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Al-Ahli perde estrelas e enfrenta desafios para novos títulos
O clube saudita Al-Ahli está em meio a uma fase delicada, com a saída de dois dos seus principais jogadores e questionamentos sobre sua capacidade de competir por conquistas nas próximas temporadas. A equipe, que venceu três títulos nos últimos dois anos, agora precisa se reinventar após a perda de Riyad Mahrez e Frank Kessié.
Despedidas impactam elenco
A saída de Frank Kessié foi confirmada oficialmente no início da semana, com o meio-campista marfinense deixando o clube sem custos após o fim do contrato. Paralelamente, o Al-Ahli também comunicou a rescisão unilateral do contrato com Riyad Mahrez, pago em 15 milhões de dólares conforme uma cláusula prevista no acordo.
Esses desligamentos ocorrem em um momento crucial para o clube, que busca disputar quatro competições importantes: o Campeonato Roshen, a Copa do Guardião das Duas Mesquitas, a Supercopa da Arábia Saudita e a Liga dos Campeões da Ásia.
Legado de Mahrez e Kessié
A dupla formada por Mahrez e Kessié marcou uma era dourada no Al-Ahli desde 2023, quando chegaram ao clube. Riyad, que veio do Manchester City, atuou em 122 partidas, marcando 37 gols e dando 50 assistências. Frank Kessié, ex-Barcelona, teve desempenho igualmente notável: 119 jogos, 26 gols e 15 passes decisivos.
Juntos, os dois foram fundamentais para a conquista de três títulos importantes, incluindo a primeira vitória da equipe na Liga dos Campeões da Ásia (em 2025) e a Supercopa da Arábia Saudita, que não era conquistada desde 2016.
Campanhas memoráveis
Nas últimas edições do torneio continental, Mahrez e Kessié foram peça-chave em momentos decisivos. Na final de 2025 contra o Machida Zelvia, Kessié deu a assistência para o gol vencedor. Em 2024, ele marcou contra o Kawasaki Frontale, enquanto Mahrez foi o maior assistente do torneio.
Na campanha de 2025, Kessié ainda decidiu a passagem pelas quartas de final contra o Johor Darul Ta’zim, marcando o empate que salvou o Al-Ahli após uma expulsão. Já Mahrez foi o herói nas oitavas, convertendo um gol nos minutos finais contra o Al-Duhail.
Falta de liderança no meio-campo
Com a saída dos dois principais jogadores, o Al-Ahli agora enfrenta desafios na formação do meio-campo. A dupla local Eid Al-Mawlid e Ziad Al-Juhani, juntamente com os franceses Enzo Milot e Valentin Atangana, ainda não demonstraram a experiência necessária para substituir a liderança de Kessié.
No ataque, Abu Al-Shamat assume a vaga de Mahrez, mas sua fragilidade física e histórico de lesões geram preocupações. Além disso, o recém-contratado Meshal Al-Mutairi, que jogava na Primeira Divisão da Liga Yelo, será desafiado para assumir o papel de referência.
Ambição da torcida em risco
A saída dos dois principais astros gera preocupação entre os torcedores, que ainda esperam pelo título do Campeonato Saudita — ausente do palmarés do clube há dez anos. A conquista de três títulos consecutivos agora parece mais difícil de manter, especialmente com a falta de liderança e experiência no elenco.
Al-Ahli enfrenta desafios no elenco após saídas de Mahrez e Kessié
A transição no ataque do Al-Ahli se torna ainda mais desafiadora com a saída de Riyad Mahrez, cuja vaga foi assumida por Abu Al-Shamat. O jogador saudita, porém, é conhecido por problemas físicos recorrentes e uma carreira marcada por lesões, o que pode comprometer a força da equipe em confrontos delicados. A falta de experiência também se destaca como um obstáculo para o time.
O clube tentou mitigar as perdas ao contratar Meshal Al-Mutairi, do Abha, mas o atleta, que atuava na Primeira Divisão da Liga Yelo, não é considerado capaz de suportar a pressão da linha ofensiva após a saída de Mahrez. A escassez de experiência na nova formação do ataque levanta dúvidas sobre a capacidade do Al-Ahli de manter o desempenho recente.
Desafios para sustentar a hegemonia
A instabilidade no elenco preocupa a torcida, que almeja conquistar o Campeonato Saudita. O título está ausente do histórico do clube há exatamente 10 anos, e a expectativa de repetir os três títulos consecutivos das últimas temporadas agora parece incerta.
A sequência de conquistas — incluindo a Supercopa da Arábia Saudita e dois títulos da Liga dos Campeões da Ásia — dependia, em grande parte, da liderança de Mahrez e Frank Kessié. A saída de ambos abre um vazio difícil de preencher.
A dupla que mudou a história
Mahrez e Kessié foram fundamentais nas campanhas do Al-Ahli desde 2023, quando chegaram ao clube. O argentino marcou 37 gols e deu 50 assistências em 122 partidas, enquanto o marfinense contribuiu com 26 gols e 15 assistências em 119 jogos.
Sua atuação não se limitou aos números: ambos foram referência na liderança técnica e emocional. Em momentos decisivos da Liga dos Campeões da Ásia, Mahrez e Kessié foram determinantes para viradas históricas, como o gol contra o Al-Duhail nas oitavas de final e a assistência crucial na final contra o Machida Zelvia.
Vazios no meio-campo
A saída de Kessié deixou um vácuo no meio-campo, onde atuam jogadores como Eid Al-Mawlid, Ziad Al-Juhani, Enzo Milot e Valentin Atangana — todos com escassez de experiência para assumir o papel de líder. A falta de liderança técnica pode impactar diretamente a organização do time.
A transição no ataque também não é promissora: além da fragilidade física de Abu Al-Shamat, Meshal Al-Mutairi não tem histórico comprovado para substituir Mahrez, que foi peça-chave nas campanhas ofensivas do Al-Ahli.
Um futuro incerto
A torcida agora encara a realidade de um clube em transição. A ambição de conquistar o Campeonato Saudita parece cada vez mais distante, enquanto a pressão para manter a sequência de títulos se intensifica. O Al-Ahli precisa redefinir sua estratégia para evitar uma interrupção na trajetória de sucesso recente.



