Câmara de SP gasta R$ 7 milhões com auxílio-saúde em maio
A Câmara Municipal de São Paulo desembolsou R$ 7 milhões no mês de maio com o pagamento do auxílio-saúde a aproximadamente 2,1 mil servidores que utilizam planos privados. O valor máximo por beneficiário, conforme dados oficiais, pode alcançar R$ 25 mil, segundo explicações da Casa legislativa.
O aumento de 20,79% nos limites de reembolso foi aplicado a todas as faixas etárias. Na categoria de beneficiários com até 18 anos, o teto subiu de R$ 798,93 para R$ 965,03. Já na maior faixa, que inclui idosos acima de 59 anos, o valor passou de R$ 7.189,01 para R$ 8.683,61.
Explicação sobre reembolsos acima do teto
A Câmara justificou os pagamentos que ultrapassam o limite estabelecido como sendo decorrentes de ressarcimentos acumulados de meses anteriores. Em comunicado, a Casa explicou que “os valores superiores ao teto ocorrem apenas quando há acúmulo de reembolsos não efetuados no período em que os gastos foram realizados”.
Segundo a instituição, o reajuste segue um parâmetro legal já definido para correção inflacionária no setor de planos de saúde. “Trata-se de aplicação direta do critério previsto na legislação, sem necessidade de nova autorização da mesa diretora”, destacou a Câmara.
“UBS privada” dentro da sede legislativa
Ainda em maio, a Casa gastou R$ 670 mil com o pagamento de salários líquidos de 35 profissionais da área da saúde, incluindo médicos especializados, enfermeiros e fisioterapeutas. Esses servidores atuam no ambulatório localizado no Palácio Anchieta, conhecido informalmente como uma “UBS privada”.
Apesar do nome dado ao local, a Câmara nega que possua uma unidade hospitalar própria. Em nota, afirmou que o ambiente é destinado a atender exigências legais, como exames médicos ocupacionais, além de fornecer pronto-atendimento para urgências e acompanhamento de comorbidades.
A estrutura conta com 13 médicos, 10 profissionais de odontologia, oito enfermeiros e outros servidores lotados na Secretaria de Assistência à Saúde da Câmara. A remuneração dos enfermeiros chega a R$ 30 mil.
Sistema de saúde público e privado
Os servidores da Câmara são beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e têm acesso ao Hospital do Servidor Público Municipal, localizado na Aclimação. Mesmo assim, a Casa mantém simultaneamente o pagamento do auxílio-saúde para reembolsos de planos privados e um serviço interno de atendimento médico e odontológico.
“As variações nas despesas com o auxílio-saúde ocorrem por fatores como a rotatividade de servidores, admissões e exonerações, além do reajuste anual dos planos de saúde, que acontece conforme as datas de aniversário dos contratos”, ressaltou a Câmara.
Com informações da Revista Oeste

