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Vereadora protocola representação contra vereador preso em operação de lavagem de dinheiro
A vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) apresentou nesta quinta-feira (25) uma representação formal na Corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo, solicitando a investigação do vereador Senival Moura (PT), preso durante a Operação Última Parada. A parlamentar alega que o processo pode envolver violações ao Código de Ética da Casa Legislativa.
Segundo o documento, a ação busca apurar se há indícios de que Senival Moura teria cometido atos de desonestidade ou irregularidades durante sua gestão, especialmente em relação às investigações que apontam uma ligação entre a empresa de ônibus Transunião e o Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, já resultou na prisão de cinco pessoas e no bloqueio de bens de investigados.
Operação apura lavagem de dinheiro
A investigação, iniciada após a morte do ex-diretor da Transunião Adauto Soares Jorge em 2020, revela suspeitas de que a empresa teria sido usada para ocultar recursos ligados à organização criminosa. A Justiça determinou a intervenção na concessionária e o afastamento de sua diretoria.
Senival Moura é apontado como controlador efetivo da Transunião, mesmo sem cargo formal na empresa. Segundo o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais, Ronaldo Sayeg, o vereador chegou a ser jurado de morte pelo PCC por suposto desvio de recursos, mas foi perdoado após ressarcimento.
A vereadora argumenta que a Corregedoria deve avaliar se o vereador investigado por crimes graves tem condições de continuar exercendo seu mandato. “A Câmara Municipal tem o dever de fazer sua parte e apurar, por meio da Corregedoria, se um vereador investigado por fatos dessa gravidade reúne condições de continuar exercendo seu mandato”, afirmou.
A defesa de Senival Moura negou qualquer envolvimento com atividades criminosas e expressou indignação com a prisão do parlamentar. A Corregedoria da Câmara agora deve analisar o processo e decidir se inicia uma apuração disciplinar conforme previsto no Regimento Interno.
Com informações da Revista Oeste


