Defesa de Jairinho busca bloquear acesso a aparelho celular apreendido em presídio

Defesa de Jairinho contesta autorização para análise de celular apreendido em cela

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, teve a defesa apresentar recurso contra a decisão da juíza Elizabeth Machado Louro, que autorizou a quebra do sigilo de um celular apreendido durante uma vistoria na cela onde ele cumpre pena no Complexo de Gericinó, em Bangu, Rio de Janeiro. O aparelho foi localizado escondido entre livros durante a inspeção da Secretaria de Polícia Penal.

Condenado a 43 anos de prisão pela morte do enteado Henry Borel, Jairinho está preso desde 2018. A análise do conteúdo do celular foi solicitada pelo promotor Fábio Vieira dos Santos, com o objetivo de investigar possíveis tentativas de influência em testemunhas ou interferência em processos judiciais durante a prisão.

A defesa argumenta que a medida não está relacionada ao caso que levou à condenação de Jairinho e afirma que a análise deveria ser conduzida pela Vara de Execuções Penais, responsável por fiscalizar o cumprimento da pena. Os advogados também questionam a legitimidade da investigação, chamando-a de “pescaria probatória” por falta de indícios específicos.

Outro ponto levantado pela defesa é a pericia do celular, defendendo que a análise seja feita pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil, e não pelo Ministério Público. A juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pelo julgamento do caso Henry Borel, autorizou a Divisão Especial de Inteligência Cibernética do MP-RJ a acessar o conteúdo do aparelho.

Com informações da Revista Oeste