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Apple lança beta público da maior atualização da Siri até hoje
A Apple está ampliando o acesso à sua maior reformulação do assistente virtual Siri com a versão beta pública do iOS 27. A iniciativa permite que usuários comuns experimentem as novas funcionalidades antes do lançamento oficial, previsto para outubro.
Essa é a primeira vez que a empresa disponibiliza a versão de testes de inteligência artificial por trás da Siri fora do círculo restrito de desenvolvedores. Com mais de 2,5 bilhões de dispositivos ativos em todo o mundo, mesmo que uma parcela pequena dos usuários instale o beta, será o maior teste até agora do assistente reengenheirada e seu confronto direto com alternativas como ChatGPT, Gemini e Claude.
Reinventando a experiência do usuário
A atualização anunciada oficialmente na WWDC de junho transforma o Siri em uma ferramenta mais sofisticada, capaz de acessar informações armazenadas no dispositivo, incluindo e-mails, fotos e mensagens. Além disso, o assistente agora pode contextualizar respostas com base no conteúdo da tela e no conhecimento geral, semelhante ao que ocorre em chatbots modernos.
A integração foi ampliada por todo o sistema operacional. Os usuários acionar a Siri dizendo “Ei Siri”, pressionando o botão lateral podem ou deslizando para baixo do Dynamic Island (a barra preta superior da tela). A ferramenta também está incorporada ao Spotlight, o mecanismo de busca embutido no iPhone, tornando-o mais eficiente em respostas a perguntas complexas.

Destaque especial para o lançamento de uma aplicação dedicada à Siri, algo que pode agradar usuários familiarizados com chatbots como ChatGPT ou Gemini. No entanto, a profunda integração do assistente em todos os aspectos do iPhone torna o uso via app menos necessário.
Disponibilidade em toda a linha de produtos
A nova Siri está disponível não apenas no iOS 27, mas também em todos os dispositivos da Apple: iPads, Macs, Apple Watch, CarPlay, AirPods, Apple TV e Vision Pro.
No núcleo do sistema, a Siri AI utiliza o Apple Intelligence, incluindo modelos de base que funcionam diretamente no dispositivo e se beneficiam do Private Cloud Compute. Esses modelos foram desenvolvidos em colaboração com o Google e seu Gemini, mas são adaptados especificamente para os chips Apple Silicon, usando dados proprietários e uma técnica chamada “distillation” para criar versões mais eficientes integradas ao iOS.
O Private Cloud Compute garante que dados pessoais não sejam armazenados ou acessíveis pela Apple. Em testes iniciais com a a desenvolvedora, o objetivo foi demonstrado melhorias nas tarefas diárias, como localizar fotos específicas, resumir mensagens de grupo e adicionar compromissos compostos por texto ao calendário.
Ela também se mostrou mais eficaz em responder perguntas que normalmente exigiam uma busca na internet, como dados de eventos locais ou notícias recentes. Apesar disso, alguns testes revelaram limitações iniciais, como erros em respostas e confusões em contextos específicos.
Considerações finais sobre o beta
Apesar desses desafios iniciais, o assistente tem potencial para se tornar uma parte mais integrada da vida digital dos usuários, especialmente pela sua acessibilidade sem a necessidade de abrir aplicativos separados.
O beta público deste ano foi considerado estável, facilitando a recomendação do teste. No entanto, a instalação das versões beta deve ser feita com cautela: quem depende de um funcionamento perfeito prefere esperar o lançamento oficial em setembro.
Com informações do Techcrunch


