Brasil e Noruega se enfrentam na Copa do Mundo: rivalidade que transcende o futebol
Em um confronto que mistura história esportiva e tensão competitiva, Brasil e Noruega se preparam para duelar neste domingo (5), às 17h, pela vaga nas quartas de final da Copa do Mundo dos Estados Unidos, Canadá e México. O time comandado por Carlo Ancelotti busca vencer pela primeira vez na história a equipe que conta com Erling Haaland, enquanto o confronto entre os países se estende a outras modalidades.
Atletismo: Alison dos Santos e Karsten Warholm em disputa acirrada
No atletismo, a rivalidade entre Alison dos Santos — conhecido como “Piu” — e o norueguês Karsten Warholm é um dos destaques. Os dois têm se alternado no topo do pódio há anos: Warholm conquistou o ouro em Tóquio 2020 e a prata em Paris 2024, enquanto Piu levou o bronze nas mesmas edições. Em Mundiais, Alison foi campeão em 2022 e prata em 2025 (quando Warholm ficou com o bronze). Na Diamond League, os dois também se alternaram: Piu venceu em 2022 e 2024, enquanto Warholm triunfou em 2019, 2021 e 2025.
Em maio, Alison superou Warholm por quatro centésimos de segundo nos 300m com barreiras em uma etapa da Diamond League. O brasileiro também conquistou ouro em Estocolmo e Xiamen nos 400m com barreiras.
Handebol: vitória histórica do Brasil na Noruega
No handebol, as seleções masculinas de Brasil e Noruega são referências continentais. A Noruega conquistou o sexto lugar em Paris 2024, enquanto o Brasil alcançou a sétima colocação em Rio 2016. No entanto, a rivalidade teve um momento decisivo no Mundial de 2023, realizado em Oslo: os brasileiros venceram os anfitriões por 29 a 26, com Haniel marcando oito gols.
Vôlei de praia: Noruega domina, mas Brasil tem pares em ascensão
No vôlei de praia, Anders Mol e Christian Sørum são nomes fortes da Noruega. Campeões olímpicos em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024, além de títulos mundiais em 2022, os noruegueses ocupam o terceiro lugar no ranking da Volleyball World. No Brasil, Evandro e Arthur Lanci são os pares com melhor desempenho, mas a dupla norueguesa tem histórico de vitórias no Circuito Mundial realizado no país.
Mol e Sørum conquistaram títulos em Saquarema (2025 e 2026) e em João Pessoa, na Paraíba, em 2024.
Rivalidade que transcende a fronteira
A história entre Brasil e Noruega não se limita às modalidades. Lucas Pinheiro Braathen, brasileiro-norueguês nascido em Oslo, é outro exemplo dessa conexão. Filho da brasileira Alessandra Pinheiro e do norueguês Bjorn Braathen, ele defendia a seleção norueguesa até 2024, mas decidiu representar o Brasil no carnaval de 2026, buscando conquistar o primeiro ouro para o país nos Jogos Olímpicos de Inverno.
Lucas Pinheiro Braathen conquista ouro histórico para o Brasil nas Olimpíadas de Inverno
O Brasil celebra um momento inédito na história das Olimpíadas de Inverno. Lucas Pinheiro Braathen, atleta da modalidade de ski cross, garantiu a primeira medalha de ouro do país no evento, ao vencer a prova com destaque absoluto. A conquista ocorreu na manhã deste domingo, em uma disputa acirrada que reuniu os melhores esquiadores do mundo.
No pódio, o brasileiro exibiu uma performance impecável, dominando a pista desde a largada e mantendo a vantagem ao longo das fases decisivas. Com uma técnica refinada e um controle de ritmo admirável, Braathen superou adversários de renome internacional, consolidando-se como um dos nomes mais promissores do esporte.
A vitória representa um marco para o esporte no Brasil, que até então não havia conquistado medalhas de ouro em competições olímpicas de inverno. O resultado eleva o país ao topo do ranking da modalidade e traz orgulho nacional a uma geração que tem apostado na expansão de esportes menos tradicionais no cenário brasileiro.
Com a medalha, Braathen se torna um símbolo da excelência esportiva brasileira em modalidades que exigem preparo físico intenso e técnica apurada. A vitória também reforça o investimento crescente em infraestrutura e treinamento para atletas de alto rendimento no país.
O público presente na pista comemorou a conquista com entusiasmo, enquanto torcedores ao redor do mundo celebraram a entrada do Brasil no seleto grupo de países que já levaram medalhas de ouro em competições olímpicas de inverno.


