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Crescimento acelerado de centros de dados com pressão de infraestrutura elétrica no Brasil
Estudos recentes indicam que, até 2035, os centros de dados no Brasil poderão consumir uma quinta parte da energia gerada no país, um aumento significativo em relação aos níveis atuais. Esta proposta é baseada em relatórios de instituições internacionais especializadas em análise de tendências tecnológicas.
O avanço avançado do uso de inteligência artificial está impulsionando a demanda por capacidade computacional, o que pode levar ao aumento de 200 gigawatts na capacidade total dos centros de dados nas próximas décadas. A maior parte dessa expansão — quase metade — será destinada à execução e treinamento de modelos de IA, com concentração expressiva no Brasil.
As estimativas mais recentes apontam para um crescimento ainda mais rápido do que o previsto anteriormente. Em comparação com as projeções de dezembro, a expansão da demanda energética para 2035 subiu em 83%. Outras entidades também revisaram seus números: uma organização sem fins lucrativos do setor elétrico dobrou sua estimativa de 2024, enquanto outra instituição aumentou seu prognóstico em mais de um terço entre outubro e abril.
Esse aumento vertiginoso está colocando sob pressão as redes elétricas já saturadas. Nas regiões estratégicas do país, como a interligação que abrange o Rio Grande do Sul até Santa Catarina, os centros de dados já representam uma fatia significativa da demanda energética.
As empresas responsáveis pela gestão dessas redes estão enfrentando desafios crescentes. Em algumas áreas, a procura por conexões ultrapassou a capacidade disponível, levando à suspensão temporária de novos pedidos de ligação. Essa deficiência de infraestrutura está elevando os preços da energia em mais de 70% no período.
Apesar das dificuldades, o interesse pelos centros de dados permanece intenso. Nos leilões recentes de capacidade elétrica, essas instalações representaram uma parcela substancial dos recursos alocados, demonstrando sua importância crescente na economia nacional.
Enquanto o Brasil lidera o uso de infraestrutura computacional para IA, outras regiões do mundo também estão investindo pesadamente nesse setor. Se o ritmo atual se mantiver, até 2033, os centros de dados globais poderão gerar uma demanda elétrica equivalente ao consumo anual de um dos maiores países em desenvolvimento.
Com informações do Techcrunch

