Crédito da imagem: Ilustrativo/Gerado por IA
Operação Unha e Carne apreende planilhas com nomes de políticos no Rio
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, 2, a nova fase da Operação Unha e Carne, que resultou na apreensão de planilhas atribuídas ao contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. Entre os nomes mencionados nos documentos estão o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, além de parlamentares federais e estaduais.
Segundo a investigação, os registros apreendidos indicam possíveis pagamentos relacionados a caixa dois de campanha. A PF afirma que está analisando a origem e o destino dos recursos envolvidos. No entanto, a defesa de Castro nega qualquer irregularidade e afirma que ele não é alvo da operação.
Em nota oficial, a equipe jurídica do ex-governador ressaltou que “é mentirosa qualquer ilação” sobre o recebimento de doações ilegais ou vantagens indevidas. Os advogados destacaram que a prestação de contas da campanha eleitoral de 2022 foi entregue à Justiça Eleitoral e reforçaram que não há acusações formais contra Castro.
O advogado de Adilsinho, Ricardo Braga, também negou envolvimento em pagamentos ilegais. Segundo ele, o cliente rejeita a acusação de ter realizado repasses indevidos a agentes públicos ou políticos.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal, que determinou o cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores estimados em até R$ 22 milhões. As investigações também apontam para uma contabilidade paralela ligada a lavagem de dinheiro.
Os nomes dos demais parlamentares citados nas planilhas permanecem sob sigilo, enquanto a PF continua com as apurações para esclarecer o escopo das investigações. As autoridades também analisam a hipótese de repasses diretos a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro.
Com informações da Revista Oeste


