Zema defende exigência de estudo e qualificação para homens do Bolsa Família

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Romeu Zema propõe mudanças no Bolsa Família para estimular emprego e qualificação

O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, a inclusão de novas regras para beneficiários do Bolsa Família. Para o ex-governador de Minas Gerais, a permanência no programa social deve estar vinculada à conclusão dos estudos e à capacitação profissional.

Zema destacou que o objetivo é fomentar a inserção no mercado de trabalho e reduzir a dependência de assistências governamentais. “Quero que jovens que não terminaram o ensino fundamental concluam os estudos”, afirmou, ressaltando que atualmente não há essa exigência.

A proposta, segundo ele, teria foco especial em homens beneficiários do programa. “As mulheres têm responsabilidades domésticas e cuidados com filhos, enquanto os homens são convidados a trabalhar”, explicou. “Mas muitos não saem por garantia de renda fixa.”

“Estamos criando uma geração de imprestáveis”, disse Zema, criticando a falta de incentivos à qualificação profissional. “Daqui a cinco ou dez anos, ninguém estará preparado para um mercado que exige conhecimento constante.”

Bônus de R$ 5 mil para quem sai do programa

Na mesma ocasião, Zema propôs um prêmio de R$ 5 mil para beneficiários que abandonarem o Bolsa Família e assumirem empregos formais. O valor, segundo ele, seria compensado por meio dos impostos e contribuições futuros do trabalhador.

O atual sistema, porém, permite que famílias com renda familiar acima do limite sigam recebendo benefícios, independentemente da formalização de empregos.

Criticas ao governo Lula e defesa de privatizações

Zema reforçou críticas à política econômica do governo federal, defendendo a ampliação de privatizações. “Não existe vaca sagrada quando se fala em estatais”, afirmou. “Vamos privatizar tudo para reduzir a dívida e investir em infraestrutura.”

O pré-candidato também cobrou reformas na Previdência, na administração pública e medidas de controle de gastos. Para ele, o Brasil precisa enfrentar o crescimento das despesas obrigatórias e reduzir o tamanho do Estado.

“O governo Lula contribuiu para o aumento dos gastos públicos”, destacou Zema. “Precisamos de um choque de gestão, segurança pública e combate ao crime organizado.”

Plataforma baseada em três pilares

Zema resumiu sua proposta em três eixos: combate à criminalidade, ajuste fiscal e redução da “gastança” do governo federal. O ex-governador defende um modelo econômico que priorize a formalização de empregos e a qualificação dos cidadãos.

Com informações da Revista Oeste