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Febre Viking: Noruega contagia Parlamento e torcedores na Copa do Mundo
O retorno da Noruega aos gramados de um Mundial após 28 anos de ausência não poderia ter sido mais impactante. Com uma estreia avassaladora de 4 a 1 sobre o Iraque, a seleção nórdica não apenas empolgou dentro das quatro linhas, mas também deu início a um fenômeno cultural que atravessa fronteiras e chega até as esferas políticas do país.
O grande símbolo dessa campanha é a chamada remada viking. A coreografia, que simula o movimento dos remadores em antigas embarcações nórdicas, tornou-se o cartão de visitas da torcida. O gesto, que remete a uma tradição esportiva local, ganhou força no Estádio de Boston, onde o craque Erling Haaland brilhou com dois gols na última terça-feira.
Da escada rolante ao plenário
A empolgação dos torcedores noruegueses em Massachusetts, nos Estados Unidos, foi levada a um nível criativo. Na South Station de Boston, um grupo de apoiadores transformou uma escada rolante em movimento em um barco improvisado, sentando-se em fila e sincronizando o gesto de remada, criando uma ilusão visual que viralizou rapidamente.
O entusiasmo chegou ao coração do poder na Noruega. Nesta quinta-feira, o presidente do Parlamento, Masud Gharahkhani, surpreendeu ao interromper as atividades legislativas em Oslo. Em um gesto de apoio inusitado, diversos deputados sentaram-se no chão do plenário para reproduzir a coreografia viking, demonstrando que o espírito da Copa uniu o país inteiro.
Marketing e tradição
Antes mesmo do início da competição, a Federação Norueguesa já havia apostado na identidade viking. Um ensaio fotográfico assinado pelo renomado fotógrafo David Yarrow, realizado em um fiorde próximo a Oslo, retratou Haaland e seus 25 companheiros de equipe utilizando escudos, armaduras e machados, com barcos de madeira reais ao fundo.
O projeto tem um viés beneficente e comercial robusto. Com a venda de 250 cópias das fotografias, a expectativa é arrecadar cerca de 39 milhões de coroas norueguesas, o equivalente a aproximadamente R$ 21,3 milhões. As peças estão sendo comercializadas com preços que variam entre 100 mil coroas (cerca de R$ 54 mil) e 375 mil coroas (aproximadamente R$ 205 mil), dependendo do formato da impressão.
Próximos passos
Líder do Grupo I, a Noruega agora se prepara para o próximo desafio. A seleção volta a campo na segunda-feira, às 21h (horário de Brasília), para enfrentar o Senegal no Estádio de New York/New Jersey. Resta saber se o elenco comandado por Haaland conseguirá manter o desempenho e se a torcida terá novos motivos para exibir sua remada viking em solo americano.
A participação em 2026 marca o reencontro da Noruega com o maior torneio de seleções do planeta. A última vez que o país esteve presente na Copa do Mundo foi na edição de 1998, realizada na França.



