
Aliança no Ceará amplia tensões no PL; Ciro Gomes avalia apoios em disputa presidencial
O pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), afirmou que a cúpula do partido ainda não definiu quem apoiará na disputa pela Presidência da República. A declaração ocorreu neste sábado, 18, em entrevista à página News Cariri. O posicionamento surge após o deputado federal Aécio Neves desistir de concorrer ao Planalto nas eleições.
Ciro destacou que discute os rumos do PSDB com Tasso Jereissati e ressaltou que a definição será tomada em conjunto. O pré-candidato, que conta com o apoio do PL no Ceará, citou Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) como possibilidades de aliança.
“Eu me dou muito bem com Ronaldo Caiado”, afirmou. “Votaria nele sem nenhuma dificuldade. Estou acompanhando a novidade sobre Renan Santos, que me parece uma pessoa falando coisas verdadeiras, embora haja exageros em alguns momentos. Mas, vamos ter que decidir isso juntos.”
Enfoque local e crise interna no PL
Ciro defendeu que a campanha pelo governo do Ceará priorize temas locais, como saúde e segurança, de forma independente da disputa nacional. Segundo ele, seu grupo político convive com diferentes posicionamentos.
A aliança entre Ciro e o PL no Estado intensificou uma crise recente dentro do partido. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se posicionou contra o apoio ao pré-candidato, enquanto Flávio Bolsonaro e dirigentes do PL defendem a parceria regional para combater o PT no Ceará.
Michelle publicou um vídeo em que acusava Flávio de a desrespeitar, maltratar e humilhar durante uma conversa sobre o palanque no Estado. Na gravação, ela lembrou das críticas de Ciro contra Bolsonaro. Após a publicação, Michelle deixou a presidência do PL Mulher e desistiu da candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.
Flávio negou as acusações, mas reforçou o apoio a Ciro no Ceará. O conflito interno no PL se intensificou com a postura de Michelle, que até então era uma figura central na base bolsonarista do partido.
Com informações da Revista Oeste


