TIDAL impede monetização de música com IA na plataforma

TIDAL impede monetização de música com IA na plataforma

Crédito da imagem: TechCrunch

TIDAL implementa nova política contra música gerada por IA no streaming

A plataforma de streaming TIDAL anunciou recentemente uma série de medidas para conter a expansão da música totalmente gerada por inteligência artificial em seu serviço. A iniciativa inclui a concessão de contribuições para composições 100% criadas por algoritmos, além do uso de ferramentas automatizadas para identificar e remover conteúdos que imitam artistas ou grupos.

Nas declarações oficiais, Tony Gervino, vice-presidente executivo e editor-chefe da TIDAL, destacou que a nova regra busca proteger a criatividade humana. “Nossa prioridade é garantir que os artistas possam se conectar com seus fãs sem competição desleal”, afirmou em um comunicado publicado no site oficial.

Gervino ressaltou que a política não visa inibir avanços tecnológicos, mas sim equilibrar o uso da IA ​​com a valorização do trabalho artístico. Segundo a empresa, músicas estratégicas como 100% geradas por IA recebem um selo “AI” visível para os ouvintes. Essas faixas apresentam restauração de qualquer forma de monetização, direitos autorais e vendas diretas aos fãs.

A iniciativa da TIDAL se alinha com ações de outras plataformas de streaming. O Spotify, por exemplo, revisou suas políticas em 2025 para rotular músicas geradas por IA e reduzir conteúdo indesejado. Já o Apple Music desenvolveu um sistema de etiquetas semelhantes. O Deezer, que estima que 44% das músicas novas submetidas diariamente sejam de IA, aplicou restrições mais específicas: remover faixas de IA de recomendações e playlists editoriais, além de disponibilizar tecnologia de detecção para concorrentes.

Segundo Gervino, a política da TIDAL pode servir como um teste para verificar se a desmonetização é eficaz em conter o aumento descontrolado de conteúdo gerado por IA. “Se agirmos agora com mais rigor, podemos evitar que a IA domine a indústria musical e as recomendações dos usuários”, afirmou.

A TIDAL enfatizou que a regra é um documento sonoro, sujeito a atualizações conforme a evolução do mercado. A aplicação da política começa oficialmente em 15 de julho de 2026.

Com informações do Techcrunch