma eliminação melancólica apesar dos esforços finais de Antonio Di Natale e Fabio Quagliarella.
75: O brilho de Mario Kempes na conquista argentina (1978)
O primeiro título mundial da Argentina foi alavancado por Mario Kempes, que anotou seis gols no torneio. O atacante, que não balançava as redes em Copas há dez partidas, atribuiu a mudança de sorte ao conselho do técnico César Luis Menotti para que raspasse seu bigode. Com dois gols contra a Polônia, dois contra o Peru e outros dois na final contra a Holanda, Kempes tornou-se o herói nacional e o artilheiro da competição.
74: Argélia choca a Alemanha Ocidental (1982)
Em sua estreia absoluta em Copas, a Argélia protagonizou uma das maiores zebras da história ao bater a favorita Alemanha Ocidental. Rabah Madjer abriu o placar aos 54 minutos. Embora Karl-Heinz Rummenigge tenha empatado pouco depois, Lakhdar Belloumi recolocou os africanos à frente apenas um minuto mais tarde, garantindo um triunfo que entraria para a história do esporte.
73: Sombras sobre a goleada argentina (1978)
A vitória por 6 a 0 da Argentina sobre o Peru, que classificou os anfitriões para a final de 1978, permanece envolta em polêmicas. Para avançar, a Argentina precisava tirar uma diferença de saldo de gols sobre o Brasil. O resultado acachapante gerou denúncias de suborno, que incluíram desde o envio de carregamentos de grãos ao Peru até supostas interferências políticas dos generais Jorge Videla e Francisco Morales Bermúdez, sob o contexto da Operação Condor. Nunca houve uma investigação oficial sobre o caso.
72: A violência da Batalha de Santiago (1962)
O confronto entre Chile e Itália, na Copa de 1962, é lembrado como um dos episódios mais hostis do futebol. Logo aos 13 segundos de jogo, a primeira falta foi registrada, seguida pela expulsão de Giorgio Ferrini aos quatro minutos. O clima de caos incluiu trocas de socos e a agressão de Leonel Sánchez contra Humberto Maschio. O Chile venceu por 2 a 0, mas o jogo ficou marcado pela falta de esportividade e pela intervenção policial em campo.
71: Protesto interrompe jogo da França (1982)
A partida entre França e Kuwait na Copa de 1982 tornou-se uma farsa após um gol francês. Os jogadores do Kuwait pararam de jogar ao ouvirem um apito vindo das arquibancadas, acreditando tratar-se de uma marcação de impedimento. Diante da confusão e do protesto da equipe árabe contra a arbitragem, a situação escalou para uma paralisação que exigiu a presença da polícia para conter os ânimos no gramado.
A intervenção do príncipe Fahid, presidente da Federação de Futebol do Kuwait, marcou um episódio surreal nos gramados. Ao descer das arquibancadas para pressionar seus comandados a seguirem no jogo, ele criou um clima de incerteza. O árbitro, em uma decisão surpreendente, acatou a pressão e invalidou um gol francês, gerando revolta nos Bleus. A França ainda confirmou a superioridade com uma vitória por 4 a 1, mas o incidente permanece como um dos capítulos mais bizarros da história do esporte.
70. O erro histórico de Graham Poll: Três cartões amarelos em 2006
A trajetória de Graham Poll no alto escalão da arbitragem mundial praticamente encerrou-se após uma falha técnica inaceitável durante o duelo entre Croácia e Austrália, na fase de grupos da Copa do Mundo de 2006.
O zagueiro croata Josip Simunic foi advertido com um cartão amarelo após falta em Harry Kewell. Aos 90 minutos, cometeu nova infração e recebeu o segundo amarelo. Seguindo a regra, o jogador deveria ter sido expulso, mas Poll permitiu sua permanência em campo. O erro só foi corrigido após o apito final, quando Simunic empurrou o árbitro, recebendo o terceiro amarelo e, finalmente, o vermelho.
O confronto terminou empatado em 2 a 2. Posteriormente, Poll justificou o equívoco alegando ter anotado erroneamente o nome de Craig Moore, jogador da Austrália, no momento do segundo cartão dado a Simunic, o que o levou a não perceber a reincidência.
69. Fabio Grosso e a consagração da Itália em 2006
A imagem de Fabio Grosso é um dos símbolos máximos do tetracampeonato italiano. Após ser o herói ao marcar contra a Alemanha nas semifinais, o lateral-esquerdo foi o responsável por converter o pênalti decisivo na final contra a França, realizada em Berlim.
Com o placar em 1 a 1 e a expulsão de Zinedine Zidane na prorrogação, a decisão foi para a marca da cal. Grosso finalizou com extrema precisão no ângulo, garantindo o título mundial da Azzurra, o primeiro desde 1982. O jogador, até então pouco conhecido, tornou-se um ícone nacional após converter dois dos gols mais vitais da história do futebol italiano.
68. O recorde de Oleg Salenko: Cinco gols em um só jogo (1994)
O confronto entre Rússia e Camarões na Copa de 1994, embora sem grandes pretensões classificatórias para ambas as seleções, tornou-se palco de um feito inédito. Mesmo com a eliminação russa já confirmada, Oleg Salenko aproveitou a oportunidade para escrever seu nome no livro dos recordes.
Na vitória russa por 6 a 1, Salenko anotou cinco vezes, tornando-se o primeiro atleta a atingir tal marca em uma única partida de Copa do Mundo. Do lado camaronês, o lendário Roger Milla ainda deixou sua marca, mas o dia pertenceu inteiramente ao atacante russo.
67. O Gol de Ouro de Laurent Blanc em 1998
Nas oitavas de final de 1998, a França enfrentou o Paraguai sob a tensão da regra do Gol de Ouro. O empate sem gols persistiu até a prorrogação, quando a primeira equipe a balançar as redes garantiria a classificação imediata.
Aos 114 minutos, Laurent Blanc aproveitou uma cobrança de escanteio e finalizou com frieza, levando o Parc des Princes ao delírio. Foi o primeiro Gol de Ouro da história dos Mundiais. Embora tenha ficado de fora da final após ser expulso por uma cabeçada em Slaven Bilic na semifinal, o zagueiro foi peça fundamental na campanha do título francês.
66. A ascensão meteórica de Salvatore Schillaci em 1990
Salvatore “Toto” Schillaci começou a Copa de 1990 como uma aposta pouco badalada e terminou como o grande protagonista. O atacante da Juventus, que não era presença constante na Itália antes do torneio, aproveitou cada minuto em campo.
Com seis gols marcados, Schillaci superou nomes como Maradona e Matthäus, conquistando a Chuteira de Ouro e a Bola de Ouro. Ele marcou contra Áustria, Tchecoslováquia, Uruguai, Irlanda e Argentina, sendo o motor da campanha italiana até a disputa pelo terceiro lugar.
65. O rompimento de Roy Keane com a Irlanda em 2002
O clima na seleção da Irlanda às vésperas da Copa de 2002 foi marcado pelo conflito entre o capitão Roy Keane e o técnico Mick McCarthy. Insatisfeito com a estrutura de treinamento em Saipan, o meio-campista do Manchester United teceu críticas pesadas à preparação da equipe.
A discussão acalorada resultou no corte de Keane da delegação antes mesmo do início dos jogos. O caso tornou-se um dos episódios mais controversos do futebol internacional, sendo inclusive tema de adaptação cinematográfica. Sem seu principal jogador, a Irlanda foi eliminada pela Espanha nas oitavas de final, nos pênaltis.
64. O domínio de Diego Maradona em 1986
O México foi o cenário da consagração definitiva de Diego Maradona. Na final contra a Alemanha Ocidental, a Argentina abriu 2 a 0, viu os alemães empatarem, mas garantiu o título graças à genialidade do camisa 10.
Aos 84 minutos, Maradona serviu Jorge Burruchaga, que marcou o gol da vitória por 3 a 2. Com cinco gols e cinco assistências ao longo do torneio, o argentino foi o maestro incontestável que conduziu sua nação ao bicampeonato mundial.
63. Just Fontaine e os inalcançáveis 13 gols de 1958
O recorde de Just Fontaine na Copa do Mundo de 1958 permanece como um dos marcos mais impressionantes da história. Em apenas seis partidas disputadas na Suécia, o atacante francês balançou as redes 13 vezes.
Fontaine iniciou sua série com um hat-trick contra o Paraguai, em uma vitória por 7 a 3, e marcou dois gols contra a Iugoslávia. Mesmo com a evolução do futebol moderno e o surgimento de grandes artilheiros, a marca de 13 gols em um único torneio segue sem ser superada.
A história das Copas do Mundo é escrita por momentos que transcendem o esporte, misturando glória, polêmica e superação. Revisitamos fatos marcantes que definiram gerações e alteraram o curso do futebol global.
Just Fontaine e a Chuteira de Ouro recorde
O desempenho de Just Fontaine em 1958 permanece como um marco inalcançável. Após marcar contra a Escócia e anotar dois gols nas quartas de final contra a Irlanda do Norte, o atacante francês não se abateu com a derrota por 5 a 2 para o Brasil. Ele encerrou sua participação com quatro gols na disputa pelo terceiro lugar contra a Alemanha Ocidental, estabelecendo o recorde histórico que lhe garantiu a Chuteira de Ouro.
62: A redenção de David Beckham (2002)
Após ser o vilão da eliminação inglesa em 1998, David Beckham viveu um ciclo de quatro anos sob pressão. Recuperado de uma fratura no metatarso, o capitão teve seu momento de glória na fase de grupos de 2002. Ao converter um pênalti sofrido por Michael Owen contra a Argentina, Beckham selou a vitória por 1 a 0, garantindo a classificação inglesa e contribuindo para a queda precoce dos argentinos.
61: O protesto silencioso do Zaire (1974)
A única participação do Zaire, atual República Democrática do Congo, foi marcada por instabilidade política. Após terem seus bônus confiscados por autoridades, os jogadores sofreram uma goleada de 9 a 0 para a Iugoslávia. Sob ameaças do ditador Mobutu Sese Seko, o zagueiro Mwepu Ilunga protagonizou um ato inusitado contra o Brasil: ao ver uma cobrança de falta, correu para chutar a bola para longe. Anos depois, revelou que o gesto foi um protesto contra o regime, buscando ser expulso pelo árbitro.
60: A cartada estratégica de Tim Krul (2014)
Na Copa de 2014, o técnico Louis van Gaal surpreendeu ao trocar o goleiro Jasper Cillessen por Tim Krul nos instantes finais da prorrogação contra a Costa Rica. A aposta tática provou ser um sucesso absoluto: Krul defendeu as cobranças de Bryan Ruiz e Michael Umana, classificando a Holanda e iniciando uma discussão mundial sobre a preparação psicológica de goleiros reservas para decisões por pênaltis.
59: O adeus dourado de Gerd Müller (1974)
A final de 1974 no Olympiastadion, em Munique, foi o palco onde a Alemanha Ocidental frustrou o Futebol Total holandês. Após o pênalti de Johan Neeskens logo aos 2 minutos e o empate de Paul Breitner aos 15, coube a Gerd Müller decidir o confronto. Seu gol aos 43 minutos garantiu o segundo título mundial aos alemães e marcou a despedida oficial do lendário atacante da seleção.
58: O Jogo do Século (1970)
A semifinal entre Itália e Alemanha Ocidental no México é amplamente reconhecida como o Jogo do Século. Com a Azzurra vencendo por 1 a 0, Karl-Heinz Schnellinger empatou nos acréscimos. A prorrogação foi um espetáculo de resiliência e ataque, com cinco gols marcados em 30 minutos frenéticos, culminando na vitória italiana por 4 a 3.
57: Crise e rebelião na seleção francesa (2010)
A campanha da França na África do Sul foi marcada por um colapso interno. Após a derrota por 2 a 0 para o México, o atacante Nicolas Anelka foi expulso da delegação por insultar o técnico Raymond Domenech. O incidente desencadeou uma greve dos jogadores, que se recusaram a treinar antes da partida final, selando a eliminação precoce da equipe.
56: O sonho interrompido de Neymar (2014)
O Brasil depositava suas esperanças em Neymar para conquistar o título em casa. No entanto, durante as quartas de final contra a Colômbia, uma joelhada de Juan Zúñiga nas costas do craque causou uma fratura em sua vértebra. A imagem do jogador sendo retirado de maca encerrou sua participação no torneio e deixou o país em choque antes da sequência das semifinais.
55: Tensões políticas no gramado (1998)
O duelo entre Irã e Estados Unidos em 1998 ultrapassou as quatro linhas. Sem relações diplomáticas desde 1979, as nações protagonizaram um encontro histórico. Em um gesto de conciliação, os iranianos ofereceram flores aos americanos antes da partida. O Irã venceu por 2 a 1, com gols de Hamid Estili e Mehdi Mahdavikia, em um evento que permanece como um dos mais significativos da história esportiva moderna.
54: A zebra histórica da Coreia do Norte (1966)
Em 1966, a Coreia do Norte protagonizou uma das maiores surpresas da história do futebol. Após uma estreia difícil contra a União Soviética e um empate tardio com o Chile, a equipe asiática enfrentou a Itália. Os italianos, bicampeões mundiais, precisavam apenas de um empate, mas foram surpreendidos pela determinação norte-coreana, que buscava a vitória para avançar na competição.
Momentos que Definiram a História das Copas do Mundo
A trajetória das Copas do Mundo é composta por episódios que transcendem as quatro linhas. De zebras históricas a jogadas de genialidade coletiva, relembramos eventos que moldaram o futebol global.
53: O brilho de Götze no tetracampeonato alemão (2014)
Após uma campanha dominante, incluindo a histórica goleada por 7 a 1 sobre o Brasil, a Alemanha chegou à final de 2014 contra a Argentina. O técnico Joachim Löw apostou em Mario Götze, então com 22 anos, com uma instrução clara: provar que era superior a Lionel Messi.
A aposta rendeu frutos aos 113 minutos de jogo. Após cruzamento de André Schürrle, Götze dominou com precisão e finalizou de voleio, superando o goleiro Sergio Romero. O gol garantiu o quarto título mundial para os alemães e eternizou o atacante do Borussia Dortmund como herói nacional.
52: A comemoração icônica de Marco Tardelli (1982)
A final de 1982 entre Itália e Alemanha Ocidental é lembrada por um gesto de pura emoção. Após marcar o segundo gol da vitória italiana por 3 a 1, com um chute certeiro de longa distância, Marco Tardelli correu em direção à torcida com os braços abertos, o rosto banhado em lágrimas e descrença.
A imagem capturou o ápice do sonho de qualquer jogador de futebol. A cena, que uniu torcedores e atletas em um sentimento de realização absoluta, tornou-se um dos símbolos mais belos e autênticos da história do esporte.
51: A tensão da Batalha de Lusail (2022)
As quartas de final entre Argentina e Holanda, na Copa de 2022, entraram para a história pelo clima hostil. A Argentina vencia por 2 a 0 até os 83 minutos, quando Wout Weghorst marcou dois gols e forçou a prorrogação. Nos pênaltis, os argentinos venceram por 4 a 3, com Lautaro Martínez convertendo a cobrança decisiva.
O duelo foi marcado por indisciplina, resultando em 18 cartões amarelos e a expulsão de Denzel Dumfries. Após o apito final, Lionel Messi e o goleiro Emiliano Martínez criticaram duramente as táticas e as declarações do técnico holandês Louis van Gaal.
50: O gol coletivo perfeito do Brasil (1970)
Na vitória por 4 a 1 sobre a Itália na final de 1970, o Brasil consolidou seu domínio com o que muitos consideram o maior gol coletivo de todos os tempos. A jogada iniciada por Clodoaldo, que superou quatro italianos, passou pelos pés de Rivelino, Jairzinho e Pelé.
Com um passe altruísta, Pelé encontrou o capitão Carlos Alberto Torres, que finalizou com precisão no canto inferior. O lance sintetizou a identidade daquela seleção: técnica refinada, velocidade e alegria em campo.
49: A polêmica colisão entre Schumacher e Battiston (1982)
A semifinal entre Alemanha Ocidental e França ficou marcada por um lance de extrema violência. Harald Schumacher, goleiro alemão, chocou-se violentamente contra Patrick Battiston, atingindo a cabeça do francês com o quadril. Battiston perdeu a consciência e dois dentes, mas o árbitro não marcou falta.
A insensibilidade de Schumacher após o lance gerou revolta, tornando-o, na época, uma das figuras mais impopulares da França. A Alemanha Ocidental acabou vencendo a partida na disputa de pênaltis.
48: As lágrimas de Paul Gascoigne (1990)
A Inglaterra vivia o sonho de chegar a uma final em 1990, mas a derrota nos pênaltis para a Alemanha Ocidental nas semifinais frustrou a nação. O momento de maior comoção foi o cartão amarelo recebido por Paul Gascoigne na prorrogação, que o tiraria da decisão caso a Inglaterra avançasse.
A imagem do craque chorando em campo, consolado pelos companheiros, tornou-se um símbolo da dor esportiva. O episódio elevou Gascoigne ao status de tesouro nacional, em uma partida que também marcou as falhas nas penalidades de Chris Waddle e Stuart Pearce.
47: A histórica zebra de Camarões (1990)
A estreia da Copa de 1990 reservou uma das maiores surpresas do futebol mundial. Camarões, uma seleção pouco cotada, derrotou a Argentina de Diego Maradona, então atual campeã.
O gol da vitória foi marcado por François Omam-Biyick, de cabeça. Mesmo terminando o jogo com nove jogadores devido às expulsões de André Kana-Biyik e Benjamin Massing, os Leões Indomáveis resistiram à pressão argentina e garantiram um resultado que chocou o mundo no estádio San Siro.
46: O início da trajetória de Tshabalala na África do Sul (2010)
O pontapé inicial da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul foi marcado pelo gol de Siphiwe Tshabalala. O lance, que abriu a competição, é lembrado pela precisão do chute e pela celebração inesquecível de todo o elenco sul-africano.
Momentos inesquecíveis: as partidas que definiram a história das Copas do Mundo
A história das Copas do Mundo é escrita por capítulos de superação, polêmicas e genialidade. Relembrar confrontos marcantes é revisitar a própria evolução do esporte, desde a ascensão de lendas até zebras que desafiaram a lógica das apostas.
A estreia da África do Sul em 2010
Em 2010, o mundo voltava seus olhos para a África do Sul, a primeira nação do continente a sediar o mundial. A pressão sobre os Bafana Bafana era imensa, especialmente pelo histórico de nunca terem superado a fase de grupos. No entanto, o Soccer City explodiu em euforia quando Siphiwe Tshabalala, após receber passe de Kagisho Dikgacoi, acertou um chute indefensável no ângulo.
Embora tenham empatado com o México e sofrido uma dura derrota por 3 a 0 para o Uruguai, a vitória sobre a França não foi suficiente. A seleção anfitriã acabou eliminada na primeira fase pelo saldo de gols, um desfecho amargo para um início tão promissor.
45. Arábia Saudita choca a Argentina (2022)
O Catar foi palco de uma das maiores surpresas da história moderna do futebol. Na estreia do Grupo D, a Argentina de Lionel Messi parecia caminhar para uma vitória tranquila após gol de pênalti do craque logo aos 10 minutos. Contudo, a Arábia Saudita reagiu no segundo tempo. Saleh Al-Shehri empatou e, cinco minutos depois, Salem Al-Dawsari anotou um golaço de longa distância, garantindo a vitória histórica dos Falcões Verdes.
44. Itália supera a anfitriã Alemanha (2006)
Em uma semifinal eletrizante, Itália e Alemanha protagonizaram um duelo de alto nível técnico. Após um 0 a 0 intenso no tempo regulamentar, com direito a bolas na trave de Gilardino e Zambrotta, a decisão parecia caminhar para os pênaltis. Foi então que, nos minutos finais da prorrogação, Fabio Grosso e Alessandro del Piero marcaram, selando a classificação italiana contra o país-sede.
43. O nascimento da lenda: Pelé em 1958
A Copa de 1958 apresentou ao mundo o maior talento de todos os tempos. Aos 17 anos e 244 dias, Pelé comandou o Brasil na semifinal contra a França ao marcar um hat-trick no segundo tempo. O terceiro gol, um voleio espetacular, não apenas confirmou a vaga na final contra a Suécia, mas também estabeleceu o recorde de jogador mais jovem a anotar três gols em uma única partida de mundial.
42. O show de Cristiano Ronaldo em 2018
Portugal e Espanha empataram em 3 a 3 em um dos jogos mais emocionantes da fase de grupos de 2018. Cristiano Ronaldo foi o protagonista absoluto, marcando os três gols portugueses. O tento final, uma cobrança de falta magistral aos 88 minutos, não apenas garantiu o ponto para sua seleção, mas fez dele o jogador mais velho a registrar um hat-trick em Mundiais.
41. A Batalha de Nuremberg (2006)
O confronto entre Portugal e Holanda nas oitavas de final de 2006 ficou marcado pela indisciplina. Com o único gol anotado por Maniche, o jogo entrou para a história pela arbitragem de Valentin Ivanov, que distribuiu 16 cartões amarelos e quatro vermelhos. A partida foi marcada por lances ríspidos, incluindo a lesão de Cristiano Ronaldo e a expulsão de nomes como Costinha, Deco e Giovanni van Bronckhorst.
40. A polêmica classificação sul-coreana (2002)
Como coanfitriã, a Coreia do Sul avançou às quartas de final após eliminar a Itália em um duelo cercado de controvérsias. O árbitro Byron Moreno foi amplamente criticado por decisões como a expulsão de Francesco Totti e a anulação de um gol de Damiano Tommasi na prorrogação. O desfecho veio com o gol de cabeça de Ahn Jung-Hwan, que superou Paolo Maldini e Gianluigi Buffon.
39. Marrocos faz história (2022)
Em 2022, o Marrocos tornou-se a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Copa do Mundo. Após despachar a Espanha, os marroquinos eliminaram Portugal nas quartas de final com um gol de cabeça de Youssef En-Nesyri. A solidez defensiva, liderada pelo goleiro Yassine Bounou, foi o diferencial para segurar a vantagem até o apito final.
38. O gol fantasma de Lampard (2010)
O clássico entre Inglaterra e Alemanha nas oitavas de final de 2010 ficou marcado por um erro grave de arbitragem. Após a Alemanha abrir 2 a 0 com Klose e Podolski, Matthew Upson diminuiu o placar para os ingleses. Pouco depois, Frank Lampard finalizou com um chute que tocou no travessão e ultrapassou claramente a linha do gol, mas o tento não foi validado, prejudicando a tentativa de reação da equipe inglesa.
Momentos inesquecíveis: 8 episódios que definiram a história das Copas do Mundo
A história das Copas do Mundo é feita de lances polêmicos, zebras históricas e reviravoltas que permanecem vivas na memória dos fãs de futebol. Relembramos aqui alguns dos capítulos mais marcantes que ajudaram a construir o folclore do maior torneio esportivo do planeta.
A falha da tecnologia e o gol fantasma (2010)
Durante o confronto entre Inglaterra e Alemanha, Frank Lampard disparou um chute que encobriu o goleiro Manuel Neuer. A bola tocou o travessão, quicou claramente dentro da meta e voltou para as mãos do arqueiro. Embora o gol fosse evidente para todos, a ausência de tecnologia na linha de gol na época impediu que o tento fosse validado. A Inglaterra perdeu o ímpeto e a Alemanha sacramentou a vitória por 4 a 1.
Senegal choca o mundo (2002)
O torneio de 2002 teve um início avassalador com a vitória da estreante Senegal sobre a atual campeã, França. Mesmo sem Zinedine Zidane, os franceses contavam com estrelas como Thierry Henry e Patrick Vieira. O gol de Papa Bouba Diop, após assistência de El Hadji Diouf, definiu o placar. A comemoração ao redor da camisa estendida no gramado tornou-se icônica, enquanto a França amargou a lanterna do grupo e uma eliminação precoce.
O faro de Pickles salva o troféu (1966)
Meses antes da Copa na Inglaterra, a taça Jules Rimet foi roubada de uma exposição no Central Hall, em Westminster. Os ladrões chegaram a exigir 15 mil libras como resgate. Dias depois, um cachorro chamado Pickles encontrou o troféu embrulhado em jornais sob uma árvore, durante um passeio com seu dono, Dave Corbett. O achado histórico rendeu fama ao cão, que chegou a estrelar produções cinematográficas.
O renascimento de Paolo Rossi (1982)
Paolo Rossi chegou à Copa de 1982 sob forte desconfiança, após cumprir dois anos de suspensão por envolvimento em escândalos de manipulação. Contudo, o técnico Enzo Bearzot manteve sua aposta. Contra o Brasil, que precisava apenas de um empate para avançar, Rossi brilhou com um hat-trick inesquecível. Com gols precisos, ele eliminou a Seleção Brasileira e conduziu a Itália ao título, terminando o torneio como artilheiro.
A entrada violenta de De Jong (2010)
A final entre Espanha e Holanda foi marcada por uma tensão extrema e um recorde de indisciplina. O árbitro Howard Webb distribuiu 14 cartões amarelos, mas causou polêmica ao punir Nigel de Jong apenas com um amarelo após uma entrada desleal no peito de Xabi Alonso. A Espanha superou a agressividade holandesa e conquistou o título na prorrogação com um gol de Andrés Iniesta.
A mancha de Gijón (1982)
O duelo entre Alemanha Ocidental e Áustria ficou conhecido como a Vergonha de Gijón. Sabendo que uma vitória alemã por apenas um ou dois gols classificaria ambos e eliminaria a Argélia, os times praticamente pararam de jogar no segundo tempo. A falta de combatividade foi tão evidente que um torcedor alemão chegou a queimar a bandeira de seu próprio país em protesto. O episódio forçou a FIFA a determinar que todos os jogos finais de grupos fossem realizados simultaneamente a partir de 1986.
O Milagre de Berna (1954)
Considerada a melhor seleção de todos os tempos, a Hungria de Ferenc Puskás parecia imbatível após golear a Alemanha Ocidental por 8 a 3 na primeira fase. No entanto, a final reservou uma surpresa: os alemães reverteram um placar de 2 a 0 para vencer por 3 a 2. O resultado, batizado de Milagre de Berna, impulsionou o futebol alemão e marcou o início do declínio da lendária equipe húngara.
O Uruguai e a glória inaugural (1930)
A primeira Copa da história contou com apenas 13 seleções. O Uruguai, que já dominava o cenário olímpico, foi o anfitrião e confirmou o favoritismo. Após golear a Iugoslávia na semifinal, a Celeste superou a Argentina por 4 a 2 no Estádio Centenário, em Montevidéu, conquistando o título mundial pela primeira vez.
O descontrole de Beckham (1998)
A carreira de David Beckham foi marcada por um momento de instabilidade emocional durante a Copa de 1998. Ao reagir a uma provocação do argentino Diego Simeone com um chute, o meio-campista inglês foi expulso. O cartão vermelho gerou uma onda de críticas que levou anos para ser superada pelo jogador junto aos torcedores ingleses.
A história das Copas do Mundo é escrita tanto por lances de genialidade quanto por episódios que desafiam a lógica e a diplomacia. Relembrar esses momentos é revisitar a própria evolução do futebol como um fenômeno cultural global.
O cartão vermelho de Beckham (1998)
O embate entre Inglaterra e Argentina nas oitavas de final de 1998 atingiu o ápice da tensão quando David Beckham, caído após uma falta de Diego Simeone, reagiu com um chute contra o adversário. A queda teatral de Simeone convenceu o árbitro Kim Nielsen a expulsar o inglês. Com um jogador a menos, a Inglaterra resistiu até ser eliminada nos pênaltis. Beckham tornou-se um vilão nacional, sofrendo vaias em todo o país até que suas atuações pelo Manchester United e pela seleção inglesa reconstruíssem sua imagem.
A ascensão de James Rodríguez (2014)
Desconhecido por muitos antes do Mundial no Brasil, o colombiano James Rodríguez encerrou a competição como um dos nomes mais valiosos do planeta. Seu voleio perfeito contra o Uruguai, nas oitavas de final, após dominar no peito e girar, tornou-se o gol do torneio e arrancou aplausos até dos rivais. Autor de seis gols em cinco jogos, James garantiu a Chuteira de Ouro e, pouco tempo depois, foi contratado pelo Real Madrid por 63 milhões de libras.
O conflito entre Rijkaard e Voller (1990)
A rivalidade entre Alemanha Ocidental e Holanda atingiu níveis inaceitáveis em 1990, quando Frank Rijkaard e Rudi Voller foram expulsos após um incidente lamentável. Irritado com um cartão amarelo, Rijkaard cuspiu no cabelo de Voller. O clima esquentou após uma confusão envolvendo o goleiro Hans van Breukelen, resultando na expulsão de ambos. O episódio, que incluiu uma nova cusparada na saída de campo, terminou de forma curiosa: anos depois, os dois estrelaram uma campanha publicitária de manteiga, doando os lucros para caridade.
O pênalti cinematográfico de Diana Ross (1994)
A cerimônia de abertura da Copa de 1994, nos Estados Unidos, é lembrada por um erro cômico. Após Oprah Winfrey sofrer uma queda, a cantora Diana Ross assumiu o protagonismo em um pênalti encenado. O chute passou longe do alvo, mas a trave quebrou logo em seguida, criando uma cena digna de comédia que entrou para o folclore do torneio.
O choque do Maracanazo (1950)
O Brasil entrou na final de 1950 no Maracanã como amplo favorito, após goleadas sobre Espanha e Suécia. O prefeito do Rio de Janeiro chegou a saudar os jogadores como campeões antes mesmo do apito inicial. Contudo, o Uruguai, que superou a Bolívia e empatou com a Espanha para chegar à decisão, surpreendeu o país ao vencer por 2 a 1 diante de 170 mil torcedores, protagonizando a maior decepção da história do futebol brasileiro.
A comemoração de Bebeto (1994)
Durante a Copa de 1994, o atacante Bebeto viveu a expectativa do nascimento de seu filho. Ao marcar um gol contra a Holanda nas quartas de final, ele celebrou ao lado de Romário e Mazinho com o gesto de embalar um bebê, uma das imagens mais icônicas daquela campanha que culminou na vaga às semifinais com uma vitória por 3 a 2.
A polêmica de Ronaldo e Rooney (2006)
Nas quartas de final entre Inglaterra e Portugal, a relação entre os colegas de Manchester United, Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney, foi testada. Após uma disputa em que Rooney pisou em Ricardo Carvalho, Ronaldo liderou as reclamações que levaram à expulsão do inglês. O momento ficou marcado pela piscadela de Ronaldo para o banco português após o cartão vermelho. Ele ainda converteu o pênalti decisivo, eliminando a Inglaterra e assumindo o papel de vilão perante o público britânico.
A genialidade de Bergkamp (1998)
Nas quartas de final de 1998, a Holanda eliminou a Argentina com um lance de rara categoria. Frank de Boer lançou a bola longa, que Dennis Bergkamp dominou com maestria, driblou Roberto Ayala e finalizou no canto oposto. O gol, marcado a poucos segundos do fim, imortalizou o atacante, que ficou conhecido por evitar viagens de avião durante o torneio, preferindo deslocar-se por terra e mar.
O mistério de Ronaldo na final de 1998
A decisão entre Brasil e França foi cercada por um clima de incerteza. Ronaldo Nazário, o melhor jogador do mundo à época, foi retirado da escalação inicial e depois reintegrado minutos antes do jogo. Relatos apontaram uma crise convulsiva do atacante no hotel da equipe. Apesar da investigação posterior que inocentou a CBF de irregularidades, o craque não apresentou seu futebol habitual, e a Seleção Brasileira acabou superada pelos franceses.
21. O voo de Van Persie e a goleada histórica da Holanda (2014)
A Espanha chegou ao Brasil em 2014 como a seleção a ser batida. Em pleno auge de sua era de ouro, a equipe ostentava a conquista de dois Campeonatos Europeus e o título mundial de 2010. Por isso, o atropelo de 5 a 1 sofrido diante da Holanda na estreia chocou o mundo do futebol.
O momento que definiu a virada holandesa foi o cabeceio acrobático de Robin van Persie. Aproveitando um lançamento longo de Arjen Robben, o atacante se projetou no ar e encobriu o lendário goleiro Iker Casillas com precisão cirúrgica. A goleada decretou o fim da hegemonia espanhola, eliminada ainda na fase de grupos, enquanto o lance de Van Persie se eternizou como um dos registros mais icônicos daquela edição.
20. Gordon Banks e a defesa impossível contra Pelé (1970)
Em uma fração de segundo durante o duelo entre Inglaterra e Brasil, na fase de grupos de 1970, o mundo parou em Guadalajara. Após um cruzamento preciso de Jairzinho, Pelé cabeceou a bola com força rumo ao canto inferior, em um movimento que parecia destinado ao gol.
O goleiro inglês Gordon Banks, em uma demonstração de reflexo sobre-humano, saltou e desviou a bola por cima da trave. O lance foi tão impressionante que o próprio Pelé descreveu o feito como a melhor defesa que já presenciou em toda a sua trajetória no esporte.
19. A redenção de Ronaldo e o pentacampeonato do Brasil (2002)
Após os traumas de 1998 e uma sequência de lesões graves no joelho que ameaçaram sua carreira, Ronaldo Fenômeno protagonizou um retorno triunfal na Copa de 2002, realizada no Japão e na Coreia do Sul. O atacante foi o grande nome da conquista do quinto título mundial brasileiro.
Com oito gols marcados, o craque garantiu a Chuteira de Ouro e coroou sua atuação na final contra a Alemanha, marcando os dois gols que devolveram o Brasil ao topo do futebol global.
18. Mbappé, o prodígio que guiou a França ao bicampeonato (2018)
Kylian Mbappé provou ser o novo fenômeno do futebol mundial durante a Copa da Rússia em 2018. Com apenas 19 anos, o atacante foi o motor que levou os Bleus à sua segunda estrela.
Além de marcar contra o Peru na fase inicial, ele foi decisivo ao anotar dois gols e sofrer um pênalti na vitória sobre a Argentina de Lionel Messi nas oitavas de final. Na final, Mbappé fechou o placar de 4 a 2 contra a Croácia, tornando-se o segundo jogador mais jovem a balançar as redes em uma final de Copa, ficando atrás apenas de Pelé.
17. O gol de Iniesta que deu o primeiro título à Espanha (2010)
Confirmando o favoritismo, a Espanha conquistou seu primeiro título mundial masculino em 2010. Em uma final tensa contra a Holanda, o destino da taça foi decidido apenas na prorrogação, quando Andrés Iniesta aproveitou o passe de Cesc Fàbregas.
O voleio certeiro superou o goleiro Maarten Stekelenburg, selando o 1 a 0 no Soccer City. Com a expulsão de John Heitinga, a Holanda não teve forças para reagir, consolidando o momento histórico para o futebol espanhol.
16. O lance polêmico de Ronaldinho contra a Inglaterra (2002)
A eliminação da Inglaterra na Copa de 2002 foi definida por um momento de genialidade – ou sorte – de Ronaldinho Gaúcho. Em uma falta distante, a cerca de 35 metros do gol de David Seaman, o brasileiro surpreendeu a todos ao optar pelo chute direto em vez do cruzamento.
A bola encobriu o goleiro inglês, garantindo a vitória brasileira mesmo após a expulsão de Ronaldinho na segunda etapa. Posteriormente, o craque admitiu que, embora quisesse marcar, a trajetória exata da bola foi uma feliz coincidência.
15. A invenção do drible de Cruyff (1974)
Durante a Copa de 1974, o holandês Johan Cruyff apresentou ao mundo um movimento que se tornaria um fundamento básico do futebol moderno: o giro que leva seu nome. No confronto contra a Suécia, ele fintou o marcador Jan Olsson ao fingir um passe e puxar a bola na direção oposta, criando espaço imediato para a jogada.
14. A consagração de Zidane na final de 1998 (1998)
Zinedine Zidane teve uma campanha discreta em 1998, marcada por uma expulsão contra a Arábia Saudita. No entanto, o meio-campista brilhou no momento mais importante: a final contra o Brasil.
Com dois gols de cabeça, ambos originados de escanteios, ele liderou a França à conquista do título diante de sua torcida. Após o gol de Emmanuel Petit nos acréscimos, a festa tomou conta de Paris, e o rosto de Zidane foi projetado no Arco do Triunfo, imortalizando-o como um dos maiores jogadores de sua geração.
13. A tragédia de Andrés Escobar (1994)
A Colômbia de 1994, liderada por nomes como Valderrama e Asprilla, carregava grandes expectativas. Contudo, o sonho desmoronou após uma derrota por 2 a 1 para os Estados Unidos, com um gol contra marcado pelo zagueiro Andrés Escobar.
A eliminação precoce teve um desfecho trágico: após retornar à Colômbia, Escobar foi assassinado a tiros em Medellín, um crime que chocou o mundo e foi associado a represálias de apostadores ligados ao cartel local.
12. O hat-trick de Hurst e a polêmica final de 1966 (1966)
Em um dia memorável no estádio de Wembley, a Inglaterra conquistou seu único título mundial até hoje. Em uma final marcada por polêmicas, Geoff Hurst brilhou ao anotar três gols, garantindo a vitória inglesa e consolidando um capítulo inesquecível na história do esporte britânico.
A história das Copas do Mundo é escrita tanto por momentos de genialidade técnica quanto por episódios controversos que desafiam a lógica e a esportividade. De viradas épicas a comportamentos inexplicáveis, relembre fatos que definiram o legado do maior torneio de futebol do planeta.
O hat-trick de Geoff Hurst na final de 1966
Após um empate em 2 a 2 no tempo regulamentar contra a Alemanha Ocidental, a final da Copa de 1966 reservou um capítulo lendário para Geoff Hurst. O inglês marcou aos 11 minutos da prorrogação, em um lance polêmico onde a bola tocou a trave e quicou sobre a linha. Embora os alemães contestem o gol até hoje, o bandeirinha validou o tento. Hurst ainda selou a vitória inglesa com seu terceiro gol na partida, tornando-se o primeiro jogador a anotar um hat-trick em uma decisão de Copa do Mundo, garantindo o único título da Inglaterra até o momento.
Luis Suárez e a mordida em Chiellini (2014)
O histórico de indisciplina de Luis Suárez atingiu seu ápice na Copa de 2014. Durante o confronto decisivo da fase de grupos entre Uruguai e Itália, o atacante cravou os dentes no ombro de Giorgio Chiellini. Embora o árbitro não tenha visto a agressão no momento, a FIFA analisou as imagens posteriormente e aplicou uma suspensão de quatro meses, a mais severa já registrada para tal infração. O Uruguai, que venceu o jogo por 1 a 0, acabou eliminado nas oitavas de final sem seu principal jogador.
A euforia de Maradona antes do doping (1994)
Diego Maradona protagonizou uma cena inesquecível na Copa de 1994. Após marcar um gol brilhante contra a Grécia, o craque correu freneticamente em direção a uma câmera de transmissão, gritando com uma expressão de descontrole. A cena foi um prelúdio para o fim de sua trajetória no torneio: logo após a partida, o argentino testou positivo para efedrina e foi excluído da competição por doping.
O bloqueio de Suárez contra Gana (2010)
Nas quartas de final de 2010, Luis Suárez protagonizou um dos atos mais antidesportivos da história. Nos acréscimos, ele evitou um gol certo de Gana ao espalmar a bola na linha com as mãos. Expulso de campo, Suárez celebrou no túnel de acesso quando Asamoah Gyan desperdiçou o pênalti resultante. O Uruguai avançou nas penalidades, com Suárez declarando, posteriormente, ter feito a defesa do torneio.
Roger Milla e a dança que encantou o mundo (1990)
Aos 38 anos, o camaronês Roger Milla saiu da aposentadoria para se tornar a grande estrela da Copa de 1990. Com quatro gols marcados, ele conquistou o público ao comemorar suas jogadas junto à bandeira de escanteio com uma dança icônica. Camarões alcançou as quartas de final, e Milla ainda estabeleceria, em 1994, o recorde de jogador mais velho a marcar em um Mundial, aos 42 anos.
O trauma do 7 a 1 no Mineirão (2014)
O dia 8 de julho de 2014 entrou para a história do futebol como o maior pesadelo da Seleção Brasileira. Sem Neymar e Thiago Silva, o Brasil foi impiedosamente goleado pela Alemanha por 7 a 1 nas semifinais. Thomas Müller, Miroslav Klose, Toni Kroos (duas vezes), Sami Khedira e André Schürrle (duas vezes) construíram o placar que silenciou o Mineirão e deixou o país em choque, marcando uma ferida profunda no futebol nacional.
O pênalti desperdiçado por Roberto Baggio (1994)
Apontado como o melhor jogador do mundo em 1994, Roberto Baggio conduziu a Itália à final contra o Brasil. Após um 0 a 0 persistente, a decisão foi para as penalidades. Com a responsabilidade de converter o quinto pênalti para manter a Itália viva, o craque mandou a bola por cima do travessão. A imagem de Baggio paralisado no gramado tornou-se o símbolo da derrota italiana e do título brasileiro.
Pelé e o nascimento de um mito (1958)
A Copa de 1958 foi o palco onde Pelé se apresentou ao mundo. Com apenas 17 anos, o jovem atacante foi decisivo na conquista do primeiro título brasileiro. Na final contra a Suécia, marcou dois gols: um voleio plástico após encobrir o zagueiro e um cabeceio preciso. Até hoje, este permanece como o único título mundial conquistado por uma seleção sul-americana em solo europeu.
O Gol do Século de Maradona (1986)
Pouco depois de marcar o polêmico gol de mão contra a Inglaterra, Diego Maradona redimiu sua imagem com uma obra-prima nas quartas de final de 1986. Ele percorreu 60 metros de campo em 11 segundos, driblando cinco adversários ingleses — incluindo o goleiro Peter Shilton — antes de balançar as redes. O feito foi eleito pela FIFA como o Gol do Século, consolidando o status de gênio do jogador argentino.
A cabeçada de Zidane (2006)
A final da Copa de 2006, entre França e Itália, ficou marcada pelo desfecho melancólico de Zinedine Zidane. Em seu último jogo como profissional, o craque francês reagiu a provocações de Marco Materazzi e desferiu uma cabeçada no peito do zagueiro italiano. O árbitro expulsou Zidane, que viu do vestiário a Itália conquistar o título mundial nos pênaltis.
Momentos inesquecíveis que definiram a história das Copas do Mundo
A história das Copas do Mundo é escrita por lances que transcendem o esporte, transformando partidas em capítulos épicos. Relembrar esses episódios é revisitar a própria essência do futebol, onde a genialidade e a controvérsia caminham lado a lado.
O desfecho dramático de Zinedine Zidane em 2006
Zinedine Zidane consolidou seu nome como um dos maiores gênios da história do futebol, mas sua despedida dos gramados em 2006 permanece como um dos episódios mais controversos do esporte. Durante a prorrogação da final contra a Itália, o craque francês protagonizou uma cena inesperada.
Após uma breve interação com o zagueiro Marco Materazzi, Zidane desferiu uma cabeçada no peito do italiano, o que resultou em sua expulsão imediata. O contexto do atrito foi revelado posteriormente pelo próprio Materazzi, que admitiu ter provocado o adversário ao recusar uma oferta de camisa com um comentário ácido sobre a irmã do francês. Enquanto a França perdia seu principal jogador, a Itália seguiu firme para conquistar o título na disputa de pênaltis, deixando a imagem de Zidane caminhando cabisbaixo ao lado da taça como um símbolo de frustração.
Lionel Messi e a consagração na final de 2022
O confronto entre Argentina e França na final de 2022, no Catar, é frequentemente citado como a partida mais emocionante já realizada em um Mundial. O duelo colocou frente a frente duas potências lideradas por Lionel Messi e Kylian Mbappé, em uma troca de forças constante.
A Argentina dominou grande parte do confronto, abrindo 2 a 0 com gols de Messi e Ángel Di María. No entanto, a resiliência francesa apareceu nos dez minutos finais, quando Mbappé converteu um pênalti e empatou a partida um minuto depois. Na prorrogação, o roteiro seguiu frenético: Messi voltou a colocar os argentinos à frente, mas Mbappé completou seu hat-trick com outro pênalti, levando a decisão para as penalidades. Com o erro de Kingsley Coman e Aurélien Tchouameni, a Argentina garantiu o título, selando o legado definitivo de Messi no futebol mundial.
A genialidade e a polêmica da Mão de Deus em 1986
Nenhum lance na história das Copas possui tanta carga simbólica quanto o gol de Diego Maradona nas quartas de final de 1986, contra a Inglaterra. Em um cenário político ainda tenso devido à Guerra das Malvinas, o camisa 10 argentino decidiu o destino do jogo com um golpe de audácia.
No segundo tempo, Maradona saltou e utilizou a mão esquerda, escondida atrás da cabeça, para desviar a bola para as redes, enganando o árbitro Ali Bin Nasser. O gol foi validado e gerou revolta imediata nos ingleses. Posteriormente, o jogador descreveu o feito de forma lendária, afirmando que o lance foi uma mistura entre a cabeça de Maradona e a mão de Deus. O triunfo argentino naquele dia não apenas eliminou a Inglaterra, mas também pavimentou o caminho para a conquista do título mundial daquela edição.



