Defesa da amiga de Lulinha pede ao STF apuração sobre vazamento

STF investiga possível vazamento de conversas entre Roberta Luchsinger e Lulinha

A defesa da empresária Roberta Luchsinger protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para apurar suspeitas de que conversas privadas entre ela e Fábio Luís Inácio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, teriam sido vazadas. A solicitação foi feita com base em informações divulgadas pelo jornal O Globo, que apontam para uma estratégia da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) de divulgar áudios desses diálogos.

Segundo a petição apresentada no STF, os advogados de Luchsinger afirmam desconhecer qualquer autorização judicial para interceptar as comunicações da empresária. Eles solicitam acesso integral ao material, caso a medida tenha sido autorizada, ou a investigação do possível crime de violação de sigilo.

O requerimento surge no contexto do inquérito que investiga fraudes no INSS, em que Luchsinger e Lulinha são investigados. O relator do caso, ministro André Mendonça, autorizou a quebra do sigilo fiscal de Lulinha, mas nenhum dos dois foi indiciado no primeiro relatório da Polícia Federal (PF).

Fraudes no INSS: operação apura desvios de R$ 6,3 bilhões

A investigação, iniciada durante a Operação Sem Desconto em abril de 2025, revelou um esquema de descontos irregulares sobre benefícios do INSS. A PF estimou que ao menos R$ 6,3 bilhões tenham sido desviados de beneficiários por entidades associativas.

Entre os indiciados no caso estão o ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira, o deputado federal Euclydes Petersen (PL-MG) e o presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares, Carlos Roberto Ferreira Lopes. O então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado após a operação, que também levou ao pedido de demissão do ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT).

A investigação aponta para o envolvimento de 48 pessoas, incluindo Antônio Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”, que foi acusado de liderar o esquema. A PF continua analisando documentos e depoimentos para identificar outros responsáveis pelo desvio de recursos públicos.

Com informações da Revista Oeste