O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não se apresentará na quarta-feira, 15, à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Credn) da Câmara dos Deputados. A expectativa é que a audiência seja reagendada após o recesso parlamentar, previsto para iniciar em 17 de julho.
A convocação foi aprovada recentemente pela comissão, após a oposição apresentar uma série de solicitações para esclarecer a condução da política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva, com foco especial nas relações com os Estados Unidos.
Entre os temas em pauta estão o princípio de reciprocidade na diplomacia com Washington, as ameaças de novas tarifas sobre produtos brasileiros, a posição do governo frente à classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, além da transparência do Itamaraty e as consequências internacionais do programa Mais Médicos.
Relações com os EUA e segurança pública
O líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto (PL-PB), solicitou que Vieira explique as ações do governo diante do aumento das tensões com os Estados Unidos. Em sua justificativa, o parlamentar destacou um “momento crítico” na diplomacia brasileira e reforçou a necessidade de o Congresso avaliar se as decisões alinham-se ao interesse nacional.
Outro ponto relevante é a análise das ameaças de novas tarifas norte-americanas, conforme solicitado pelo deputado Helio Lopes (PL-RJ). Ele enfatizou o papel da diplomacia em antecipar crises e proteger os interesses do país.
Além disso, será abordada a posição do governo sobre a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA. O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) argumentou que essa medida impacta diretamente a capacidade do Estado de combater grupos criminosos transnacionais.
O deputado Evair de Melo (Republicanos-ES) destacou a importância da transparência e da responsabilidade institucional, reforçando que o Congresso busca entender fatos concretos, não apenas posições políticas.
Vieira também será questionado sobre as investigações envolvendo o antigo programa Mais Médicos e sobre o não compartilhamento de informações relacionadas à hospedagem de autoridades em imóveis diplomáticos no exterior.
A nova data da audiência ainda não foi confirmada.
Com informações da Revista Oeste


