Copa de 2030 com 64 seleções? Cenário ainda é improvável

Crédito da imagem: Ilustrativo/Gerado por IA

Por apenas um dia, a Fifa permitiu que o público tivesse acesso à taça original da Copa 🏆

Copa do Mundo de 2030: Debate sobre expansão a 64 seleções ganha força

A edição de 2022, com 48 equipes, foi vista como um teste acertado para o formato mais amplo. Recorde de público, média elevada de gols e a participação surpreendente de sete seleções em suas primeiras aparições nos mata-matas consolidaram a ideia de que a competição pode crescer ainda mais. No entanto, expandir para 64 times até 2030 ainda é uma proposta que enfrenta desafios significativos.

Conmebol quer mais presença sul-americana

Desde 2023, a Conmebol tem defendido a ideia de levar o Mundial para 64 seleções. A justificativa está ligada à inclusão e ao centenário da Copa do Mundo, em 2030. No entanto, o objetivo principal da entidade sul-americana é garantir uma maior presença continental: a proposta original da Argentina, Paraguai e Uruguai foi superada por Marrocos, Portugal e Espanha, mas um acordo garantiu que os países do Cone Sul recebam três partidas nos primeiros jogos, em homenagem ao torneio de 1930.

Formato proposto e resistências

A Conmebol defende um modelo com 16 grupos de quatro equipes, onde os dois primeiros de cada grupo avançariam para a fase eliminatoria. Isso aumentaria o número de partidas em 24 (de 72 para 96). A proposta também busca reduzir a complexidade atual da classificação, que exige a participação dos oito melhores terceiros colocados.

No entanto, a expansão enfrenta resistência de outras confederações. A Concacaf e a AFC já sinalizaram contraposição, enquanto a Uefa argumenta que a logística se tornaria insustentável. Em maio deste ano, a Uefa anunciou um novo modelo de eliminatorias inspirado no formato da Liga dos Campeões, visando reduzir o número de jogos sem relevância.

Econômica e competitiva: desafios para as eliminatórias

Para a Conmebol, a ampliação traria implicações financeiras. Atualmente, as eliminatórias sul-americanas geram receita por meio da venda de direitos de transmissão. Com 64 seleções no Mundial, o número de vagas para os países do continente cresceria, reduzindo a importância das eliminatórias.

A Argentina, Paraguai e Uruguai, sedes da Copa em 2030, terão classificação automática. Isso já gera preocupação com o impacto no apelo das eliminatórias futuras. Para mitigar isso, a Conmebol discute a criação de uma “Liga de Nações” com premiação e disputa de título, mantendo o formato atual de 18 jogos por seleção.

Balanço positivo da Copa de 2022

De acordo com um balanço divulgado recentemente, quase 4,6 milhões de torcedores compareceram aos estádios na fase de grupos. Foram marcados 215 gols, média de quase três por partida. Destaque para a presença de nove seleções africanas na segunda fase – recorde histórico.

Futuro da proposta ainda incerto

A ampliação da Copa do Mundo foi pauta de debate em reuniões do Conselho da Fifa, mas até o momento não avançou. A Conmebol segue pressionando por um consenso global, enquanto a Fifa e outras confederações analisam os impactos logísticos e financeiros.

Gianni Infantino oficializa Marrocos, Portugal e Espanha como sedes da Copa do Mundo de 2030 — Foto: Fifa

A proposta de expandir o Mundial para 64 seleções em 2030 ainda está em discussão. Enquanto a Conmebol insiste na necessidade de reequilibrar as vagas e garantir mais presença sul-americana, outras confederações têm dúvidas sobre a viabilidade do formato. O desafio agora é transformar o debate em uma decisão consensual.

Alejandro Domínguez, da Conmebol, e Gianni Infantino, em reunião do Conselho da Fifa — Foto: Fifa

O caminho para 2030 ainda tem obstáculos, mas a Conmebol não desiste de sua visão. Com o apoio de Gianni Infantino e a pressão por uma competição mais inclusiva, a expansão do Mundial pode ser a próxima etapa da evolução do maior evento esportivo do planeta.