As ações da General Fusion sobem com a estreia da primeira empresa pública de fusão

As ações da General Fusion sobem com a estreia da primeira empresa pública de fusão

Crédito da imagem: TechCrunch

General Fusion Inicia Negociação na Nasdaq e Alcança Marca Histórica no Setor de Fusão

A General Fusion iniciou oficialmente suas operações na Nasdaq sob o ticker GFUZ, tornando-se a primeira empresa do setor de energia por fusão a se tornar pública. A conquista supera a concorrente TAE Technologies, aprimorada por Donald Trump, que ainda não conseguiu concluir seu processo de listagem.

Os investidores reagiram positivamente ao anúncio. No primeiro dia de negociação, as ações da empresa subiram 40%, atingindo um valor de $16,52 às 12h50 do horário de Nova York, em comparação aos $12,85 previstos inicialmente.

Megamerge com Spring Valley Acquisition Corp.

A decisão de entrar no mercado público foi anunciada em janeiro, quando a General Fusion confirmou a fusão com a Spring Valley Acquisition Corp. A operação foi concluída na semana passada, marcando um marco importante para a empresa.

Antes da fusão, o plano era aumentar em até US$ 230 milhões seu patrimônio líquido. No entanto, os resgates comuns (saídas de investidores) são frequentes em operações de SPAC e influenciam as quantidades dos números. Segundo estimativas do The Globe and Mail, a empresa pode ter recebido menos de $30 milhões após descontos e taxas.

Apesar disso, a General Fusion conseguiu arrecadar US$ 108 milhões com investidores privados. Com isso, o total de caixa disponível chega a cerca de US$ 150 milhões.

Caminho Cheio de Desafios Financeiros

Antes do anúncio da fusão, a empresa enfrentaria uma crise financeira. Em maio de 2025, a General Fusion não havia conseguido levantar os US$ 125 milhões necessários e foi obrigada a demitir pelo menos 25% de sua equipe. Três meses depois, a empresa convenceu seus investidores existentes a contribuir com mais US$ 22 milhões em um processo descrito como “pay to play”, segundo relatos do TechCrunch.

Essa injeção de capital ofereceu uma brecha temporária, mas os custos elevados do setor de fusão exigiram novas fontes de financiamento. A fusão com a Spring Valley Acquisition Corp. III foi um passo decisivo para garantir recursos suficientes.

20 Anos de História no Setor de Fusão

Fundada em 2002, a General Fusion é uma das empresas mais antigas do setor. Ao longo dos anos, ela arrecadou mais de US$ 600 milhões com investidores privados.

A tecnologia da empresa, conhecida como fusão por alvo magnetizado, utiliza campos eletromagnéticos para criar plasma em um ambiente de líquido lítio. O processo envolve pistões que comprimem o líquido ao redor do combustível de fusão até que os átomos se unam, gerando energia.

No início, a empresa planejava usar vapor para acionar os pistões, mas atualmente não especifica a fonte de movimento, mencionando apenas “drivers mecânicos sincronizados” para forçar o lítio contra o plasma.

Desafios no Caminho da Viabilidade

A empresa esperava inicialmente atingir um marco importante conhecido como breakeven (equilíbrio energético, onde a fusão gera mais energia do que consome) até o final deste ano com sua instalação LM26. No entanto, as dificuldades financeiras adiaram esse objetivo para 2028 ou posterior.

Ainda assim, a General Fusion mantém seu plano de operar sua primeira usina de fusão “aproximadamente em 2035”, segundo comunicados oficiais.

Com informações do Techcrunch