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Nova regra do VAR corrige erro de identificação em jogo da Copa do Mundo
A partida entre Estados Unidos e Paraguai, realizada nesta sexta-feira em Los Angeles, pela primeira rodada do Grupo D da Copa do Mundo, foi palco de uma aplicação inédita das diretrizes de arbitragem. O confronto, que terminou com a vitória estadunidense por 4 a 1, registrou um momento curioso envolvendo o uso do árbitro de vídeo para sanar um erro de identificação.
Aos sete minutos do segundo tempo, o árbitro holandês Danny Desmond Makkelie advertiu inicialmente o jogador Ream, dos Estados Unidos, com um cartão amarelo por uma suposta falta em Miguel Almirón. Após a intervenção da cabine do VAR, a decisão de campo foi corrigida: o cartão foi retirado do atleta americano e aplicado corretamente ao paraguaio Almirón, flagrado pela arbitragem em uma simulação.
Por que a mudança foi possível?
O episódio reflete as novas normas implementadas pela International Football Association Board (Ifab) para a edição de 2026 do Mundial. Até a última edição do torneio, o protocolo de atuação do VAR em cartões amarelos era mais restrito, o que frequentemente impedia a correção de equívocos cometidos pela arbitragem em campo.
A nova diretriz de identidade equivocada permite que a equipe de vídeo atue mesmo após o reinício da partida, corrigindo a punição aplicada ao atleta errado. Conforme o texto oficial da Ifab:
“Se o árbitro penaliza uma infração, mas claramente identifica de forma incorreta o jogador que a cometeu, apenas a identidade do infrator pode ser revisada.”
Essa flexibilização do protocolo visa garantir maior justiça desportiva em lances pontuais, assegurando que, caso o árbitro se equivoque na autoria de uma falta passível de cartão, a tecnologia possa intervir para apontar o responsável real pelo lance, independentemente de se tratar de cartão amarelo ou vermelho.



