Vulnerabilidade em chips da Apple abre caminho para brechas em iPhones mais antigos
Uma empresa especializada em ferramentas de espionagem e hacking revelou uma falha crítica nos chips A12 e A13 da Apple, dispositivos presentes em modelos como o iPhone XS, XR e 11. O problema, batizado de “usbliter8”, permite que hackers com acesso físico aos aparelhos contornem parte das defesas iniciais do sistema operacional iOS.
Segundo a empresa, Paradigm Shift, sediada em Barcelona, a descoberta é uma brecha no Boot ROM, o primeiro código executado ao ligar um iPhone. Essa camada de segurança, gravada diretamente no chip e inalterável, torna impossível corrigir a falha por meio de atualizações de software.
A revelação, feita em uma postagem técnica, inclui um exemplo prático de como explorar a vulnerabilidade. Para aproveitá-la, é necessário conectar um cabo físico ao dispositivo, um requisito que limita o acesso a profissionais especializados ou agências governamentais.
O que isso significa para usuários e empresas
A Paradigm Shift alerta que, embora a falha seja significativa, não facilita o hacking de iPhones para qualquer pessoa. Ainda assim, a descoberta pode ser base para desenvolver métodos mais avançados, como jailbreaks — técnicas que permitem contornar as restrições da Apple no sistema operacional.
Empresas como Cellebrite e Magnet Forensics, que fornecem ferramentas para hackear dispositivos confiscados pelas autoridades, provavelmente já possuem métodos semelhantes. No entanto, a exploração de dados sensíveis ainda exige técnicas adicionais.
A empresa não respondeu a perguntas sobre os impactos potenciais da descoberta. A Apple, por sua vez, não emitiu comentário público sobre o caso, mas reforça que atualizações para modelos mais novos são a melhor forma de mitigar riscos.
Jailbreaks e busca por vulnerabilidades
No passado, jailbreaks eram comuns entre pesquisadores que buscavam explorar falhas no iOS. No entanto, a redução da frequência desse tipo de ato está ligada ao fato de que a revelação de brechas torna mais difícil para especialistas desenvolverem novas técnicas — pois empresas como a Apple corrigem rapidamente os problemas.
A publicação de “usbliter8” reforça a ideia de que, apesar dos esforços da Apple em tornar seus dispositivos mais seguros, brechas inevitáveis sempre existirão. Para os usuários, a conclusão é clara: migrar para hardware atualizado continua sendo uma estratégia mais eficaz.
Com informações do Techcrunch


