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Vereador do PT preso em operação contra lavagem de dinheiro do PCC
No dia 25 de abril, o vereador Senival Moura, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) de São Paulo, foi detido durante a Operação Última Parada, deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. A ação investigou um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC), com foco no transporte público da capital paulista. Além do político, cinco membros da facção criminosa e o presidente da empresa Transunião foram alvos de prisões temporárias. A Justiça autorizou o sequestro de R$ 194 milhões em contas bancárias, além de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações.
O caso, que envolve uma das maiores organizações criminosas do país, foi amplamente coberto pela mídia. No entanto, a notícia foi superada durante o dia pelo escândalo envolvendo Michelle Bolsonaro e sua relação com Flávio Bolsonaro. A coincidência gerou críticas sobre a prioridade dada à agenda política em momentos de maior gravidade. O vereador preso é um dos principais nomes associados ao esquema, segundo as investigações.
A relação entre o PT e o PCC tem sido tema de debate desde 2019, quando o tesoureiro da facção, Alexsandro Pereira (Elias), afirmou em grampo: “Com o PT nós tinha diálogo. O PT com nós tinha um diálogo cabuloso, mano.” A declaração, capturada na Operação Cravada, alimentou acusações de que o partido mantém conexões com a criminalidade organizada. O PT sempre negou as alegações.
A operação atual não é isolada. Em 2024, a Operação Fim da Linha já desarticulou empresas como UPBUS e Transwolff, responsáveis por transportar 700 mil passageiros diariamente. Essas companhias receberam mais de R$ 800 milhões da prefeitura em 2023. A Transunião, alvo da nova investigação, também recebeu cerca de R$ 300 milhões do governo municipal até 2025.
Segundo as autoridades, o esquema é estrutural e depende da colaboração de políticos para funcionar. A prisão do vereador reforça a hipótese de que o PT, ao longo dos anos, manteve um diálogo complicado com o PCC — um vínculo que se tornou parte da infraestrutura do crime organizado.
A investigação segue em andamento, com novas revelações esperadas nos próximos meses. A Justiça e a polícia destacam a importância de desmontar redes que usam recursos públicos para lavagem de dinheiro, um problema crônico no setor de transporte coletivo.
Com informações da Revista Oeste


