Bolsonaro afirma que PF autorizou posse de arma em residência

Crédito da imagem: Ilustrativo/Gerado por IA

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou ao depoimento que recebeu permissão de um delegado da Polícia Federal para manter uma pistola em sua residência, após uma operação realizada no mês de julho do ano anterior. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou a apreensão de todas as armas encontradas no local.

Bolsonaro solicitou ao delegado responsável que deixasse uma arma na casa para garantir a segurança do imóvel onde mora com Michelle Bolsonaro e outras duas mulheres. O delegado consultou superiores por telefone e, após análise, autorizou a manutenção da pistola em domicílio.

A arma foi encontrada meses depois durante uma operação da Polícia Militar do Distrito Federal em Taguatinga, localizada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O relatório da Polícia Civil do Distrito Federal concluiu que Bolsonaro não cometeu crime e decidiu não indiciá-lo por posse ilegal de arma de fogo.

Detalhes da apreensão

Segundo os investigadores, a pistola possuía registro válido no Exército e não havia restrições legais para sua posse. Já o agente do GSI Estácio Leite da Silva Filho foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Apesar de ter porte funcional, ele transportava uma arma registrada em nome de outra pessoa, violando o Estatuto do Desarmamento.

Bolsonaro relatou, em depoimento, que a pistola apresentou uma falha técnica. Por isso, ele solicitou ao agente do GSI para verificar o problema, já que o militar teria experiência com esse tipo de armamento. O ex-presidente afirmou que o agente retirou a arma da residência sem sua autorização e soube sobre a apreensão apenas após a blitz policial.

Com informações da Revista Oeste