Chefe de gabinete de Lula deixa governo para integrar campanha petista

Lula reorganiza equipe governamental para preparação da campanha eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta terça-feira (21), a exoneração de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que ocupava o cargo de chefe de gabinete da Presidência da República. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União e faz parte do processo de reorganização da equipe governamental em meio ao preparo para as eleições de 2024.

Marcola deixará o Palácio do Planalto para integrar o comitê de campanha do PT, ao lado de Gilberto Carvalho, um dos principais aliados de Lula. Carvalho, que foi chefe de gabinete durante os dois primeiros mandatos presidenciais de Lula e ministro da Secretaria-Geral no governo Dilma Rousseff, assume papel central na articulação estratégica da campanha.

Outra mudança envolve o publicitário Tiago César dos Santos, que atuava como número 2 da Secretaria de Comunicação Social (Secom). Ele também será substituído por Samara Mariana de Castro, atual chefe de gabinete da Secom. A nova equipe será liderada por Raul Rabelo, responsável pelos programas de rádio e TV do presidente.

As exonerações ocorrem durante o período das convenções partidárias, que estão em andamento desde a última segunda-feira (20) e se estendem até 5 de agosto. Lula busca concluir a montagem da equipe de campanha antes do início do horário eleitoral.

Reforço na estrutura de comunicação

No âmbito da Secom, a saída de Tiago César dos Santos será substituída por Samara Mariana de Castro. Paralelamente, o fotógrafo Ricardo Stuckert também deixou o cargo de secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual para atuar na campanha, sob a supervisão da jornalista Nicole Briones, esposa de Marcola.

Marcola será substituído por Oswaldo Malatesta Neto, que atualmente ocupa o cargo de chefe de gabinete adjunto. A reorganização visa fortalecer a estrutura de comunicação e articulação política do governo durante a campanha eleitoral.

O apelido “Marcola”, associado ao ex-líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, é utilizado de forma pejorativa pela oposição. No entanto, o presidente não mantém relação com Marcos Willians Herbas Camacho, líder do grupo.

Com informações da Revista Oeste