Pesquisa aponta que 46% dos brasileiros avaliam trabalho do STF como negativo

Crédito da imagem: Ilustração

Pesquisa aponta que 46% dos brasileiros avaliam atuação do STF como ruim ou péssima

Levantamento realizado pelo portal Poder360 entre os dias 30 de maio e 1º de junho revela que a percepção negativa sobre o trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda é predominante no país. Atualmente, 46% dos entrevistados classificam o desempenho da Corte como ruim ou péssimo. Embora o índice apresente uma queda de seis pontos porcentuais em comparação à sondagem anterior, que registrou 52% de desaprovação, o patamar atual mantém o tribunal sob um cenário de alta rejeição.

Em contrapartida, a avaliação positiva sobre o órgão apresentou um crescimento de seis pontos porcentuais no mesmo período de dois meses, alcançando 15% das menções como boa ou ótima. O grupo que define a atuação dos magistrados como regular soma 27%, enquanto 12% dos consultados não souberam ou não quiseram responder ao questionamento.

Os números indicam que a taxa de desaprovação ao STF ainda supera em três vezes o índice de aprovação. Esse cenário reflete a crescente exposição da Corte, que assumiu um papel central em diversos impasses políticos e institucionais recentes. Entre os temas que geram maior debate público estão as decisões ligadas ao inquérito das fake news, as determinações para remoção de conteúdos em redes sociais, o bloqueio de perfis e as investigações que atingem comunicadores e influenciadores digitais vinculados ao campo da direita.

Tensões institucionais e relação com o Congresso

O Supremo Tribunal Federal também lida com um ambiente de atrito constante com o Congresso Nacional. A pauta legislativa tem sido marcada por propostas que visam restringir decisões monocráticas de ministros, além da tramitação recorrente de pedidos de impeachment contra membros da Corte, o que eleva o escrutínio sobre o Judiciário.

Dentro do próprio tribunal, o debate sobre a implementação de um código de ética para os magistrados permanece em pauta. A iniciativa conta com o apoio do presidente do STF, Edson Fachin, mas enfrenta divergências internas que impedem o avanço da medida. Analistas do setor político interpretam a proposta como uma reação do tribunal às pressões externas por maior transparência e regulação de conduta.

Detalhes da metodologia

A pesquisa ouviu um total de 2.500 pessoas, com idade igual ou superior a 16 anos, distribuídas em 166 municípios de todos os 26 Estados e do Distrito Federal. As entrevistas foram conduzidas por telefone. O levantamento possui margem de erro de dois pontos porcentuais e o nível de confiança é de 95%.

Fonte: Revista Oeste