Tensão na seleção francesa: Conflito entre federação e segurança da equipe
Informações divulgadas recentemente apontam uma crise interna dentro da seleção francesa, envolvendo a Federação Francesa de Futebol (FFF) e Mohamed Senhaji, o responsável pela segurança do time desde 2004. A situação se intensificou após a tentativa da federação de afastar Senhaji, que foi punido com uma aposentadoria acelerada em 2022 por ter recebido um presente de Kylian Mbappé. Zinédine Zidane, provável novo técnico da equipe, defende sua permanência no cargo.
O jornal francês “L’Équipe” revelou que a FFF anunciou uma vaga para o posto de chefe de segurança da seleção poucos dias antes do início da concentração da equipe em Clairefontaine, em 29 de maio. A medida gerou reações negativas tanto do técnico Didier Deschamps quanto dos jogadores, que consideraram a atitude uma tentativa de desestabilizar o grupo.
Senhaji foi forçado a se aposentar antecipadamente após uma doação ilegal feita por Mbappé, conforme o próprio jogador admitiu. Apesar disso, a FFF decidiu mantê-lo no cargo até o início da Copa do Mundo de 2026, com o objetivo de acalmar os ânimos dentro da seleção.
Didier Deschamps, juntamente com os jogadores, destacou a importância de Senhaji para o time. Segundo relatos, a equipe não concordaria em viajar para os Estados Unidos sem sua presença, o que levou o técnico a intervir diretamente junto à federação para resolver a situação e evitar a substituição do segurança.
Senhaji se viu em uma posição delicada ao tomar conhecimento da vaga aberta. A possibilidade de ser substituído antes mesmo da pré-temporada levantou dúvidas sobre seu futuro no time, apesar de sua proximidade com figuras importantes do futebol francês.
Autoridades e personalidades como Zinedine Zidane, Fabien Barthez e a família Mbappé são considerados aliados próximos de Senhaji. No entanto, a federação não demonstrou apoio sólido à sua permanência, limitando-se a uma postura ambígua diante do caso.
A FFF parece disposta a afastar Senhaji definitivamente, mas Zidane, que assumirá oficialmente o comando da seleção no final de julho, insiste em mantê-lo. Essa divergência sinaliza um novo desafio entre o técnico e a diretoria da federação.
A França encerrou sua participação na Copa do Mundo de 2026 em quarto lugar após uma derrota por 4 a 6 contra a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar. O “caso Senhaji” é o mais recente episódio de tensão entre a seleção e a federação, cujas consequências podem impactar a gestão de Zidane no futuro próximo.

