Psol rechaça Erika Hilton e aponta R$ 2,3 mi para campanha

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Dirigentes do Psol reagiram às acusações da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), que questionou a alocação de recursos para as eleições de 2026. Conforme informado por membros da legenda, a parlamentar teria acesso a até R$ 2,3 milhões do fundo eleitoral para sua campanha de reeleição à Câmara dos Deputados, valor que seria o maior destinado a candidatos proporcionais do partido.

Críticas internas geram tensão

A manifestação ocorreu após Erika Hilton acusar a direção nacional do Psol de descumprir acordos previamente estabelecidos, alegando que outros candidatos receberiam prioridade na divisão dos recursos. Na terça-feira (23), a parlamentar compartilhou uma publicação nas redes sociais em que expressou “chocada e decepcionada” com a condução das negociações dentro da legenda.

Ela destacou que dirigentes do partido teriam desrespeitado compromissos assumidos com seu grupo político. Em sua postagem, Erika questionou a igualdade de tratamento entre candidatos e citou exemplos como Manuela D’Ávila, recém-chegada ao Psol, que teria previsão de recebimento superior ao dobro do valor destinado a ela.

Simplesmente chocada e decepcionada.
Pra mim, vocês sabem, a política real se faz nas ruas, nas redes, com transparência, papo reto e propósito. Não se faz escondendo os problemas debaixo do tapete ou com tentativas de sabotagem.
Eu e muitas lideranças decidimos ficar no…

— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) June 23, 2026

Erika também vinculou a situação ao que chamou de “privilégio” concedido a candidatos identificados como “cis e brancos”, destacando sua condição de mulher trans.

Legenda defende alocação dos recursos

Representantes do Psol rejeitaram as críticas da deputada, afirmando que o valor reservado para a campanha de Erika é essencial para garantir sua competitividade eleitoral e reforçar seu papel estratégico no partido. A controvérsia revela discordâncias internas sobre a estratégia do Psol para as eleições de 2026.

Erika Hilton pertence à corrente Revolução Solidária, que também inclui o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. A decisão final sobre a distribuição dos recursos ainda depende de análise pela executiva nacional do partido.

O Psol é um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional. As negociações internas continuam, com impactos potenciais na coesão da legenda antes das eleições.

Com informações da Revista Oeste