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Startup de IA Prentis busca levantar US$ 100 milhões com avaliação de US$ 1 bilhão
A Prentis, laboratório de pesquisa em inteligência artificial voltada para modelos de uso computacional, está negociando para arrecadar US$ 100 milhões, segundo fontes ouvidas pelo TechCrunch. A empresa, fundada em abril, tem como objetivo atingir uma avaliação de US$ 1 bilhão.
Inovação na automação de tarefas corporativas
O projeto da Prentis se concentra em treinar algoritmos para compreender como os profissionais lidam com rotinas de trabalho diário, incluindo navegação entre documentos e sistemas. O objetivo é desenvolver agentes inteligentes capazes de controlar computadores e automatizar processos repetitivos.
Segundo o pitch deck da empresa, os modelos são especialmente projetados para atender demandas específicas, como gestão de reivindicações de seguros ou automação de restituições fiscais, eliminando a necessidade de intervenção humana na busca de documentos.
Contratos e projeções financeiras
A startup já firmou acordos que somam até US$ 50 milhões com clientes como uma organização de gestão de saúde, um fabricante e empresas do setor têxtil. As fontes informaram que a empresa espera atingir uma taxa anualizada de cerca de US$ 75 milhões até o terceiro trimestre deste ano.
Vale ressaltar que essas previsões se baseiam em uma tarifa contratual igual a 20% das economias geradas, e não representam receita reconhecida. Os números são descritos como “dependentes de desempenho” e “sujeitos à execução final”, conforme consta no material da empresa.
Vantagem competitiva e benchmarks
A Prentis alega que seu modelo Hive-32B supera concorrentes como o GPT-5.4 da OpenAI e o Claude Opus 4.6 da Anthropic em dois benchmarks específicos: WindowsAgentArena, que mede conclusões de tarefas em aplicações reais do Windows, e ScreenSpot-v2, que testa a capacidade de identificar controles visuais corretos.
O diferencial, segundo o pitch deck, é a eficiência operacional. A empresa afirma que seu modelo custa aproximadamente 10 vezes menos por tarefa das APIs líderes no mercado, tornando-o mais econômico para implementação em fluxos de trabalho cotidianos.
Concorrência e desafios
A Prentis compete com outras startups e gigantes da IA, como a Anthropic, OpenAI e Thinking Machines. A Anthropic, por exemplo, adquiriu recentemente a Vercept, uma empresa de Seattle especializada em uso computacional, integrando seus fundadores à equipe.
Apesar das ameaças da concorrência, a Prentis acredita que a automação de tarefas cotidianas no ambiente corporativo será o maior caso de uso da IA nos próximos anos. A empresa não respondeu às críticas de comentários para este artigo.
O fundador e a trajetória de Ritankar Das
Ritankar Das, CEO da Prentis, também é o criador da Titan, uma holding que desenvolve e opera empresas de IA. Com 31 anos, Das foi a mais jovem medalha da Universidade de Berkeley em mais de um século, formada aos 18 anos com dupla graduação em bioengenharia e biologia química.
Após deixar um programa de doutorado em IA em Cambridge, onde era o bolsista Gates Cambridge, ele fundou a Titan em 2014. A holding é descrita por Das como uma revivescência do modelo clássico de holding, financiada por saídas próprias, não por investidores externos.
Ecossistema da Titã
A Titan já gerou outras startups inovadoras. Dentre elas estão a Tala Health, provedora de cuidados virtuais que arrecadou US$ 100 milhões em uma rodada de sementes em 2025; e a Forta Health, empresa focada no cuidado de autistas que arrecadou US$ 55 milhões em 2024 com apoio da Insight Partners.
Outra startup da Titan, a Dascena, especializada em previsão de doenças, foi adquirida pela CirrusDx em 2022. Esses projetos reforçam a trajetória de no setor de IA e sua capacidade de identificação de oportunidades estratégicas.
Co-fundadores e outros envolvimentos
Outro cofundador da Prentis, Reid Hoffman, ex-fundador do LinkedIn e sócio da Greylock, deixou recentemente o conselho da Microsoft para se dedicar à Manas AI, uma startup de descoberta farmacêutica que ele apoia. Hoffman também foi investidor inicial da OpenAI e cofundador da Inflection AI, antes de sua equipe ser adquirida pela Microsoft em 2024.
Marc Pincus, fundador da Zynga, atualmente lidera a Reinvent Capital, uma empresa de investimentos. Ele também publicou recentemente um livro intitulado “Life at the Speed of Play”.
Tecnologia e equipe
A Prentis conta com mais de 25 colaboradores, incluindo pesquisadores que já trabalharam em instituições como OpenAI, Google DeepMind, Meta, Tencent e Alibaba. A empresa busca fortalecer sua equipe com especialistas em IA e automação computacional.
A startup está posicionada para desafiar o status quo da indústria de IA, oferecendo soluções eficientes e econômicas para automação corporativa. Com um portfólio sólido de parcerias e uma equipe experiente, a Prentis busca consolidar sua posição no mercado global.
Com informações do Techcrunch



