Carlos Bolsonaro questiona apoio de Lula a Jaques Wagner

Crédito da imagem: Ilustração

Críticas de Carlos Bolsonaro ao apoio de Lula a Jaques Wagner

O vereador federal Carlos Bolsonaro (PL) questionou publicamente o apoio demonstrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao senador Jaques Wagner (PT-BA), que recentemente deixou a liderança do governo no Senado e enfrenta investigações pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. A ação judicial, ligada ao caso Banco Master, envolve suspeitas de irregularidades financeiras.

Em um post no X (anteriormente Twitter), Bolsonaro levantou dúvidas sobre a relação entre Wagner e Lula após o senador afirmar que mantém “firmeza” em sua parceria com o presidente, mesmo após sair da liderança governista. “Jaques sai da liderança, mas avisa: ‘estamos firmes’. Firmes em quê?”, questionou o vereador.

Carlos Bolsonaro destacou a proximidade histórica entre Wagner e Lula, apontando que a saída do senador do cargo não altera a conexão política. “Amigo de Lula, peça central do governo e agora alvo da PF no caso Banco Master. Quando o escândalo aperta, o PT tenta trocar o cargo. Mas não consegue apagar a parceria.”

O posicionamento ocorreu após Lula e Wagner dividirem o palanque em Alagoinhas (BA), durante uma agenda pública conjunta. O presidente defendeu abertamente o aliado, chamando-o de “irmão” e ressaltando uma relação que se estende por décadas.

Na mesma ocasião, Lula cumprimentou outras lideranças petistas da Bahia, como o ministro Rui Costa e o governador Jerônimo Rodrigues. O gesto foi interpretado por aliados como um sinal de apoio ao senador, diante das investigações.

Segundo a CNN, integrantes do Palácio do Planalto avaliam que tentar ocultar a parceria entre Lula e Wagner seria uma “falta de respeito com o eleitor”. No entanto, os avanços nas apurações geraram tensão interna no PT.

Desembarque de Wagner da liderança governista

Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado em 24 de junho, após conversas com Lula no Palácio do Planalto. A função foi assumida interinamente pela senadora Teresa Leitão (PT-PE).

Segundo relatos de bastidores, a mudança buscou mitigar os impactos políticos da investigação sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A Polícia Federal apura repasses suspeitos na nona fase da Operação Compliance Zero.

Jaques Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que não há conexão entre ele e as acusações. O senador reforça que sua relação com Lula é “inabalável” mesmo em meio às investigações.

Com informações da Revista Oeste