
Meta lança ferramenta de geração de imagens AI, mas gera debate sobre privacidade
No dia 7 de julho de 2026, a Meta dinâmica uma nova funcionalidade chamada “Muse Image”, que permite aos usuários criar imagens personalizadas, editar fotos existentes e até mesmo produzir anúncios diretamente nas plataformas da empresa. A ferramenta foi gerada, especialmente por um aspecto controverso.
Um dos recursos do Muse Image é a capacidade de utilizar fotos publicadas em perfis do Instagram para gerar imagens artificiais. Basta que uma conta seja aberta ao público — perfis privados e usuários com menos de 18 anos são automaticamente excluídos da funcionalidade — para que terceiros possam usá-los em criações de IA.
Críticos destacam a falta de consentimento. Muitos usuários desconhecem que suas imagens podem ser reutilizadas por estranhos e não recebem nenhuma notificação quando isso acontece. Além disso, a facilidade para manipular fotos abre espaço para abusos, como assédio, identidade falsa e alterações não autorizadas.
Para evitar que suas imagens sejam usadas, é possível seguir os passos abaixo:
Como desativar o Muse Image no Instagram
- Acesse seu perfil e clique nos três pontos horizontais no canto superior direito.
- Selecione a opção “Compartilhamento e reutilização”.
- Encontre a pergunta: “Permitir que pessoas criem conteúdo com suas imagens?”
- Desative a função para postes e carrosséis.
A chegada do Muse Image ocorre em um momento em que ferramentas de inteligência artificial estão sendo totalmente integradas às redes sociais. Os especialistas alertam que é essencial fortalecer as proteções de privacidade e aumentar a transparência, para que os usuários compreendam como seus dados são utilizados.
A desconfiança em relação à IA já é significativa. Segundo uma pesquisa do Pew Research Center, 35% dos entrevistados expressaram mais preocupação do que entusiasmo com o avanço da tecnologia.
Além disso, a Meta tem histórico de controvérsias em relação à privacidade. Em 2019, a FTC impôs uma multa de US$ 5 bilhões à empresa por violar um acordo de 2012, ao enganar os usuários sobre o controle que tinham sobre seus dados. O caso envolvendo a Cambridge Analytica, que acessou informações de até 87 milhões de usuários do Facebook através de um aplicativo de quiz.
Com informações do Techcrunch


