65% dos brasileiros preferem menos dependência do governo para melhorar a vida

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Nova pesquisa revela maioria dos brasileiros prefere menos dependência do governo

Uma sondagem do instituto Datafolha aponta que 65% da população brasileira acredita que uma vida melhor pode ser construída com menor intervenção estatal, o maior percentual desde 2013. O levantamento, realizado entre os dias 17 e 18 de junho de 2026 com 2.004 eleitores, destaca que 31% defendem a ampliação de benefícios governamentais, enquanto 4% não souberam se manifestar sobre o tema.

O estudo revela disparidades regionais e de gênero. Entre os entrevistados, 71% dos homens e 59% das mulheres preferem menos dependência do Estado. O Sudeste lidera com 70% dos respondentes favoráveis a uma redução na atuação governamental, enquanto no Nordeste, 38% veem vantagens em políticas públicas mais amplas.

Quando o questionamento foi formulado pela primeira vez em 2013, 47% apoiavam menos intervenção estatal, equilibrando-se com os que defendiam o aumento de benefícios. Ao longo dos anos, especialmente nas edições de 2014, 2017 e 2022, a diferença se ampliou consistentemente.

Impacto político e preferências eleitorais

A pesquisa também evidencia divergências entre eleitores de partidos diferentes. Durante a análise da intenção de voto no primeiro turno, 50% dos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula (PT) concordaram com a redução da dependência governamental, contra 79% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL). Entre os que defendem mais investimentos públicos, foram 45% entre os seguidores de Lula e 18% entre os de Bolsonaro.

A escala econômica da pesquisa inclui perguntas sobre impostos, intervenção estatal, legislação trabalhista e responsabilidade por investimentos. Os resultados foram coletados presencialmente em 139 cidades, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, em nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026. A metodologia e os dados brutos podem ser acessados pelo link oficial do instituto.

Com informações da Revista Oeste