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Em entrevista ao Poder360, a ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), sugeriu que o senador Jaques Wagner (PT-BA) deve renunciar à liderança do governo no Senado Federal. Para a pré-candidata à presidência pelo Estado de São Paulo, a decisão é necessária para evitar “exposição do próprio governo”.
“Ele já deveria ter entregue o cargo”, afirmou Tebet em declarações registradas durante a conversa. “Como advogada, ressalto que todos têm direito à ampla defesa e ao contraditório. No entanto, como líder do governo, ele deve pedir o afastamento para proteger o grupo político, permitindo que se dedique à sua defesa e aos movimentos considerados relevantes.”
Wagner foi investigado na 9ª fase da Operação Compliance Zero, desencadeada pela Polícia Federal em 18 de junho. A ação apura irregularidades em instituições financeiras, incluindo o Banco Master.
A ex-ministra defendeu a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Banco Master para assegurar transparência no Congresso Nacional. “O poder público deve ser transparente, pois o verdadeiro dono do poder é o povo”, destacou. “Quando se trata de um escândalo como este, que envolve a corrupção no sistema financeiro nacional, é essencial que o Parlamento investigue de forma independente.”
Situação de Jaques Wagner
Apesar das críticas, Wagner garante que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem interesse em mantê-lo na liderança do governo no Senado. O senador negou qualquer ligação comercial com o Banco Master ou com a Credcesta, empresa ligada ao PT na Bahia.
Wagner admitiu, porém, que negociou um apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. O imóvel está entre os itens investigados pela PF. Segundo o senador, houve uma proposta inicial de compra e recompra do imóvel.
Com informações da Revista Oeste



